era uma cicatriz
daquelas que mesmo depois de velha
ainda pulsa nos dias de chuva
sofria, queria ser esquecida, mas não sabia:
ninguém esquece uma marca que nunca quis
detestava ser uma lembrança dolorida
a cicatriz sonhava em ser tatuagem
um desenho bonito
uma borboleta, uma estrela, um rosto
queria ser pensada, escolhida
detestava ser uma lembrança dolorida
não gostava de ser escondida
ou eram as roupas, ou a maquiagem
era motivo de vergonha
ai, como sonhava em ser exibida
mas era só uma lembrança dolorida
até que um dia
acordou assustada
suja, coberta de sangue
havia sido recortada? arrancada?
mal sabia a coitadinha
que ali começava um novo dia
havia sido incluída
numa imagem bonita
não seria mais uma lembrança dolorida
nunca soube direito no que havia se transformado
só sabia que a vida havia mudado
desfilava nos dias de sol
recebia os pingos de chuva
agora, era uma ruguinha colorida
não era mais motivo de vergonha
nem de angústia
nem de lembranças doloridas
agora sim era quem queria
oficialmente, passou a fazer parte daquela vida
discretamente era carregada, camuflada
sentia-se importante, imponente
mas não passava de mais uma marca,
um trecho,
um verso de poesia.
"Imagens são sempre reais, ainda que todo o conteúdo seja falso."
domingo, 22 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Dr. Google
se eu tivesse alguma alteração psiquiátrica/psicológica, certamente eu teria no mínimo duas: TOC e hipocondria. CERTO.
MAS...como eu sou equilibrada e saudável emocionalmente (aham), eu só procuro por curiosidade mesmo.
Adoro ler bulas de remédios (leio de TODOS, inteirinha antes de tomar, inclusive sou registrada no bulas.com) e adoro me identificar com as coisas bizarras que eu acho. Por exemplo: ajudei a fechar o meu diagnóstico, achei que eu tava com enxaqueca, mas as crises de dor eram do bruxismo mesmo. E agora desconfio que eu tou com a síndrome de Burnout. é muito ser chique.
só não pensem que eu compro remédios e me emboleto porque eu MORRO DE MEDO de tomar remédios sem indicação médica. só tomo neosaldina e paracetamol. e olhe lá. ah, e ENO guaraná, que é tri bom.
os outros que eventualmente tomo ou tomei são todos por prescrição médica.
sou curiosa mas não sou burra.
o lado bom é que, dependendo do site, torna os pacientes menos vulneráveis, mais questionadores e menos leigos quando recebem algum diagnóstico ou tem alguma dúvida. óbvio que o google não substitui o médico, mas que é uma boa fonte, isso é.
"...mas dr., eu vi no google que não é bem assim..."
deve ter muuuuito médico surtando!
GOOGLE: usem com moderação.
MAS...como eu sou equilibrada e saudável emocionalmente (aham), eu só procuro por curiosidade mesmo.
Adoro ler bulas de remédios (leio de TODOS, inteirinha antes de tomar, inclusive sou registrada no bulas.com) e adoro me identificar com as coisas bizarras que eu acho. Por exemplo: ajudei a fechar o meu diagnóstico, achei que eu tava com enxaqueca, mas as crises de dor eram do bruxismo mesmo. E agora desconfio que eu tou com a síndrome de Burnout. é muito ser chique.
só não pensem que eu compro remédios e me emboleto porque eu MORRO DE MEDO de tomar remédios sem indicação médica. só tomo neosaldina e paracetamol. e olhe lá. ah, e ENO guaraná, que é tri bom.
os outros que eventualmente tomo ou tomei são todos por prescrição médica.
sou curiosa mas não sou burra.
o lado bom é que, dependendo do site, torna os pacientes menos vulneráveis, mais questionadores e menos leigos quando recebem algum diagnóstico ou tem alguma dúvida. óbvio que o google não substitui o médico, mas que é uma boa fonte, isso é.
"...mas dr., eu vi no google que não é bem assim..."
deve ter muuuuito médico surtando!
GOOGLE: usem com moderação.
domingo, 15 de novembro de 2009
os maias tinham razão?
quando pequena, eu tentava incansavelmente abafar o meu medo do fim do mundo. sonhava, pensava, perguntava e acabava inventando minhas próprias respostas quando as que eu recebia me eram insuficientes. ninguém conseguia me responder o que havia antes do universo, por exemplo.
"nada, mariana. antes não havia nada."
"mas, de que cor é o nada? branco ou preto?"
a ausência de imagens mentais me causava uma aflição incrível.
muito menos, o que haveria, como e quando seria o fim do mundo.
em 2004 eu resolvi ir num curso sobre o calendário maia. eu sempre gostei de saber, sempre fui curiosa e me interesso até hoje pelos mais diversos assuntos. já fale aqui sobre isso.
pois bem, naquele ano, o casal que ministrava o curso explicou com detalhes todo o funcionamento do calendário das 13 luas. O Calendário Maia é um calendário regular, harmonioso, que respeita os ciclos naturais. É formado por 13 períodos anuais, os quais, ao invés de meses, são chamados de luas, e todos eles tem 28 dias cada um, que é o ciclo biológico natural. O grande exemplo do ciclo biológico natural é o ciclo menstrual da mulher, que dura 28 dias.
devo admitir que fiquei de queixo caído com a coerência de tudo o que me foi dito naquele curso. tudo fez muito sentido. ao que dizem, estamos vivendo numa frequencia errada, produzida pelo calendário gregoriano que nos rege em nosso dia a dia e que tem 12 meses irregulares, com números diferentes de dias nos meses (como 28, 29, 30 e 31, que não representam os ciclos naturais) e pelo relógio mecânico, agora digital, que nos mantêm prisioneiros na terceira dimensão, marcando horas de 60 minutos.
Estes foram os ingredientes que nos tiraram da nossa freqüência natural (que é 13:20 e não 12:60), após tantos anos de utilização dos mesmos.
A conseqüência, para o ser humano, de viver fora da sua freqüência natural, é que somos os únicos seres do planeta que precisamos pagar para nascer, pagar para viver e pagar para morrer, o que não acontece com as demais espécies.
~
ontem eu assisti ao filme 2012. fiquei tensa, engoli seco e lembrei daquele meu medo de criança.
afora o gosto hollywoodiano, presidentes-heróis, romance e a vitória do mocinhopoliticamentecorreto, os efeitos especiais realmente chocam. eu não conseguia dimensionar o fim do mundo. agora já tenho a imagem mental.
~
notas mentais:
* vou ter acabado a especialização em 2011. vou ter UM ANO de titulação. droga! podia tar usando toda essa grana que eu investi, pra viajar.
* pelo menos não vou ficar velha e caída. tem que ter alguma vantagem em morrer aos 30.
* grande coisa a copa do mundo e as olimpíadas no brasil.
~
nos resta esperar.
"nada, mariana. antes não havia nada."
"mas, de que cor é o nada? branco ou preto?"
a ausência de imagens mentais me causava uma aflição incrível.
muito menos, o que haveria, como e quando seria o fim do mundo.
em 2004 eu resolvi ir num curso sobre o calendário maia. eu sempre gostei de saber, sempre fui curiosa e me interesso até hoje pelos mais diversos assuntos. já fale aqui sobre isso.
pois bem, naquele ano, o casal que ministrava o curso explicou com detalhes todo o funcionamento do calendário das 13 luas. O Calendário Maia é um calendário regular, harmonioso, que respeita os ciclos naturais. É formado por 13 períodos anuais, os quais, ao invés de meses, são chamados de luas, e todos eles tem 28 dias cada um, que é o ciclo biológico natural. O grande exemplo do ciclo biológico natural é o ciclo menstrual da mulher, que dura 28 dias.
devo admitir que fiquei de queixo caído com a coerência de tudo o que me foi dito naquele curso. tudo fez muito sentido. ao que dizem, estamos vivendo numa frequencia errada, produzida pelo calendário gregoriano que nos rege em nosso dia a dia e que tem 12 meses irregulares, com números diferentes de dias nos meses (como 28, 29, 30 e 31, que não representam os ciclos naturais) e pelo relógio mecânico, agora digital, que nos mantêm prisioneiros na terceira dimensão, marcando horas de 60 minutos.
Estes foram os ingredientes que nos tiraram da nossa freqüência natural (que é 13:20 e não 12:60), após tantos anos de utilização dos mesmos.
A conseqüência, para o ser humano, de viver fora da sua freqüência natural, é que somos os únicos seres do planeta que precisamos pagar para nascer, pagar para viver e pagar para morrer, o que não acontece com as demais espécies.
~
ontem eu assisti ao filme 2012. fiquei tensa, engoli seco e lembrei daquele meu medo de criança.
afora o gosto hollywoodiano, presidentes-heróis, romance e a vitória do mocinhopoliticamentecorreto, os efeitos especiais realmente chocam. eu não conseguia dimensionar o fim do mundo. agora já tenho a imagem mental.
~
notas mentais:
* vou ter acabado a especialização em 2011. vou ter UM ANO de titulação. droga! podia tar usando toda essa grana que eu investi, pra viajar.
* pelo menos não vou ficar velha e caída. tem que ter alguma vantagem em morrer aos 30.
* grande coisa a copa do mundo e as olimpíadas no brasil.
~
nos resta esperar.
domingo, 8 de novembro de 2009
não sei como não postei isso antes.
não vou falar nada.
quem confia em mim, procura.
eu tenho todas as músicas em mp3 e o cd, pra quem quiser. compartilho sem problemas.
ouçam.

sábado, 7 de novembro de 2009
sinceramente, não vejo nenhum absurdo no fato da fernanda young ser capa da playboy.
não acho ela linda. também não acho ela superintelectualinteligentecomconteúdo.
pelo menos ela é diferente dessas gordas ridículas e apelativas que andaram mostrando coisas escabrosas nas últimas edições.
só porque ela é branquinha, tatuada e quarentona não significa que não possa surpreender. vamos ver.
tou contigo, fernanda.
e acho, sim que a segunda melhor coisa de se mostrar na playboy é a vingancinha.
ahhh, não tem nada melhor pro ego de uma mulher do que se sentir vingada, publicamente, mostrando tudo sem dizer nada.
é, acho que hoje tou meio azeda.
não acho ela linda. também não acho ela superintelectualinteligentecomconteúdo.
pelo menos ela é diferente dessas gordas ridículas e apelativas que andaram mostrando coisas escabrosas nas últimas edições.
só porque ela é branquinha, tatuada e quarentona não significa que não possa surpreender. vamos ver.
tou contigo, fernanda.
e acho, sim que a segunda melhor coisa de se mostrar na playboy é a vingancinha.
ahhh, não tem nada melhor pro ego de uma mulher do que se sentir vingada, publicamente, mostrando tudo sem dizer nada.
é, acho que hoje tou meio azeda.
veneno
-por que tu é assim tão séria?
-é, tão seca?
-fala mal de todo mundo sem nem conhecer!
-sente raiva das pessoas no trânsito, no caixa do supermercado, na fila do banco...
-roga praga pras pessoas que lavam a calçada de mangueira...
-tu devia ser mais tolerante.
-no mínimo, mais hipócrita pra conseguir viver bem em sociedade.
...
(sopra calmamente a fumaça por entre os lábios, bebe um gole do martini e morde a cereja com vigor)
-é que eu A-DO-RO o gosto do meu veneno na boca.
-é, tão seca?
-fala mal de todo mundo sem nem conhecer!
-sente raiva das pessoas no trânsito, no caixa do supermercado, na fila do banco...
-roga praga pras pessoas que lavam a calçada de mangueira...
-tu devia ser mais tolerante.
-no mínimo, mais hipócrita pra conseguir viver bem em sociedade.
...
(sopra calmamente a fumaça por entre os lábios, bebe um gole do martini e morde a cereja com vigor)
-é que eu A-DO-RO o gosto do meu veneno na boca.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Do banco da praça onde comeram a primeira maçã do amor observavam tudo com muita ternura. As crianças corriam atrás da bola. Entreolharam-se. Poderiam lamentar que a vida era mais bonita com a agilidade do corpo e da mente dos jovens. Preferiram sorrir: as rugas e cicatrizes eram reflexos de uma vida feliz, de um amor que jamais acabaria. Voltaram para casa, as mãos entrelaçadas e a alma remoçada.
sábado, 17 de outubro de 2009
Gramática
O substantivo
É o substituto do conteúdo
O adjetivo
É a nossa impressão sobre quase tudo
O diminutivo
É o que aperta o mundo
E deixa miúdo
O imperativo
É o que aperta os outros e deixa mudo
Um homem de letras
Dizendo idéias
Sempre se inflama
Um homem de idéias
Nem usa letras
Faz ideograma
Se altera as letras
E esconde o nome
Faz anagrama
Mas se mostro o nome
Com poucas letras
É um telegrama
Nosso verbo ser
É uma identidade
Mas sem projeto
E se temos verbo
Com objeto
É bem mais direto
No entanto falta
Ter um sujeito
Pra ter afeto
Mas se é um sujeito
Que se sujeita
Ainda é objeto
Todo barbarismo
É o português
Que se repeliu
O neologismo
É uma palavra
Que não se ouviu
Já o idiotismo
É tudo que a língua
Não traduziu
Mas tem idiotismo
Também na fala
De um imbecil
palavra cantada
É o substituto do conteúdo
O adjetivo
É a nossa impressão sobre quase tudo
O diminutivo
É o que aperta o mundo
E deixa miúdo
O imperativo
É o que aperta os outros e deixa mudo
Um homem de letras
Dizendo idéias
Sempre se inflama
Um homem de idéias
Nem usa letras
Faz ideograma
Se altera as letras
E esconde o nome
Faz anagrama
Mas se mostro o nome
Com poucas letras
É um telegrama
Nosso verbo ser
É uma identidade
Mas sem projeto
E se temos verbo
Com objeto
É bem mais direto
No entanto falta
Ter um sujeito
Pra ter afeto
Mas se é um sujeito
Que se sujeita
Ainda é objeto
Todo barbarismo
É o português
Que se repeliu
O neologismo
É uma palavra
Que não se ouviu
Já o idiotismo
É tudo que a língua
Não traduziu
Mas tem idiotismo
Também na fala
De um imbecil
palavra cantada
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
não dá pra entender...
...o brasil se metendo nos problemas políticos alheios. pelamordedeus, não resolve nem os seus, quer fazer o que lá em honduras, hein?! lula e seus sermões cheios de moral...de cuecas.
...o comercial das havaianas ter sido retirado do ar porque algumas pessoas se sentiram ofendidas com a velhinha insinuando que a neta deveria dar uns pegas no cauã reymond.
...a proposta de aumento de salário pros senadores.
...as pessoas acharem que a professora do guri que pichou o colégio (recém pintado) agiu errado.
tá tudo errado!
...o comercial das havaianas ter sido retirado do ar porque algumas pessoas se sentiram ofendidas com a velhinha insinuando que a neta deveria dar uns pegas no cauã reymond.
...a proposta de aumento de salário pros senadores.
...as pessoas acharem que a professora do guri que pichou o colégio (recém pintado) agiu errado.
tá tudo errado!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Conca la Conca
estou longe (muito longe) de ser uma expert em comentários futebolísticos mas, modéstia à parte, das poucas vezes que eu ouso dar alguma opinião, eu normalmente acerto.

desde o ano passado venho dizendo que o grêmio deveria contratar o conca. sempre gostei dele, é rápido, grande articulador, se movimenta bem e avança com facilidade.
ontem, confirmei ainda mais a minha opinião. o baixinho levou o flu sozinho, até merecia o título de craquerádiogaúchacervejasol, não fosse o detalhe dos 5 gols que o time dele tomou.

não sei se o grêmio já extrapolou a cota de jogadores estrangeiros, mas se esse fosse o caso, tchau pra ti, perea.
lanço aqui, sozinha, a campanha "Vem, Conca!"
sigam-me os bons.
***
o fluminense talvez seja o único time brasileiro que tem a minha simpatia além do meu, lógico. não gritei nada contra eles ontem. fiquei até meio triste.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
para a menina-pássaro
Sentou-se na mesma mesa que costumavam ocupar quando adolescentes. Ficava bem perto da praia. Virou-se para o horizonte, como se quisesse diminuir a distância entre elas. Sentia falta daquela que havia sido por tantos anos sua melhor metade. Rascunhou suspiros de saudade num guardanapo pensando em mandá-los, quem sabe, em um cartão postal. Não deu tempo. A brisa ganhara força e subitamente furtou-lhe o papel das mãos levando-o para o alto. As palavras dançaram com as andorinhas, saboreando o vento que prenunciava o verão. Acompanhou o papel até que ele sumisse por completo. Sorriu. Tinha certeza de que aquelas palavras haviam chegado ao seu destino.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
era uma vez...
se tu é do tipo que sonha com um príncipe encantado, gosta de tudo cor-de-rosa, acha que o cara certo vai chegar montado num cavalo branco e que vocês vão ser felizes para sempre, sinto muito.
acorda, queridinha!
nem as princesas são felizes para sempre...
...pelo menos é o que diz a Dina Goldstein.
acorda, queridinha!
nem as princesas são felizes para sempre...
...pelo menos é o que diz a Dina Goldstein.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
do outro lado da vida
eu tinha 8 anos quando ghost estreou. vi em vídeo com meus tios e tia, numa noite de algum final de semana. os 3 mais novos ainda moravam com meus avós, eram adolescentes praticamente. eventualmente eu ia dormir lá, jogava atari com meu tio mais novo e virava as noites vendo filmes e comendo engordantes com eles.
lembro de comentar que a demi moore estava sem brincos e um dos meus tios respondeu: "pra quê? ela não precisa disso..."
eu concordei. achava ela linda. talvez tenha sido ela a primeira mulher a me fazer gostar de cabelos curtos.
aí tinha o patrick swayze. não, ele não era o meu tipo, mas pra mim, aos 8 anos, ele era o protótipo do que eu achava que um namorado deveria ser. e a cena que nunca me saiu da memória foi justamente essa aí embaixo. achei horrível eles se sujando, mas ao mesmo tempo, ela era tão intensa e clichê que eu nunca mais esqueci.

e agora...foi-se o patrick. ele era de houston. eu passei 3 meses em houston. somos praticamente conterrâneos. fiquei triste. mas ele vai ser um espírito do bem.
a propósito: nesse momento, eu estaria morrendo de medo de ser a whoopi goldberg.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
novo sinal (de vida)
(bocejo)
acordei da hibernação. voltarei a postar como sempre, espero.
*
eu queria ter postado ontem que foi dia 09/09/09, mas eu fui dormir às 22:30, que nem uma velha, depois de tomar uma xícara de café-com-leite e comer bolachinhas com manteiga. Ontem foi uma data legal, mas passou, como todas as outras. tudo bem, eu espero o dia 10/10/10.
*
eu achei o máximo essa nova campanha pela conscientização do uso da faixa de segurança. já tava mais do que na hora de fazer o pessoal se ligar de que aquelas listras desenhadas no chão não são instalações da bienal. eu sempre disse que sou uma pedestre agressiva. agressiva no sentido de atravessar na faixa, sem sinaleira e obrigar os carros a pararem, mesmo que seja em cima de mim. a vida toda bati boca com motoristas mal-educados que, só porque andam de carro, acham que são melhores que o povão que pega bus lotado.
ontem mesmo xinguei um cara que parou em cima da faixa, me obrigando a invadir a pista perpendicular no cruzamento. é revoltante.
enfim, acredito muito nessa campanha. pode ser que demore um pouco pros pedestres respeitarem seu lugar de travessia bem como os motoristas entendam que a faixa é de PEDESTRES, mas vai dar certo. Claro que, se tivessem achado um jeito de multar os pedestres que atravessam fora da faixa e os motoristas que não respeitam ela, seria muito mais rápida a conscientização. Mas...tenhamos fé. Depois que devolveram minha agenda com tudo dentro, no dia do meu aniversário, ainda acredito nos seres humanos.
acordei da hibernação. voltarei a postar como sempre, espero.
*
eu queria ter postado ontem que foi dia 09/09/09, mas eu fui dormir às 22:30, que nem uma velha, depois de tomar uma xícara de café-com-leite e comer bolachinhas com manteiga. Ontem foi uma data legal, mas passou, como todas as outras. tudo bem, eu espero o dia 10/10/10.
*
eu achei o máximo essa nova campanha pela conscientização do uso da faixa de segurança. já tava mais do que na hora de fazer o pessoal se ligar de que aquelas listras desenhadas no chão não são instalações da bienal. eu sempre disse que sou uma pedestre agressiva. agressiva no sentido de atravessar na faixa, sem sinaleira e obrigar os carros a pararem, mesmo que seja em cima de mim. a vida toda bati boca com motoristas mal-educados que, só porque andam de carro, acham que são melhores que o povão que pega bus lotado.
ontem mesmo xinguei um cara que parou em cima da faixa, me obrigando a invadir a pista perpendicular no cruzamento. é revoltante.
enfim, acredito muito nessa campanha. pode ser que demore um pouco pros pedestres respeitarem seu lugar de travessia bem como os motoristas entendam que a faixa é de PEDESTRES, mas vai dar certo. Claro que, se tivessem achado um jeito de multar os pedestres que atravessam fora da faixa e os motoristas que não respeitam ela, seria muito mais rápida a conscientização. Mas...tenhamos fé. Depois que devolveram minha agenda com tudo dentro, no dia do meu aniversário, ainda acredito nos seres humanos.
terça-feira, 28 de julho de 2009
raiva
não dá pra entender a mentalidade de algumas pessoas.
tem certos comportamentos que me irritam profundamente, me desanimam, me fazem repensar se eu realmente quero ter filhos, afinal, nem a educação que a gente recebe em casa parece ser suficiente pra nos proteger de desaforos coletivos.
sábado resolvemos ir ao cinema. cinemark. lugares marcados.
cada vez mais fácil comprar ingresso, nem precisamos mais entrar na fila se temos o visa electron. escolhemos os lugares a dedo - literalmente - bastou encostar na tela. fila M, poltronas 9 e 10. uau! modernidades! porto alegre está entre as capitais mais modernas, hein?!
fomos jantar. tranquilo, temos lugar marcado.
me dei ao trabalho de pegar novamente o ticket pra conferir a fila certa antes de começar a subir, pra evitar confusão. imaginem a minha surpresa ao chegar nos nossos lugares e ver um casal muito bem acomodado nas poltronas que eu havia escolhido.
-desculpa, mas as poltronas 9 e 10 são nossas.
-ah, é que a sessão tá vazia, achei que não teria problema. - a ridícula com cérebro de ervilha respondeu na maior cara de pau.
fiquei ali parada por alguns segundos, sentindo o sangue subir até sentir as bochechas ardendo e os olhos injetados de raiva. não é possível. isso é no mínimo um desaforo. abri a boca pra dizer que eu lamentava, mas que os lugares eram MEUS pelas próximas 2 horas, mas não deu tempo.
eu não sei por que motivo o vinícius foi me empurrando pro meio da fileira tentando evitar que eu fizesse valer o meu direito. ele é a pessoa mais briguenta que eu conheço, xinga TODAS as pessoas no trânsito, por exemplo. aí ele resolveu dar uma de mariana quando tá no banco do carona e disse que a gente não precisava estragar o sábado por causa do lugar, que não valia a pena discutir já que a sessão tava vazia. sentamos duas poltronas ao lado das NOSSAS, que estavam ocupadas por aquele casal imbecil com mentalidade de ameba, achando que é legal tirar vantagem do que quer que seja.
eu babei de raiva até o filme começar. praguejei até a oitava geração daqueles dois até que...JOHNNY DEPP! Ahhhh....ele apareceu pra me fazer esquecer todo o resto.
eu ainda torço pra que isso aconteça de novo comigo. porque aí, não vai ter vinícius nem johnny depp que vão me fazer desistir de brigar. se ninguém ensinou esses imbecis que respeitar lugar marcado é coisa de gente educada, eu vou ensinar. nem o shrek é tão sem modos quanto essas pessoas.
a sociedade ainda não tá preparada pra certas modernidades que exigem um pingo de educação.
lamentável.
tem certos comportamentos que me irritam profundamente, me desanimam, me fazem repensar se eu realmente quero ter filhos, afinal, nem a educação que a gente recebe em casa parece ser suficiente pra nos proteger de desaforos coletivos.
sábado resolvemos ir ao cinema. cinemark. lugares marcados.
cada vez mais fácil comprar ingresso, nem precisamos mais entrar na fila se temos o visa electron. escolhemos os lugares a dedo - literalmente - bastou encostar na tela. fila M, poltronas 9 e 10. uau! modernidades! porto alegre está entre as capitais mais modernas, hein?!
fomos jantar. tranquilo, temos lugar marcado.
me dei ao trabalho de pegar novamente o ticket pra conferir a fila certa antes de começar a subir, pra evitar confusão. imaginem a minha surpresa ao chegar nos nossos lugares e ver um casal muito bem acomodado nas poltronas que eu havia escolhido.
-desculpa, mas as poltronas 9 e 10 são nossas.
-ah, é que a sessão tá vazia, achei que não teria problema. - a ridícula com cérebro de ervilha respondeu na maior cara de pau.
fiquei ali parada por alguns segundos, sentindo o sangue subir até sentir as bochechas ardendo e os olhos injetados de raiva. não é possível. isso é no mínimo um desaforo. abri a boca pra dizer que eu lamentava, mas que os lugares eram MEUS pelas próximas 2 horas, mas não deu tempo.
eu não sei por que motivo o vinícius foi me empurrando pro meio da fileira tentando evitar que eu fizesse valer o meu direito. ele é a pessoa mais briguenta que eu conheço, xinga TODAS as pessoas no trânsito, por exemplo. aí ele resolveu dar uma de mariana quando tá no banco do carona e disse que a gente não precisava estragar o sábado por causa do lugar, que não valia a pena discutir já que a sessão tava vazia. sentamos duas poltronas ao lado das NOSSAS, que estavam ocupadas por aquele casal imbecil com mentalidade de ameba, achando que é legal tirar vantagem do que quer que seja.
eu babei de raiva até o filme começar. praguejei até a oitava geração daqueles dois até que...JOHNNY DEPP! Ahhhh....ele apareceu pra me fazer esquecer todo o resto.
eu ainda torço pra que isso aconteça de novo comigo. porque aí, não vai ter vinícius nem johnny depp que vão me fazer desistir de brigar. se ninguém ensinou esses imbecis que respeitar lugar marcado é coisa de gente educada, eu vou ensinar. nem o shrek é tão sem modos quanto essas pessoas.
a sociedade ainda não tá preparada pra certas modernidades que exigem um pingo de educação.
lamentável.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
a arte de procrastinar
eu não devia estar aqui.
eu devia estar fazendo um trabalho sobre os problemas de mensuração nas pesquisas em neuropsicologia, mas estou aqui.
eu procrastino demais. mas é que o assunto do trabalho é chato demais também.
eu não gostaria de ser assim, mas parece que eu faço de propósito pra me distrair.
que droga. eu tenho que fazer esse negócio pra amanhã.
eu já nasci procrastinando. passei da hora de nascer por pura displicência. eu deveria ter nascido umas horas antes, mas eu quase morri por dizer "já vou nascer, peraí..."
isso me acompanha até hoje.
acho que meus neurotransmissores precisam de ajuda química. não é possível.
é muita dispersão.
é que tá frio também.
e quando tá calor, eu fico com calor, daí não dá pra fazer.
quando é dia, é porque ainda é dia.
quando é noite é porque já é hora de dormir.
eu detesto isso em mim.
tá chega.
eu devia estar fazendo um trabalho sobre os problemas de mensuração nas pesquisas em neuropsicologia, mas estou aqui.
eu procrastino demais. mas é que o assunto do trabalho é chato demais também.
eu não gostaria de ser assim, mas parece que eu faço de propósito pra me distrair.
que droga. eu tenho que fazer esse negócio pra amanhã.
eu já nasci procrastinando. passei da hora de nascer por pura displicência. eu deveria ter nascido umas horas antes, mas eu quase morri por dizer "já vou nascer, peraí..."
isso me acompanha até hoje.
acho que meus neurotransmissores precisam de ajuda química. não é possível.
é muita dispersão.
é que tá frio também.
e quando tá calor, eu fico com calor, daí não dá pra fazer.
quando é dia, é porque ainda é dia.
quando é noite é porque já é hora de dormir.
eu detesto isso em mim.
tá chega.
domingo, 12 de julho de 2009
toda unanimidade é burra.
já falei que não gosto do paulo coelho.
ainda não falei que não acho o woody allen um gênio, talvez fale sobre isso um dia.
mas hoje eu quero falar de outra unanimidade, uma unanimidade regional: martha medeiros.
eu não vou questionar a capacidade intelectual dela. não porque isso seja indiscutível, mas pelo simples fato de ser indiferente para esse post.
o que me interessa é entender esse fenômeno vazio.
sinceramente, não sei por que ela ganha tanto destaque. vocês podem achar que eu sou invejosa ou racalcada. mas o fato é que só o que explica tantas mulheres se identificarem com ela, é essa frase fantástica do nelson rodrigues que serve de título.
martha medeiros é tão superficial quanto as mulheres que ela descreve e inventa. é tão oportunista quanto os terríveis homens que ela critica. qualquer dona-de-casa com tempo consegue refletir e escrever uma coluna igual -ou melhor- do que as dela. e não que as donas-de-casa sejam menos inteligentes. mas justamente pelo fato de não terem todo esse glamour e reconhecimento, o que é injusto, visto que a maioria dessas mulheres de verdade tem muito mais consistência pra falar sobre outras mulheres ou sobre elas mesmas. porque essas sim, vivem a realidade que ela tanto quer retratar.
as defensoras de martha podem dizer que isso é positivo, que significa que ela tem essa identificação com as mulheres.
seria. se ela não fosse um engodo. martha não é essa mulher super legal-prafrentex-descolada-livre de preconceitos-de coração enorme e compreensiva. não é. ela é uma pessoa que usa máscara. que se faz de legal pra atingir mulherzinhas suscetíveis que lêem crônicas bobinhas e tomam como verdade, se emocionam, se identificam. mulheres, acordem!
não existe mais espaço, em pleno 2009, pra discussões do tipo "homens são de marte, mulheres são de vênus", "porque os homens traem e as mulheres choram?". dramas românticos me enojam, me irritam. talvez alguma psicóloga explique isso um dia.
é muito fácil refletir sobre coisas que tocam as pessoas. é fácil enganar. paulo coelho faz isso. é extremamente simples jogar questionamentos ou frases feitas ao vento. e terminar com um ar de "pensem nisso..."
ontem vi o filme "divã". vi, porque apesar de ser extremamente crítica e preconceituosa nesse sentido (porque eu não vejo qualquer filme), eu sou legal e resolvi dar mais uma chance a ela. é que nem quando a gente esfrega os olhos pra ter certeza de que não está vendo coisas.
definitivamente, não dá.
o que salva o filme de uma grande vergonha do cinema nacional é a atuação brilhante da lilia cabral. é lamentável, superficial, simplista, uma grande baboseira. meus pais viram comigo. ficaram chocados com a falta de assunto.
não vou comentar o filme, quem quiser que assista. depois não digam que não avisei.
eu não sei por que nunca me identifiquei com a martha. talvez porque eu não seja tão facilmente corrompível, porque eu seja contra esse movimento mulherzinha que assola o mundo e os relacionamentos, porque eu seja totalmente contra a guerra dos sexos. mas eu prefiro mil vezes ler o david coimbra.
desculpa, martha. foi um desabafo.
que nem os que tu descreve. de mulher pra mulher.
assim, bem bichinha.
ainda não falei que não acho o woody allen um gênio, talvez fale sobre isso um dia.
mas hoje eu quero falar de outra unanimidade, uma unanimidade regional: martha medeiros.
eu não vou questionar a capacidade intelectual dela. não porque isso seja indiscutível, mas pelo simples fato de ser indiferente para esse post.
o que me interessa é entender esse fenômeno vazio.
sinceramente, não sei por que ela ganha tanto destaque. vocês podem achar que eu sou invejosa ou racalcada. mas o fato é que só o que explica tantas mulheres se identificarem com ela, é essa frase fantástica do nelson rodrigues que serve de título.
martha medeiros é tão superficial quanto as mulheres que ela descreve e inventa. é tão oportunista quanto os terríveis homens que ela critica. qualquer dona-de-casa com tempo consegue refletir e escrever uma coluna igual -ou melhor- do que as dela. e não que as donas-de-casa sejam menos inteligentes. mas justamente pelo fato de não terem todo esse glamour e reconhecimento, o que é injusto, visto que a maioria dessas mulheres de verdade tem muito mais consistência pra falar sobre outras mulheres ou sobre elas mesmas. porque essas sim, vivem a realidade que ela tanto quer retratar.
as defensoras de martha podem dizer que isso é positivo, que significa que ela tem essa identificação com as mulheres.
seria. se ela não fosse um engodo. martha não é essa mulher super legal-prafrentex-descolada-livre de preconceitos-de coração enorme e compreensiva. não é. ela é uma pessoa que usa máscara. que se faz de legal pra atingir mulherzinhas suscetíveis que lêem crônicas bobinhas e tomam como verdade, se emocionam, se identificam. mulheres, acordem!
não existe mais espaço, em pleno 2009, pra discussões do tipo "homens são de marte, mulheres são de vênus", "porque os homens traem e as mulheres choram?". dramas românticos me enojam, me irritam. talvez alguma psicóloga explique isso um dia.
é muito fácil refletir sobre coisas que tocam as pessoas. é fácil enganar. paulo coelho faz isso. é extremamente simples jogar questionamentos ou frases feitas ao vento. e terminar com um ar de "pensem nisso..."
ontem vi o filme "divã". vi, porque apesar de ser extremamente crítica e preconceituosa nesse sentido (porque eu não vejo qualquer filme), eu sou legal e resolvi dar mais uma chance a ela. é que nem quando a gente esfrega os olhos pra ter certeza de que não está vendo coisas.
definitivamente, não dá.
o que salva o filme de uma grande vergonha do cinema nacional é a atuação brilhante da lilia cabral. é lamentável, superficial, simplista, uma grande baboseira. meus pais viram comigo. ficaram chocados com a falta de assunto.
não vou comentar o filme, quem quiser que assista. depois não digam que não avisei.
eu não sei por que nunca me identifiquei com a martha. talvez porque eu não seja tão facilmente corrompível, porque eu seja contra esse movimento mulherzinha que assola o mundo e os relacionamentos, porque eu seja totalmente contra a guerra dos sexos. mas eu prefiro mil vezes ler o david coimbra.
desculpa, martha. foi um desabafo.
que nem os que tu descreve. de mulher pra mulher.
assim, bem bichinha.
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