"Imagens são sempre reais, ainda que todo o conteúdo seja falso."
sábado, 18 de março de 2006
sexta-feira, 17 de março de 2006
Diálogo muito inteligente
entre a faxineira do meu prédio (que tá sempre mal-humorada) e dois piás que brincavam no saguão, de mochila nas costas, enquanto esperavam o transporte escolar:
- Vou dizer uma coisa pra vocês: larga desse negócio de estudar e vão jogar bola.
os piás se olharam...silêncio. Ela continuou:
-Verdade. Só quem se dá bem nesse país é jogador de futebol e político. E pra ser qualquer um desses dois, nem precisa saber das coisas que o colégio ensina. Agora, se não estudar e ainda tiver o azar de nascer pobre, como eu, vai morrer fazendo faxina. Isso, se conseguir um emprego.
E eu ali, esperando o elevador e lamentando profundamente que eu não tenha nascido rica, nem com habilidades futebolísticas nem com o mau caratismo indispensável pra outra sugestão da mulher.
Tenho mais é que me ralar nas aulas de Alemão mesmo.
- Vou dizer uma coisa pra vocês: larga desse negócio de estudar e vão jogar bola.
os piás se olharam...silêncio. Ela continuou:
-Verdade. Só quem se dá bem nesse país é jogador de futebol e político. E pra ser qualquer um desses dois, nem precisa saber das coisas que o colégio ensina. Agora, se não estudar e ainda tiver o azar de nascer pobre, como eu, vai morrer fazendo faxina. Isso, se conseguir um emprego.
E eu ali, esperando o elevador e lamentando profundamente que eu não tenha nascido rica, nem com habilidades futebolísticas nem com o mau caratismo indispensável pra outra sugestão da mulher.
Tenho mais é que me ralar nas aulas de Alemão mesmo.
quinta-feira, 16 de março de 2006
Chá de Viagem
Tem chá de panela, quando a mulher casa.
Tem chá de fralda, quando ficam grávidas.
Por que diabos não pode ter um chá de viagem, quando a gente viaja??
Po, viagem é um gasto enorme, nos últimos meses a gente vive numa contenção de gastos absurda e até a passagem de ônibus é calculada minuciosamente. Nem uma casquinha do méqui a gente pode comer sem culpa.
Não é fácil. As pessoas aqui em casa já emagreceram uns 10kg cada uma, menos a menorzinha que ganha merenda no colégio. Estamos sobrevivendo graças à colaboração dos vizinhos e do zelador do prédio, que todo mês nos dá uma cesta básica.
Mas tudo vai melhorar quando eu for embora de vez e começar a ganhar MUITA grana em Euro, lógico. Daí eu vou mandar 1/3 pra minha família, farei uma poupança e um plano de previdência com o outro 1/3 e com o resto eu me mantenho por lá. Então, quando eu voltar, estarei rica e vou construir a minha casa, com pátio, piscina, churrasqueira, playground, minizoo, jardim zen, academia, quadra de tênis, campo de golfe e um méqui só pra mim.
Mas...enquanto tudo isso não acontece, eu conto com a ajuda de vocês!
Eu podia estar nas ruas, fumando crack, cheirando cola, roubando e matando, mas estou aqui, educadamente pedindo qualquer colaboração: vale transporte, ticket refeição, notas de 10, 20, 50 e vou deixar uma listinha de coisas que eu preciso, caso alguém se sensibilize.
- kit de maquiagem (pode ser da Natura mesmo)
- kit de unhas (com alicate)
- pijama de verão
- sandália salto anabela, não muito alta, preta ou marrom
- calça jeans (pode ser da Ellus, tam. 38)
- Guia de Viagem "Langenscheidt", em Alemão, óbvio
- chinelos havaianas (pq. eu odeio quem fala "sandálias havaianas"), cores diversas, nºs variados porque é pra revender mesmo.
- All Star Preto, cano curto nº 37 (pq. o meu laranja tá detonado) - dica: na Voluntários é bem barato.
- Mochila de viagem, daquela marca Trilhas e Rumos (www.trilhaserumos.com.br)
- Bandeiras do Brasil, do RS e do Grêmio
- Câmera digital compacta com zoom óptico e digital, com resolução não inferior a 4.1 MP.
Acho que era isso!
Agradeço a colaboração!
Quem colaborar, ganha um banho de piscina na minha casa, quando eu construir.
Tem chá de fralda, quando ficam grávidas.
Por que diabos não pode ter um chá de viagem, quando a gente viaja??
Po, viagem é um gasto enorme, nos últimos meses a gente vive numa contenção de gastos absurda e até a passagem de ônibus é calculada minuciosamente. Nem uma casquinha do méqui a gente pode comer sem culpa.
Não é fácil. As pessoas aqui em casa já emagreceram uns 10kg cada uma, menos a menorzinha que ganha merenda no colégio. Estamos sobrevivendo graças à colaboração dos vizinhos e do zelador do prédio, que todo mês nos dá uma cesta básica.
Mas tudo vai melhorar quando eu for embora de vez e começar a ganhar MUITA grana em Euro, lógico. Daí eu vou mandar 1/3 pra minha família, farei uma poupança e um plano de previdência com o outro 1/3 e com o resto eu me mantenho por lá. Então, quando eu voltar, estarei rica e vou construir a minha casa, com pátio, piscina, churrasqueira, playground, minizoo, jardim zen, academia, quadra de tênis, campo de golfe e um méqui só pra mim.
Mas...enquanto tudo isso não acontece, eu conto com a ajuda de vocês!
Eu podia estar nas ruas, fumando crack, cheirando cola, roubando e matando, mas estou aqui, educadamente pedindo qualquer colaboração: vale transporte, ticket refeição, notas de 10, 20, 50 e vou deixar uma listinha de coisas que eu preciso, caso alguém se sensibilize.
- kit de maquiagem (pode ser da Natura mesmo)
- kit de unhas (com alicate)
- pijama de verão
- sandália salto anabela, não muito alta, preta ou marrom
- calça jeans (pode ser da Ellus, tam. 38)
- Guia de Viagem "Langenscheidt", em Alemão, óbvio
- chinelos havaianas (pq. eu odeio quem fala "sandálias havaianas"), cores diversas, nºs variados porque é pra revender mesmo.
- All Star Preto, cano curto nº 37 (pq. o meu laranja tá detonado) - dica: na Voluntários é bem barato.
- Mochila de viagem, daquela marca Trilhas e Rumos (www.trilhaserumos.com.br)
- Bandeiras do Brasil, do RS e do Grêmio
- Câmera digital compacta com zoom óptico e digital, com resolução não inferior a 4.1 MP.
Acho que era isso!
Agradeço a colaboração!
Quem colaborar, ganha um banho de piscina na minha casa, quando eu construir.
Cor-de-Rosa
Tá, template novo e tal.
Tava na hora de mudar. Gostei desse rosinha.
Mas assim, se eu soubesse que mudar o template envolveria tanta gente (pq. eu não sei fazer essas coisas de HTML, HSFDY, JSGDDV), não tinha começado a essa hora.
Então tá né.
Vai ter gente que vai gostar, outros não. Mas azar. Agora vai ficar assim por um tempo, só pelo trabalhão.
Agradecimentos especiais ao Rodrigo e ao Guto. Sem eles, eu não teria conseguido chegar até aqui. :D
Ah, depois eu converso com o Tialerson, pq. eu fui tosca e não sei o que eu fiz que apagou o nome dele como colaborador. Hehehehehe...
Tava na hora de mudar. Gostei desse rosinha.
Mas assim, se eu soubesse que mudar o template envolveria tanta gente (pq. eu não sei fazer essas coisas de HTML, HSFDY, JSGDDV), não tinha começado a essa hora.
Então tá né.
Vai ter gente que vai gostar, outros não. Mas azar. Agora vai ficar assim por um tempo, só pelo trabalhão.
Agradecimentos especiais ao Rodrigo e ao Guto. Sem eles, eu não teria conseguido chegar até aqui. :D
Ah, depois eu converso com o Tialerson, pq. eu fui tosca e não sei o que eu fiz que apagou o nome dele como colaborador. Hehehehehe...
quarta-feira, 15 de março de 2006
Dicionário
Eu li em algum lugar a frase "...viver pinicando a pele", e resolvi procurar o significado exato da palavra "pinicar" no dicionário (sim, dicionário é um vício).
Mas hoje foi curioso: abri o dicionário procurando "pinicar" e, quando eu vi, tava lendo o significado de "viver"...
-Mas eu sou tão desatenta que, muitas vezes, me pego procurando uma palavra em português, no dicionário de inglês e vice-versa.
Mas hoje foi curioso: abri o dicionário procurando "pinicar" e, quando eu vi, tava lendo o significado de "viver"...
airplanes and airports
tickets in her hand
she said there's no turning back
to get feet out of this land
a dream she always had
never asked no one about
how they got the news
a thought that flashed her mind
no longer these cheap thrills
wondering of other skies
leave all the ghosts behind
new air to open wings
gain height, climb, and fly
and airplanes and airports
she'll be flying soon
I had no option, I had no choice
I had no word, I had no voice
not even the right to speak about
she's not going to turn around
no option, no choice, no word, no voice
-
I get speechless everytime you ask me
do I feel happy with your dream come true
it's a fight between my selfish one
and the I that loves you
to get feet out of this land
a dream she always had
never asked no one about
how they got the news
a thought that flashed her mind
no longer these cheap thrills
wondering of other skies
leave all the ghosts behind
new air to open wings
gain height, climb, and fly
and airplanes and airports
she'll be flying soon
I had no option, I had no choice
I had no word, I had no voice
not even the right to speak about
she's not going to turn around
no option, no choice, no word, no voice
-
I get speechless everytime you ask me
do I feel happy with your dream come true
it's a fight between my selfish one
and the I that loves you
***
Foi o melhor presente pré viagem que eu recebi até hoje.
O melhor, e o pior ao mesmo tempo.
Bom pela intenção, pela intensidade, pelas revelações, pela surpresa, pela verdade.
Ruim pelo tom de despedida.
Daí eu vejo tudo escorrer pelos meus dedos...
E cresce um imenso e incômodo ponto de interrogação acima da minha cabeça: não tenho controle sobre a minha própria vida. Mas, quem tem?
segunda-feira, 13 de março de 2006
Beep Beep!
Todo mundo lembra daquele desenho do Papaléguas e do Coiote, né?
O foco central da história era sempre o mesmo: O Coiote vivia querendo acabar com o Papaléguas.
Pra isso, utilizava as mais bizarras armadilhas da ACME pra pegar o bicho, mas sempre davam errado, porque o papaléguas era bem mais esperto e desviava de todas com uma astúcia incrível.
O coitado do Coiote passou dias, meses, anos envolvido com a vida do Papaléguas que acabou esquecendo que tinha a sua própria. Enquanto isso, o Papaléguas, às vezes, aparecia como mero coadjuvante no desenho, passava correndo sempre, pelo simples fato de que ele tinha tanta coisa com o que se preocupar na sua vida (a vida do papaléguas era extremamente movimentada, sabiam?), que o Coiote acabou virando sua diversão.
Tá, a historinha pode ter várias lições no final, mas a mais simples e a que eu mais gosto tá representada nessa cena que ilustra esse post: o papaléguas sempre sabia a hora certa de parar. ;)

O foco central da história era sempre o mesmo: O Coiote vivia querendo acabar com o Papaléguas.
Pra isso, utilizava as mais bizarras armadilhas da ACME pra pegar o bicho, mas sempre davam errado, porque o papaléguas era bem mais esperto e desviava de todas com uma astúcia incrível.
O coitado do Coiote passou dias, meses, anos envolvido com a vida do Papaléguas que acabou esquecendo que tinha a sua própria. Enquanto isso, o Papaléguas, às vezes, aparecia como mero coadjuvante no desenho, passava correndo sempre, pelo simples fato de que ele tinha tanta coisa com o que se preocupar na sua vida (a vida do papaléguas era extremamente movimentada, sabiam?), que o Coiote acabou virando sua diversão.
Tá, a historinha pode ter várias lições no final, mas a mais simples e a que eu mais gosto tá representada nessa cena que ilustra esse post: o papaléguas sempre sabia a hora certa de parar. ;)

domingo, 12 de março de 2006
(sem título)
Andava enxergando tudo meio embaçado. Esfregava os olhos mas não adiantava. Pareciam pequenos arranhões, distorcendo as imagens e dificultando a visão - são meus olhos ou meus óculos?
Queria enxergar as coisas mais longes e não conseguia... Estava presa no presente.
Por vezes, lacrimejava e desistia. Fechava os olhos e viajava cega nos seus pensamentos nítidos.
Andava preocupada - até quando os arranhões vão atrapalhar o meu futuro?
Tropeçava, perdia ônibus, não enxergava mais os conhecidos com quem cruzava na rua.
Estava ficando cada vez mais atormentada, mais cega, mais distante dos sonhos.
Até que um dia, mexendo naquela gaveta das coisas esquecidas, achou os óculos antigos. Simples, com lentes intactas, límpidas e leves. Aproximou-o dos olhos e, como num passe de mágica a vida ficou mais transparente e colorida. E o futuro lhe sorriu o sorriso mais lindo do mundo.
Queria enxergar as coisas mais longes e não conseguia... Estava presa no presente.
Por vezes, lacrimejava e desistia. Fechava os olhos e viajava cega nos seus pensamentos nítidos.
Andava preocupada - até quando os arranhões vão atrapalhar o meu futuro?
Tropeçava, perdia ônibus, não enxergava mais os conhecidos com quem cruzava na rua.
Estava ficando cada vez mais atormentada, mais cega, mais distante dos sonhos.
Até que um dia, mexendo naquela gaveta das coisas esquecidas, achou os óculos antigos. Simples, com lentes intactas, límpidas e leves. Aproximou-o dos olhos e, como num passe de mágica a vida ficou mais transparente e colorida. E o futuro lhe sorriu o sorriso mais lindo do mundo.
sexta-feira, 10 de março de 2006
do verão de 2003
"as tardes na praia são frias, mas lindas. nós sentamos imóveis, falando pouco.
só deus sabe como viemos parar aqui.
eu lhe disse tudo que posso dizer. ela pensa que estou ocultando algo. não estou. só não sei muito.
nós furtamos olhares ocasionais um ao outro, sorrisos rápido e fugazes. estamos constrangidos agora. chegamos perto demais, falamos muito abertamente.
temos de recuar...deixar as coisas seguirem seu próprio ritmo.
eu tento não pensar a respeito do que aconteceu ou vai acontecer conosco.
tento ser uma parte do cenário, tão tranquilo quanto o mar ou o céu..."
só deus sabe como viemos parar aqui.
eu lhe disse tudo que posso dizer. ela pensa que estou ocultando algo. não estou. só não sei muito.
nós furtamos olhares ocasionais um ao outro, sorrisos rápido e fugazes. estamos constrangidos agora. chegamos perto demais, falamos muito abertamente.
temos de recuar...deixar as coisas seguirem seu próprio ritmo.
eu tento não pensar a respeito do que aconteceu ou vai acontecer conosco.
tento ser uma parte do cenário, tão tranquilo quanto o mar ou o céu..."
ovo
ela, irritada: "eu tou sempre tendo que me fazer clara!"
ele, irritando: "mas eu prefiro que tu gema."
ele, irritando: "mas eu prefiro que tu gema."
quinta-feira, 9 de março de 2006
início
quando viu, mal sabia que seria o início.
e olhar nos olhos dele era como submergir num mar agitado e sedento - por respostas, incansável.
aí, já estava sorrindo novamente das idéias insanas que brotavam de um jeito assustadoramente natural daquela mente fértil.
já estava concordando com as teorias absurdas dele que projetavam-na pra um outro mundo, em segundos.
ele tinha a capacidade de abduzi-la da realidade e, sem saber, alimentava suas idéias mais loucas.
tinha o poder de fazê-la flutuar com um sorriso.
e aí, ela só sentia-se à vontade quando olhava novamente aqueles olhos caídos e cansados que, por vezes, escondiam-se atrás de lentes numa tentativa de enxergar o mundo um pouco menos distorcido pela sua própria cabeça.
contava os dias, pra poder admirá-lo outra vez durante horas, dormindo displicente.
fechava os olhos só pra ficar mais fácil de imaginar o toque das mãos dele pelo seu corpo.
ele era a exceção de todas as suas regras e a mais deliciosa das transgressões.
quando viu, estava nessa de sonhar acordada com o dia em que pudesse realmente absorver, devorar, concordar, discordar, descobrir e mergulhar naquela interminável atmosfera de tantas coisas que lhe interessavam como se lhe pertencessem.
Enlouquecida, quis correr para longe... mas quando viu, era tarde demais.
e olhar nos olhos dele era como submergir num mar agitado e sedento - por respostas, incansável.
aí, já estava sorrindo novamente das idéias insanas que brotavam de um jeito assustadoramente natural daquela mente fértil.
já estava concordando com as teorias absurdas dele que projetavam-na pra um outro mundo, em segundos.
ele tinha a capacidade de abduzi-la da realidade e, sem saber, alimentava suas idéias mais loucas.
tinha o poder de fazê-la flutuar com um sorriso.
e aí, ela só sentia-se à vontade quando olhava novamente aqueles olhos caídos e cansados que, por vezes, escondiam-se atrás de lentes numa tentativa de enxergar o mundo um pouco menos distorcido pela sua própria cabeça.
contava os dias, pra poder admirá-lo outra vez durante horas, dormindo displicente.
fechava os olhos só pra ficar mais fácil de imaginar o toque das mãos dele pelo seu corpo.
ele era a exceção de todas as suas regras e a mais deliciosa das transgressões.
quando viu, estava nessa de sonhar acordada com o dia em que pudesse realmente absorver, devorar, concordar, discordar, descobrir e mergulhar naquela interminável atmosfera de tantas coisas que lhe interessavam como se lhe pertencessem.
Enlouquecida, quis correr para longe... mas quando viu, era tarde demais.
terça-feira, 7 de março de 2006
sobre o dia 08 de março
eu não tenho nenhum problema em andar de ônibus, mas podendo, eu cato caronas.
eu mudo meus horários se for pra ir de carro. pelo simples fato de ser mais rápido e mais confortável.
hoje eu tava voltando da clínica e liguei pra saber onde meu pai estava:
-oi pai, onde tu tá?
-aqui na depaschoal, fazendo balanceamento no carro.
-tá, tou indo aí te encontrar pra pegar uma carona pra casa.
-tá. te espero aqui.
chegando lá, esperei uns 10 minutos até o cara acabar.
daí chega o mecânico com a notícia:
-o pneu traseiro tá com defeito, acho melhor o senhor trocar.
-defeito?! mas eu troquei não faz 2 meses!
daí meu pai foi lá olhar e realmente tava com defeito.
como meu pai não é do tipo que deixa coisas pra depois (ainda mais em se tratando do carro), lá fomos nós na loja onde ele havia trocado os pneus.
eu, como tava de carona, tive que ir junto.
um lugar feio, sujo e cheio de homens suados e engraxados.
e eu lá, de tamanquinho, e bolsinha no ombro, me sentindo um ET naquele cenário, vendo eles falarem sobre coisas que eu não fazia a menor idéia que existiam.
ficamos, meu pai e eu, em pé ali do lado dos caras enquanto eles arrumavam o troço.
vendo que não tinha muita saída, resolvi aprender o máximo de coisas possíveis sobre carros.
prestei atenção nas peças que iam aparecendo e descobri que na roda, existe um negócio, chamado PRISIONEIRO, onde é afixado o pneu, dentre outras coisas.
e o meu pai me explicando tudo, didaticamente, com a paciência de sempre.
eu sabia coisas básicas, por ser curiosa (eu adoro ler manuais de coisas), questionadora (eu pergunto TUDO, sempre) e metida (metida mesmo), e por ter medo de que um dia eu tenha que ir sozinha a uma oficina e os caras tentem me engambelar, pq. eu sou mulher.
mas hoje fiz uma espécie de especialização intensiva.
eu troco lâmpadas, resistência de chuveiros, instalo antenas de tv (UHF, inclusive), conserto tomadas, faço extensões, sempre comprei cabos pro videocassete, faço as instalações de TV/DVD/SOM/COMPUTADOR, sem perguntar pra ninguém. e mato baratas sem o menor problema.
essa é a minha porção masculina, que funciona muito bem.
eu faço quase tudo aquilo cuja responsabilidade é (culturamente) masculina. mas...E DAÍ?
só faço tudo isso pq. o meu pai passa a semana viajando, e alguém tinha que aprender.
o meu lado feminino é TÃO superior, que quando eu casar, podem ter certeza de que o meu marido vai ter uma MULHER de verdade em casa - e não essas coisas esquisitas que têm por aí hoje em dia.
SIM, vou ser do tipo que trabalha fora, cozinha, lava, passa, cuida dos piás e ainda lembra de molhar as violetas. vou lembrar de ter sempre cerveja gelada- SIM, vou agradar o meu marido.
e tudo isso não me faz menos inteligente ou menos independente.
pq. também é com sutileza, carinho e parceria que conquistamos os homens - e o nosso espaço.
chega desse feminismo falso que tá acabando com a sensualidade e a graça natural das mulheres. eu não luto e não quero igualdade.
eu brigo por RESPEITO. mas isso só vai acontecer de verdade, quando as próprias mulheres aprenderem a se respeitar e a se reconhecerem como MULHERES (em caps lock).
e que se dane o dia internacional da mulher.
eu mudo meus horários se for pra ir de carro. pelo simples fato de ser mais rápido e mais confortável.
hoje eu tava voltando da clínica e liguei pra saber onde meu pai estava:
-oi pai, onde tu tá?
-aqui na depaschoal, fazendo balanceamento no carro.
-tá, tou indo aí te encontrar pra pegar uma carona pra casa.
-tá. te espero aqui.
chegando lá, esperei uns 10 minutos até o cara acabar.
daí chega o mecânico com a notícia:
-o pneu traseiro tá com defeito, acho melhor o senhor trocar.
-defeito?! mas eu troquei não faz 2 meses!
daí meu pai foi lá olhar e realmente tava com defeito.
como meu pai não é do tipo que deixa coisas pra depois (ainda mais em se tratando do carro), lá fomos nós na loja onde ele havia trocado os pneus.
eu, como tava de carona, tive que ir junto.
um lugar feio, sujo e cheio de homens suados e engraxados.
e eu lá, de tamanquinho, e bolsinha no ombro, me sentindo um ET naquele cenário, vendo eles falarem sobre coisas que eu não fazia a menor idéia que existiam.
ficamos, meu pai e eu, em pé ali do lado dos caras enquanto eles arrumavam o troço.
vendo que não tinha muita saída, resolvi aprender o máximo de coisas possíveis sobre carros.
prestei atenção nas peças que iam aparecendo e descobri que na roda, existe um negócio, chamado PRISIONEIRO, onde é afixado o pneu, dentre outras coisas.
e o meu pai me explicando tudo, didaticamente, com a paciência de sempre.
eu sabia coisas básicas, por ser curiosa (eu adoro ler manuais de coisas), questionadora (eu pergunto TUDO, sempre) e metida (metida mesmo), e por ter medo de que um dia eu tenha que ir sozinha a uma oficina e os caras tentem me engambelar, pq. eu sou mulher.
mas hoje fiz uma espécie de especialização intensiva.
eu troco lâmpadas, resistência de chuveiros, instalo antenas de tv (UHF, inclusive), conserto tomadas, faço extensões, sempre comprei cabos pro videocassete, faço as instalações de TV/DVD/SOM/COMPUTADOR, sem perguntar pra ninguém. e mato baratas sem o menor problema.
essa é a minha porção masculina, que funciona muito bem.
eu faço quase tudo aquilo cuja responsabilidade é (culturamente) masculina. mas...E DAÍ?
só faço tudo isso pq. o meu pai passa a semana viajando, e alguém tinha que aprender.
o meu lado feminino é TÃO superior, que quando eu casar, podem ter certeza de que o meu marido vai ter uma MULHER de verdade em casa - e não essas coisas esquisitas que têm por aí hoje em dia.
SIM, vou ser do tipo que trabalha fora, cozinha, lava, passa, cuida dos piás e ainda lembra de molhar as violetas. vou lembrar de ter sempre cerveja gelada- SIM, vou agradar o meu marido.
e tudo isso não me faz menos inteligente ou menos independente.
pq. também é com sutileza, carinho e parceria que conquistamos os homens - e o nosso espaço.
chega desse feminismo falso que tá acabando com a sensualidade e a graça natural das mulheres. eu não luto e não quero igualdade.
eu brigo por RESPEITO. mas isso só vai acontecer de verdade, quando as próprias mulheres aprenderem a se respeitar e a se reconhecerem como MULHERES (em caps lock).
e que se dane o dia internacional da mulher.
domingo, 5 de março de 2006
Passa, tempo!
Amanhã é segunda e, teoricamente, todo mundo que tirou férias (ou pelo menos alguns dias depois do carnaval) está voltando ao trabalho e retomando sua rotina normal, sem maiores problemas.
Menos eu.
Eu tou seriamente angustiada, ansiosa, agitada e aflita. Eu tou demorando pra me dar conta que 2 meses e meio é bastante tempo e que eu não posso ignorar esses dias e querer pular pro dia da minha viagem, como se nada mais na minha vida fosse importante.
Eu tenho pacientes me esperando. Tenho um monte de coisas pra organizar e tenho que levar esses meses normalmente. Mas tá difícil.
Talvez poucas pessoas saibam realmente o quanto essa viagem significa pra mim. É como se tu imaginasse uma coisa durante anos e, de repente, essa coisa magicamente começa a aparecer no horizonte. E vai ficando cada vez mais perto...uma chance imperdível e inadiável de realizar um dos meus grandes sonhos.
Eu já encomendei camisas da seleção, bandanas com a bandeira do brasil e outros cacarecos verde-amarelos pra uma tia que vai pra São Paulo no fim do mês (ela vai comprar na 25 de março, lógico) pra vender lá em Munique (não esqueçam que eu serei agraciada pela Copa do Mundo durante o tempo que ficarei lá). E agora, estou treinando as palavras "cerveja, refri e água bem gelados!" em alemão, pra vender na porta do estádio nos dias de jogos. (Hm. Talvez eu troque "cerveja" por "caipirinha", pq. na terra da Oktoberfest, cerveja é uma coisa comum demais).
No dia 18 de junho, (Brasil x Austrália) estejam atentos pq. o jogo é em Munique e eu farei de tudo pra tentar aparecer na TV e mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra "toda gurizada de porto alegre ÊEêEÊêEêêÊEêê!". Tá, se der, eu xingo o Galvão Bueno também.
O mais legal de tudo até agora, é que eu já garanti 6 dias na Itália, com passagem por Veneza e Roma garantidas.
Próxima meta: visita rápida ao Frankreich, com uma passadinha estratégica em Bordeaux, só por birra.
Assim que a gaiola for aberta, duvido alguém conseguir me pegar de volta. Há!
Menos eu.
Eu tou seriamente angustiada, ansiosa, agitada e aflita. Eu tou demorando pra me dar conta que 2 meses e meio é bastante tempo e que eu não posso ignorar esses dias e querer pular pro dia da minha viagem, como se nada mais na minha vida fosse importante.
Eu tenho pacientes me esperando. Tenho um monte de coisas pra organizar e tenho que levar esses meses normalmente. Mas tá difícil.
Talvez poucas pessoas saibam realmente o quanto essa viagem significa pra mim. É como se tu imaginasse uma coisa durante anos e, de repente, essa coisa magicamente começa a aparecer no horizonte. E vai ficando cada vez mais perto...uma chance imperdível e inadiável de realizar um dos meus grandes sonhos.
Eu já encomendei camisas da seleção, bandanas com a bandeira do brasil e outros cacarecos verde-amarelos pra uma tia que vai pra São Paulo no fim do mês (ela vai comprar na 25 de março, lógico) pra vender lá em Munique (não esqueçam que eu serei agraciada pela Copa do Mundo durante o tempo que ficarei lá). E agora, estou treinando as palavras "cerveja, refri e água bem gelados!" em alemão, pra vender na porta do estádio nos dias de jogos. (Hm. Talvez eu troque "cerveja" por "caipirinha", pq. na terra da Oktoberfest, cerveja é uma coisa comum demais).
No dia 18 de junho, (Brasil x Austrália) estejam atentos pq. o jogo é em Munique e eu farei de tudo pra tentar aparecer na TV e mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra "toda gurizada de porto alegre ÊEêEÊêEêêÊEêê!". Tá, se der, eu xingo o Galvão Bueno também.
O mais legal de tudo até agora, é que eu já garanti 6 dias na Itália, com passagem por Veneza e Roma garantidas.
Próxima meta: visita rápida ao Frankreich, com uma passadinha estratégica em Bordeaux, só por birra.
Assim que a gaiola for aberta, duvido alguém conseguir me pegar de volta. Há!
sexta-feira, 3 de março de 2006
quinta-feira, 2 de março de 2006
Navio
Quando passa um navio no rio guaíba, as TVs aqui de casa saem de sintonia, os fantasmas tomam conta da imagem e depois o chuvisqueiro domina: "chhhhhhhhhhhhhhhhhh"
O som fica distorcido, a imagem some e só reaparece quando o navio vai embora.
Eu também queria poder justificar os meus dias fora de sintonia- em que os fantasmas tomam conta e o som fica distorcido- dizendo que é só um navio passando. Um naviozão carregado de contêineres cheios de mau humor, que vai causando interferência por aí.
O som fica distorcido, a imagem some e só reaparece quando o navio vai embora.
Eu também queria poder justificar os meus dias fora de sintonia- em que os fantasmas tomam conta e o som fica distorcido- dizendo que é só um navio passando. Um naviozão carregado de contêineres cheios de mau humor, que vai causando interferência por aí.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
Alô bateria...
Eu tenho uma relação estranha com o carnaval.
Até sábado passado, eu tinha dúvidas sérias se eu realmente gostava de pular carnaval ou se preferia pular o carnaval. Mas acho que era por pura preguiça de pensar, refletir e estabalecer uma posição definitiva.
Aos 5 anos eu ganhei um concurso de fantasia na minha praia. Por unanimidade. A fantasia era de "Dama Antiga" (ou damatíga, como eu dizia), lilás. Lindíssima. Meu pai fez uma faixa de incentivo e foi pra torcida com o resto da família.
Dos 5 aos 17 eu pulei carnaval na SAAS (sociedade dos amigos de arroio do sal) e eu esperava o veraneio inteiro por esses 4 dias. Mas eu sempre fui meio reservada. Sempre tive escrúpulos e limites. Limites pra mim e pros outros. Xingava muito, batia boca e, por vezes, esbofeteava um ou outro engraçadinho que resolvia achar que a minha bunda era um local público. Fui retirada do clube por seguranças algumas vezes, mas sempre voltava depois de esclarecer o barraco. Eu nunca beijei 15 numa noite só. Nem nas 4 noites de carnaval inteiras. Nem num verão inteiro. Nunca achei isso muito legal.
Daí, minhas amigas começaram a se desvirtuar e usar saias e shorts cada vez mais curtos e apertados durante o carnaval. Achavam legal usar anéis de latinhas de refri/cerveja penduradas numa corrente, com o número correspondente a quantos "pegaram" durante o carnaval.
E as fantasias se resumiram a um colarzinho chinelão de "havaiana". Bebiam até vomitar e acabavam na calçada antes de começar o baile. Eu ficava PUTA da cara.
Eu resolvi parar de ir no clube. Fui pra avenida.
(esse ano teve um lamentável "carnafunk" no mesmo clube...triste. MUITO triste).
Enfim...alguns carnavais irrelevantes, outro em Houston e outro num bar alternativo em Garopaba dançando músicas dos anos 80 (esse foi divertidíssimo e inesquecível, apesar de não ter tido bateria).
Esse ano, descobri que a minha escola do coração acabou. Era escola de marisqueiros, eles não tinham grana, mas tinham uma bateria que nunca recebeu nota menor do que 10. Eram apaixonados.
Deu uma dor no peito. Mas tratei logo de agilizar uns contatos e procurei um outro lugar pra desfilar. Meio assim, de última hora.
Desfilei numa outra escola: de pés descalços na avenida principal, na ala que homenageou o teatro grego, num enredo que falava de arte.
E, enfim, descobri o que me faz ser apaixonada por esses dias em que todo mundo finge que o país não tem problemas: eu gosto de carnaval na rua. De desfilar na avenida, de gente aplaudindo, de plumas e paetês, de purpurina, de 300 pessoas cantando o mesmo samba-enredo, da bateria. Da bateria, principalmente.
Eu não tenho vergonha de dizer que eu choro e me arrepio quando a bateria começa a tocar.
Eu tenho o maior orgulho da minha brasileirice genuína*, que aflora quando o cara lá em cima do carro de som anuncia que " a hora é eeeeessaaaa!" e "vamulá minha bateria!"
*(eu não tenho ascendentes em lugar nenhum do mundo. devo ser fruto de um caso banal entre um português e uma índia, ou algo assim...essas relações estranhas que originaram a maior parte do povo brasileiro...nunca vou ter dupla cidadania, embora isso fosse bem útil no atual momento).
Só que eu ainda me sinto deslocada, de certa forma.
Porque eu desfilo e vou embora.
Eu não gosto do clima de "pode tudo" que se cria. Eu odeio, ODEIO sprays de espuma.
Eu acho muita chutação de balde um bando de gurias usando camisetas com o logotipo da Whiskas, escrito "comida para gatos".
Eu acho asqueroso gurias desfilando de maria chiquinha e chupeta de nenê na boca com 20 anos na cara.
Eu acho nojento os caras que bebem - e os que não bebem- que chegam agarrando qualquer uma só pq. "é carnaval ôlelê!!!!" E depois usam isso como "desculpa".
Eu acho que falta respeito (próprio, inclusive) e sobra mau gosto.
Eu curto o carnaval sozinha, durante os 60 minutos de desfile e depois vou pra casa dormir.
Quando eu tiver dinheiro de sobra, eu vou desfilar no Rio.
Ano que vem, sairei de destaque lá em Arroio do Sal mesmo. É o primeiro (e estratégico) passo pra ganhar a frente da bateria. Me aguardem.
Até sábado passado, eu tinha dúvidas sérias se eu realmente gostava de pular carnaval ou se preferia pular o carnaval. Mas acho que era por pura preguiça de pensar, refletir e estabalecer uma posição definitiva.
Aos 5 anos eu ganhei um concurso de fantasia na minha praia. Por unanimidade. A fantasia era de "Dama Antiga" (ou damatíga, como eu dizia), lilás. Lindíssima. Meu pai fez uma faixa de incentivo e foi pra torcida com o resto da família.
Dos 5 aos 17 eu pulei carnaval na SAAS (sociedade dos amigos de arroio do sal) e eu esperava o veraneio inteiro por esses 4 dias. Mas eu sempre fui meio reservada. Sempre tive escrúpulos e limites. Limites pra mim e pros outros. Xingava muito, batia boca e, por vezes, esbofeteava um ou outro engraçadinho que resolvia achar que a minha bunda era um local público. Fui retirada do clube por seguranças algumas vezes, mas sempre voltava depois de esclarecer o barraco. Eu nunca beijei 15 numa noite só. Nem nas 4 noites de carnaval inteiras. Nem num verão inteiro. Nunca achei isso muito legal.
Daí, minhas amigas começaram a se desvirtuar e usar saias e shorts cada vez mais curtos e apertados durante o carnaval. Achavam legal usar anéis de latinhas de refri/cerveja penduradas numa corrente, com o número correspondente a quantos "pegaram" durante o carnaval.
E as fantasias se resumiram a um colarzinho chinelão de "havaiana". Bebiam até vomitar e acabavam na calçada antes de começar o baile. Eu ficava PUTA da cara.
Eu resolvi parar de ir no clube. Fui pra avenida.
(esse ano teve um lamentável "carnafunk" no mesmo clube...triste. MUITO triste).
Enfim...alguns carnavais irrelevantes, outro em Houston e outro num bar alternativo em Garopaba dançando músicas dos anos 80 (esse foi divertidíssimo e inesquecível, apesar de não ter tido bateria).
Esse ano, descobri que a minha escola do coração acabou. Era escola de marisqueiros, eles não tinham grana, mas tinham uma bateria que nunca recebeu nota menor do que 10. Eram apaixonados.
Deu uma dor no peito. Mas tratei logo de agilizar uns contatos e procurei um outro lugar pra desfilar. Meio assim, de última hora.
Desfilei numa outra escola: de pés descalços na avenida principal, na ala que homenageou o teatro grego, num enredo que falava de arte.
E, enfim, descobri o que me faz ser apaixonada por esses dias em que todo mundo finge que o país não tem problemas: eu gosto de carnaval na rua. De desfilar na avenida, de gente aplaudindo, de plumas e paetês, de purpurina, de 300 pessoas cantando o mesmo samba-enredo, da bateria. Da bateria, principalmente.
Eu não tenho vergonha de dizer que eu choro e me arrepio quando a bateria começa a tocar.
Eu tenho o maior orgulho da minha brasileirice genuína*, que aflora quando o cara lá em cima do carro de som anuncia que " a hora é eeeeessaaaa!" e "vamulá minha bateria!"
*(eu não tenho ascendentes em lugar nenhum do mundo. devo ser fruto de um caso banal entre um português e uma índia, ou algo assim...essas relações estranhas que originaram a maior parte do povo brasileiro...nunca vou ter dupla cidadania, embora isso fosse bem útil no atual momento).
Só que eu ainda me sinto deslocada, de certa forma.
Porque eu desfilo e vou embora.
Eu não gosto do clima de "pode tudo" que se cria. Eu odeio, ODEIO sprays de espuma.
Eu acho muita chutação de balde um bando de gurias usando camisetas com o logotipo da Whiskas, escrito "comida para gatos".
Eu acho asqueroso gurias desfilando de maria chiquinha e chupeta de nenê na boca com 20 anos na cara.
Eu acho nojento os caras que bebem - e os que não bebem- que chegam agarrando qualquer uma só pq. "é carnaval ôlelê!!!!" E depois usam isso como "desculpa".
Eu acho que falta respeito (próprio, inclusive) e sobra mau gosto.
Eu curto o carnaval sozinha, durante os 60 minutos de desfile e depois vou pra casa dormir.
Quando eu tiver dinheiro de sobra, eu vou desfilar no Rio.
Ano que vem, sairei de destaque lá em Arroio do Sal mesmo. É o primeiro (e estratégico) passo pra ganhar a frente da bateria. Me aguardem.
Voltei...
...com novos vícios, novas ressacas e os delírios de sempre.
com melanina a mais, preocupações a menos e pensamentos amenos.
com histórias engraçadas, descobertas que simplificaram a vida e um verão inesquecível.
ainda com cheiro de protetor solar e as lentes dos óculos grudentas de maresia.
aos poucos, vou contando o que interessa.
* tava com saudades daqui.
com melanina a mais, preocupações a menos e pensamentos amenos.
com histórias engraçadas, descobertas que simplificaram a vida e um verão inesquecível.
ainda com cheiro de protetor solar e as lentes dos óculos grudentas de maresia.
aos poucos, vou contando o que interessa.
* tava com saudades daqui.
domingo, 5 de fevereiro de 2006
FÉRIAS
Até o fim do mês, vocês terão umas férias desta que vos escreve.
Pra alegria de uns e tristeza de outros.
Mas eu volto. Eu sempre volto.
Pra alegria de uns e tristeza de outros.
Mas eu volto. Eu sempre volto.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Acoooooorda!
Acordar alguém é sempre uma tarefa delicada.
A gente nunca sabe se dá uma sacodida de leve, se dá um beijo, se chama a criatura pelo nome em voz alta ou se vai logo acendendo a luz e decretando que "tá na hora de acordar e eu não vou chamar de novo!".
Claro que isso depende muito da pessoa que a gente vai ter que acordar.
Se for irmã(o) não tem muita frescura...vai chamando, sacodindo, acendendo a luz e era isso.
Pai e mãe é um saco de acordar: primeiro, pq. tu nunca sabe se é uma boa hora pra abrir a porta do quarto. Segundo: pedir dinheiro às 7 da manhã é meio delicado, daí a gente tenta ser o mais meiga possível, cochichando perto do ouvido e quase nem encostando a ponta dos dedos no ombro deles. E se afasta rápido da área de alcance deles...vai que rola um tapa meio aleatório...
Dizer "acorda que tu tá atrasado" é a maneira mais traumática, porém a mais eficiente que eu já encontrei pra acabar com a angústia de ter que chamar alguém. A pessoa nem se espreguiça, nem faz cara feia e nem se dá conta de te xingar...simplesmente dá um pulo, senta na cama e, com os olhos arregalados e o coração quase saindo pela boca, ela pergunta, inevitavelmente: "que horas são?", ou ainda as variantes "que dia é hoje?" e "onde eu estou?", pros mais desavisados.
(Tem também "quem sou eu?" e o pior: "quem é tu?", mas isso é outra história).
Eu, normalmente, acordo meio mal-humorada, meio séria e meio calada. Detesto conversar e tudo em mim funciona de maneira extremamente lenta nas primeiras horas da manhã. Eu odeio que me perguntem: "onde tu vai hoje?", "que horas tu volta?" ou "tu vem almoçar?". Isso me deixa profundamente irritada. Solução: evitem falar comigo até umas 9 e pouco, só pra garantir a integridade física e emocional de vocês.
Claro que tudo isso acontece QUASE sempre. Tem (pouquíssimos) dias em que eu acordo bem-humorada, sorridente, saltitante e falante. Mas tudo isso depende também do jeito que eu acordo ou sou acordada. E só existem 2 ou 3 pessoas NO MUNDO (contando a Luísa, que é delicadíssima e meiguíssima sempre), que sabem me acordar de maneira a garantir meu bom-humor matinal e fazer com que ele dure o dia inteiro, no mínimo. Garanto que não é difícil. Só é meio arriscado.
Bom Dia pra vocês também!
:)
A gente nunca sabe se dá uma sacodida de leve, se dá um beijo, se chama a criatura pelo nome em voz alta ou se vai logo acendendo a luz e decretando que "tá na hora de acordar e eu não vou chamar de novo!".
Claro que isso depende muito da pessoa que a gente vai ter que acordar.
Se for irmã(o) não tem muita frescura...vai chamando, sacodindo, acendendo a luz e era isso.
Pai e mãe é um saco de acordar: primeiro, pq. tu nunca sabe se é uma boa hora pra abrir a porta do quarto. Segundo: pedir dinheiro às 7 da manhã é meio delicado, daí a gente tenta ser o mais meiga possível, cochichando perto do ouvido e quase nem encostando a ponta dos dedos no ombro deles. E se afasta rápido da área de alcance deles...vai que rola um tapa meio aleatório...
Dizer "acorda que tu tá atrasado" é a maneira mais traumática, porém a mais eficiente que eu já encontrei pra acabar com a angústia de ter que chamar alguém. A pessoa nem se espreguiça, nem faz cara feia e nem se dá conta de te xingar...simplesmente dá um pulo, senta na cama e, com os olhos arregalados e o coração quase saindo pela boca, ela pergunta, inevitavelmente: "que horas são?", ou ainda as variantes "que dia é hoje?" e "onde eu estou?", pros mais desavisados.
(Tem também "quem sou eu?" e o pior: "quem é tu?", mas isso é outra história).
Eu, normalmente, acordo meio mal-humorada, meio séria e meio calada. Detesto conversar e tudo em mim funciona de maneira extremamente lenta nas primeiras horas da manhã. Eu odeio que me perguntem: "onde tu vai hoje?", "que horas tu volta?" ou "tu vem almoçar?". Isso me deixa profundamente irritada. Solução: evitem falar comigo até umas 9 e pouco, só pra garantir a integridade física e emocional de vocês.
Claro que tudo isso acontece QUASE sempre. Tem (pouquíssimos) dias em que eu acordo bem-humorada, sorridente, saltitante e falante. Mas tudo isso depende também do jeito que eu acordo ou sou acordada. E só existem 2 ou 3 pessoas NO MUNDO (contando a Luísa, que é delicadíssima e meiguíssima sempre), que sabem me acordar de maneira a garantir meu bom-humor matinal e fazer com que ele dure o dia inteiro, no mínimo. Garanto que não é difícil. Só é meio arriscado.
Bom Dia pra vocês também!
:)
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