Lágrimas, tormentos
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos e decepções
Mas uma dia o destino a tudo modificou
Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou
E hoje a minha vida é um carrossel de alegrias
E como se não bastasse, estou amando de verdade
Me perdoa se eu me excedo em minha euforia
Mas é que agora sei o que é felicidade
***
Eu resolvi reativar isso aqui. Embora tenha sido muito necessária essa pausa, eu senti falta do meu blog.
Tenho inúmeros motivos pra ter voltado, mas o principal é que eu tava sentindo tanta falta de escrever, que tava ficando meio neurótica. Eu cansei de sonhar que tinha coisas pra dizer e não conseguia. Cansei de ter idéias de textos e deixar elas morrerem sem sequer serem transcritas. Não adianta. Eu preciso de uma válvula de escape.
Esqueçam o arquivo, por favor. Não sei se dá pra deletar ele, mas eu descubro.
Senão, ele vai ficar aí do lado, em silêncio. E vai sumindo aos poucos, enquanto vai sendo empurrado pelas minhas novas idéias.
Então....bom recomeço pra todo mundo.
Sejam bem-vindos novamente. Assunto não vai faltar. Eu prometo.
"Imagens são sempre reais, ainda que todo o conteúdo seja falso."
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
domingo, 25 de fevereiro de 2007
sábado, 18 de novembro de 2006
Último Pedido:
Vem, meu menino vadio,
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia,
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos,
Vem perder-te em meus braços pelo amor de deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou
tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
*****
este blog termina aqui.
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia,
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos,
Vem perder-te em meus braços pelo amor de deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou
tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
*****
este blog termina aqui.
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Obrigada, Gilmour.
David Gilmour - Smile
Gilmour, Samson
Would this do
To make it all alright
While sleep has taken you
Where I'm out of sight
I'll make my getaway
Time on my own
Search for a better way
To find my way home
To your smile
Wating days and days
On this fight
Always down and up
Half the night
Hopeless to reminisce
Through the dayk hours
We'll only sacrifice
What time will allow us
You're sighing...sighing
All alone
though you're right here
Now it's time to go
from your sad stare
Make mu getaway
Time on my own
Leaving's a better way
To find my way home
To your smile...smile

Não precisa muito comentário. Ouçam. E ponto.
(eu postei a minha favorita, mas quem não ouviu ainda, tem que ouvir o cd inteiro.)
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Feliz Aniversário!
Quando eu tinha 9 anos, ganhei um diário. Verde. Com chave e tudo.
Tenho até hoje, escondido bem no fundo do armário. Nunca ninguém leu. Descrevi meu primeiro beijo. Registrei as primeiras decepções "amorosas". (Mal sabia eu o que vinha depois...)
Hoje, 15 anos depois, a mesma história se repete. Só que agora, o diário é público.
Há exatamente um ano atrás, fruto de um ato intempestivo, nascia esse blog.
Precisei de um empurrão do meu maior cúmplice, o Thiago. Eu sempre tive vergonha, medo e uma discreta aversão a toda essa coisa de auto-exposição.
Mas, ele me mostrou que não era tão ruim assim.
Saiu de fininho e me deixou aqui sozinha. (é sempre assim, os homens somem e nos deixam sozinhas, sem ajudar na criação...sou praticamente a mãe solteira do blog.)
Então, eu fui escrevendo, escrevendo...mostrando a cara e metendo o bedelho em tudo que eu achava que devia.
Falei mal, falei bem, escrevi bobagens, mentiras, falei sobre vícios, ressacas e delírios. mas escrevi também coisa bem verdadeiras.
Um ano depois, eu tenho medo do meu arquivo ali no canto direito. Muitas vezes nem me reconheço nos meus próprios textos. Culpa desse monte de gente que me habita e faz de mim essa pessoa inconstante e até meio inconsequente.
Não sei se esse lugar ainda vai existir daqui 1 ano.
Não importa.
Ele já foi muito importante pra eu descobrir que mesmo sem talento e com excesso de vírgulas, eu escrevo porque eu gosto. Quem quiser, continue à vontade. Ultimamente tenho sofrido de falta de inspiração e idéias, mas ele vai....meio capenga, mas segue o baile.
Muito obrigada.
Agora, soprem a velinha comigo e façam o pedido.
A Bridget Jones aqui, vai pedir secretamente pra que todos os Daniel Cleaver sumam do mapa. E que fique só um Mark Darcy.
Tenho até hoje, escondido bem no fundo do armário. Nunca ninguém leu. Descrevi meu primeiro beijo. Registrei as primeiras decepções "amorosas". (Mal sabia eu o que vinha depois...)
Hoje, 15 anos depois, a mesma história se repete. Só que agora, o diário é público.
Há exatamente um ano atrás, fruto de um ato intempestivo, nascia esse blog.
Precisei de um empurrão do meu maior cúmplice, o Thiago. Eu sempre tive vergonha, medo e uma discreta aversão a toda essa coisa de auto-exposição.
Mas, ele me mostrou que não era tão ruim assim.
Saiu de fininho e me deixou aqui sozinha. (é sempre assim, os homens somem e nos deixam sozinhas, sem ajudar na criação...sou praticamente a mãe solteira do blog.)
Então, eu fui escrevendo, escrevendo...mostrando a cara e metendo o bedelho em tudo que eu achava que devia.
Falei mal, falei bem, escrevi bobagens, mentiras, falei sobre vícios, ressacas e delírios. mas escrevi também coisa bem verdadeiras.
Um ano depois, eu tenho medo do meu arquivo ali no canto direito. Muitas vezes nem me reconheço nos meus próprios textos. Culpa desse monte de gente que me habita e faz de mim essa pessoa inconstante e até meio inconsequente.
Não sei se esse lugar ainda vai existir daqui 1 ano.
Não importa.
Ele já foi muito importante pra eu descobrir que mesmo sem talento e com excesso de vírgulas, eu escrevo porque eu gosto. Quem quiser, continue à vontade. Ultimamente tenho sofrido de falta de inspiração e idéias, mas ele vai....meio capenga, mas segue o baile.
Muito obrigada.
Agora, soprem a velinha comigo e façam o pedido.
A Bridget Jones aqui, vai pedir secretamente pra que todos os Daniel Cleaver sumam do mapa. E que fique só um Mark Darcy.

sábado, 28 de outubro de 2006
Telefonema
-alo?
-mariana?
-sim, quem é?
-chico.
-chico, querido!
-morena, escrevi mais uma coisa pensando em ti.
-em mim?
-é. A conversa naquela noite me inspirou.
-conversa? Ah...sobre as coisas que eu te contei?
-é. Eu senti que tu precisava de um “puxão de orelhas”. Olha, foi o que eu te falei naquele dia...te conheço há tempo suficiente pra saber que toda essa coisa ta te deixando séria, amarga, pessimista e irreconhecível e que tu fica muito mais bonita quando diz que ainda acredita no amor e insiste em me puxar pra um banho de chuva, que nem aquele dia frio lá em Ipanema. Eu prefiro a mariana do sorriso fácil e das idéias loucas.
-nem tava frio.
-mariana, eu poderia te dizer vai passar, mas eu prefiro não me omitir. Não posso deixar que os teus dias se acabem enquanto tu dorme pra que eles passem mais rápido. Acorda, amor.
-e quando é que eu vou ler esse puxão de orelhas?
-não só vai ler como vai ouvir. tu vai ver que eu deixei no masculino, pra não ficar muito óbvio que é pra ti. e porque ficou mais sonoro também.
-ah, é uma música?
-é, tou terminando. Vem aqui em casa pra me ajudar a terminar ela. E traz cigarros, por favor. Fiquei sem.
-maço?
-sim. Cabem melhor no bolso.
-isso ainda vai te matar.
-eu vou morrer de cigarro e tu de angústia, se não vier logo ouvir o que eu tenho pra te dizer sobre esse absurdo que ta te consumindo.
-em meia hora eu tou aí.
-tou te esperando.
Pra quem não sabe, essa é verdadeira razão por que o Chico escreveu a música abaixo. Podem acreditar. ele escreveu umas outras pra mim, mas eu vou postando aos poucos, junto com as conversas que provam a nossa intimidade, pra vocês não acharem que eu sou louca e tou inventando.

Chico Buarque - Bom Conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
-mariana?
-sim, quem é?
-chico.
-chico, querido!
-morena, escrevi mais uma coisa pensando em ti.
-em mim?
-é. A conversa naquela noite me inspirou.
-conversa? Ah...sobre as coisas que eu te contei?
-é. Eu senti que tu precisava de um “puxão de orelhas”. Olha, foi o que eu te falei naquele dia...te conheço há tempo suficiente pra saber que toda essa coisa ta te deixando séria, amarga, pessimista e irreconhecível e que tu fica muito mais bonita quando diz que ainda acredita no amor e insiste em me puxar pra um banho de chuva, que nem aquele dia frio lá em Ipanema. Eu prefiro a mariana do sorriso fácil e das idéias loucas.
-nem tava frio.
-mariana, eu poderia te dizer vai passar, mas eu prefiro não me omitir. Não posso deixar que os teus dias se acabem enquanto tu dorme pra que eles passem mais rápido. Acorda, amor.
-e quando é que eu vou ler esse puxão de orelhas?
-não só vai ler como vai ouvir. tu vai ver que eu deixei no masculino, pra não ficar muito óbvio que é pra ti. e porque ficou mais sonoro também.
-ah, é uma música?
-é, tou terminando. Vem aqui em casa pra me ajudar a terminar ela. E traz cigarros, por favor. Fiquei sem.
-maço?
-sim. Cabem melhor no bolso.
-isso ainda vai te matar.
-eu vou morrer de cigarro e tu de angústia, se não vier logo ouvir o que eu tenho pra te dizer sobre esse absurdo que ta te consumindo.
-em meia hora eu tou aí.
-tou te esperando.
Pra quem não sabe, essa é verdadeira razão por que o Chico escreveu a música abaixo. Podem acreditar. ele escreveu umas outras pra mim, mas eu vou postando aos poucos, junto com as conversas que provam a nossa intimidade, pra vocês não acharem que eu sou louca e tou inventando.

Chico Buarque - Bom Conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Que loucura, Jorge!
domingo, 15 de outubro de 2006
Diversão
ÊêeÊeÊêeÊêêe!!!! Hoje foi a festinha de aniversário da Isadora. Num lugar bem legal, cheio de brinquedos e máquinas de Pinball, Fliperamas, etc. Beeem divertido!
Primas

Parte das mulheres da família.
Com muita elegância, claro, mostrando que dirigir de vestido e pé no chão não é pra qualquer uma.
Dei uma surra na minha irmã no Street Fighter.
2 rounds a 1.
ainda lembrava de algumas manhas da época em que passava noites nos flipers da praia, com um bando de maloqueiros naquela atmosfera cheirando a suor. bons tempos aqueles em que as fichinhas custavam bem menos do que 1 real.
(o meu tio tentou me atrapalhar ali, mas fracassou.)
Dei uma surra na minha irmã no Street Fighter.2 rounds a 1.
ainda lembrava de algumas manhas da época em que passava noites nos flipers da praia, com um bando de maloqueiros naquela atmosfera cheirando a suor. bons tempos aqueles em que as fichinhas custavam bem menos do que 1 real.
(o meu tio tentou me atrapalhar ali, mas fracassou.)
terça-feira, 10 de outubro de 2006
A quem interessar possa:
não, eu não morri.
Obrigada pelos telefonemas preocupados, daqueles que se importam comigo e estranharam minha ausência no mundo virtual. O problema é o meu computador. Tá bem mal na UTI. Mas ele vai se recuperar.
Atualmente, estou mendigando acessos à internet na casa dos vizinhos e assemelhados.
Eu tou viva. BEM viva.
Não se preocupem. Tudo vai ficar bem.
P.S. A coisa mais engraçada dos últimos dias: acordei esses dias com MUITAS picadas de PULGA. Sim. Não me perguntem de onde ela surgiu...
"Minha filha, tu dormiu com algum cachorro?"
"Não, pai...com um gato!"
Se cuidem.
Eu volto em breve.
Obrigada pelos telefonemas preocupados, daqueles que se importam comigo e estranharam minha ausência no mundo virtual. O problema é o meu computador. Tá bem mal na UTI. Mas ele vai se recuperar.
Atualmente, estou mendigando acessos à internet na casa dos vizinhos e assemelhados.
Eu tou viva. BEM viva.
Não se preocupem. Tudo vai ficar bem.
P.S. A coisa mais engraçada dos últimos dias: acordei esses dias com MUITAS picadas de PULGA. Sim. Não me perguntem de onde ela surgiu...
"Minha filha, tu dormiu com algum cachorro?"
"Não, pai...com um gato!"
Se cuidem.
Eu volto em breve.
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Degustação
Sábado foi dia de degustação de cervejas alemãs trazidas dentro dos meus sapatos, ensacadas cuidadosamente e despachadas sem dó na minha mala nº1, com mais 30 kg.
Sábado também foi dia de comer as massas trazidas diretamente do mercado público de Florença. Elas foram trazidas na minha modesta mochila de mão, que, tirando os 2,5 kg dos spaghettis, deveria ter mais uns 18 kg, por causa dos 3 canecos de chopp e mais umas lembrancinhas frágeis. O pior de tudo era que eu tinha que fazer cara de que ela tava levezinha, pra ninguém desconfiar e querer pesar. Suando, vermelha, carregando 20 kg nas costas, caminhando num ângulo de quase 90°, mas deu tudo certo.
Enfim, comilança e bebedeira de primeiro nível. Onde? Na casa da minha vó, claro, junto com os meus 6 tios com suas respectivas famílias o que totaliza umas 30 pessoas mais ou menos. Só os de casa. E é assim praticamente todo final de semana...ai, que coisamaislinda essa família!

Sábado também foi dia de comer as massas trazidas diretamente do mercado público de Florença. Elas foram trazidas na minha modesta mochila de mão, que, tirando os 2,5 kg dos spaghettis, deveria ter mais uns 18 kg, por causa dos 3 canecos de chopp e mais umas lembrancinhas frágeis. O pior de tudo era que eu tinha que fazer cara de que ela tava levezinha, pra ninguém desconfiar e querer pesar. Suando, vermelha, carregando 20 kg nas costas, caminhando num ângulo de quase 90°, mas deu tudo certo.
Enfim, comilança e bebedeira de primeiro nível. Onde? Na casa da minha vó, claro, junto com os meus 6 tios com suas respectivas famílias o que totaliza umas 30 pessoas mais ou menos. Só os de casa. E é assim praticamente todo final de semana...ai, que coisamaislinda essa família!


Agora as latinhas enfeitam minha estante!
Crash Test Dummies - Mmmmm Mmmmm
Nostalgia: ON
Relembrem comigo esse clássico dos 90's, sempre presente nas reuniões dançantes, junto com Roxette e Nirvana.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
ressaca
(da série: resgatando escritos)
Me deixa vomitar as palavras agora, essas palavras que me enjoam todos os dias e que não me pertencem, me deixa, eu quero vomitar tudo que eu tive que engolir durante anos e não quero mais esperar que essas coisas fermentem aqui dentro e eu acabe explodindo de ódio qualquer hora assim, bem na tua frente, enquanto tu me olha com essa cara de pavor, pedindo pra que eu tenha calma, pra que eu pare de gritar, dizendo que tudo vai se resolver e implorando pra que eu não te olhe mais com olhos injetados de cólera mas não dá, eu quero acabar com esse enjôo que me enche a boca desse fel cada vez que eu te olho e vejo que tu não mudou quero me livrar desse peso quero me sentir vazia de verdade e depois sentir a cabeça ecoando meus passos eu quero me livrar dessa bebida amarga que tu me fez beber em pequenas doses durante tanto tempo e que agora me deixou embriagada de ódio e de desespero, eu quero cair ali na sarjeta e deixar essa angústia que me sufoca escoar junto com a água podre que infesta a rua, quero que tu vá pro inferno porque eu vou acordar desse pesadelo me sentindo culpada por ter desperdiçado tanto tempo com alguém que me deixou bêbada de mentiras e eu vou acordar ali deitada na sarjeta com um vira-latas me lambendo a cara fazendo exatamente o que tu fazia comigo naquelas noites em que tu me prometia o mundo antes de lamber o meu pescoço me deixa, me larga eu não aguento mais, me deixa despejar essa ira, deixa a minha tristeza escorrer em lágrimas enquanto eu finalmente acabo com essa embriaguez, porque amanhã ela vai me render a pior ressaca de toda minha vida.

sim, essa sou eu - foto tirada em 2002.
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Aniversário

No final da tarde do dia 26 de setembro de 2005, eu tava lá no Moinhos, com a cara grudada no vidro do berçário, chorando ao ver e ouvir a minha afilhada linda que tinha acabado de nascer.
No outro dia, fui derrubada pela maior crise de ites da minha vida. Não pude nem ir visitar a criança e mal podia falar ao telefone.
Depois de 10 dias, assim que o médico me garantiu que não tinha mais perigo de passar as bactérias pro pobre anjo eu, enfim, pude visitá-la e passei o dia com ela no colo.
Hoje ela faz 1 ano e tá cada dia mais gata.
Libriana das boas. Signo de ar, como a dinda e a mãe dela.
Só o que eu tenho a desejar, é que ela seja feliz.
E que ela saiba que o papel da dinda é acabar com todos os bichos-papão que se atreverem a cruzar o caminho dela. Pro resto da vida.
Feliz Aniversário, Isadora!
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Domingo + primavera
Domingo de manhã(Meu pai, parecendo um modelo do Tevah)
(Desculpem, mas eu tenho o pôr-do-sol mais bonito do mundo todos os dias aqui, bem na minha janela.
E desde que eu nasci, sou apaixonada por ele).
perfil
nome bonito. sobrenome estranho, mas combinaria com o meu. sorriso lindo. 27 anos. hm, é solteiro.
trabalha com arte. escreve bem. tem olhos castanhos. gosta de flertar, material erótico e tempestades.
78 comunidades. olha! também gosto dessa banda! tá no doutorado. gosta de sorvete de pistache mas detesta cigarro. nunca fez amigos bebendo leite. mora sozinho. deve ganhar bem. é do interior. usa barba. pelas fotos, tá sempre em Montevideo. gosta de Patrícia. ainda bem que é a cerveja. tem bom gosto pra filmes.
não apaga recados. isso é bom: não tem rabo preso.
só recado de mulher. ele responde todos, mas não é nada comprometedor.
ele usa essas bermudas que eu gosto.
bom sinal. é gremista e vai ao estádio. bah! tava no mesmo jogo que eu, que coisa.
nossa! temos 2 amigos em comum. como será ele conhece o Rafa?! ah, a Dani deve ser da faculdade. mesmo curso.
8 depoimentos.
ele é carinhoso, sincero, amigo e meio desastrado. tá, não faz mal.
tem uma irmã. hm...e já é tio, pelo visto.
muito criativo. interessante, inteligente.
gostei.
será que deixo um scrap? não, scrap não. ele parece ser discreto. mensagem, uma mensagem. se ele não gostar, pelo menos ninguém fica sabendo.
vou arriscar. tá, amanhã sem falta. vou acompanhar um pouco mais.
vou ser bem sutil. tomara que ele goste de mim.
trabalha com arte. escreve bem. tem olhos castanhos. gosta de flertar, material erótico e tempestades.
78 comunidades. olha! também gosto dessa banda! tá no doutorado. gosta de sorvete de pistache mas detesta cigarro. nunca fez amigos bebendo leite. mora sozinho. deve ganhar bem. é do interior. usa barba. pelas fotos, tá sempre em Montevideo. gosta de Patrícia. ainda bem que é a cerveja. tem bom gosto pra filmes.
não apaga recados. isso é bom: não tem rabo preso.
só recado de mulher. ele responde todos, mas não é nada comprometedor.
ele usa essas bermudas que eu gosto.
bom sinal. é gremista e vai ao estádio. bah! tava no mesmo jogo que eu, que coisa.
nossa! temos 2 amigos em comum. como será ele conhece o Rafa?! ah, a Dani deve ser da faculdade. mesmo curso.
8 depoimentos.
ele é carinhoso, sincero, amigo e meio desastrado. tá, não faz mal.
tem uma irmã. hm...e já é tio, pelo visto.
muito criativo. interessante, inteligente.
gostei.
será que deixo um scrap? não, scrap não. ele parece ser discreto. mensagem, uma mensagem. se ele não gostar, pelo menos ninguém fica sabendo.
vou arriscar. tá, amanhã sem falta. vou acompanhar um pouco mais.
vou ser bem sutil. tomara que ele goste de mim.
sábado, 23 de setembro de 2006
Se me permitem,
gostaria de dar algumas dicas:
1. Para aquelas noites que tão quase sendo chatas:
Peguem uma boa companhia pela mão, escolham um bom cinema e assistam Click.
Eu assisti na última quinta e foi deveras divertido.
2. Leiam o http://www.armazemliterario.com.br/
Sempre tem gente boa e surpresas agradáveis.
Pros que se arriscam: dá pra mandar textos e, se forem escolhidos, são publicados e entram na lista de votação.Os mais votados vão ficando no ar.
3. Pra ler e reler: "Os cem melhores contos brasileiros do século".
Leiam um conto todas as noites antes de dormir e acordem mais felizes.
4. Quer comer bem, num lugar agradável?
Restaurante La Piedra. Cozinha variada, ambiente aconchegante, vista maravilhosa pro Rio Guaíba, atendimento impecável. Nada muito caro, mas a gente paga pelo que é bom. Tem sarau literário uma vez por semana, se não me engano. O dono é um artista plástico argentino (charmoséérrimo), o Manolo. Pra saber mais: http://www.lapiedra.com.br/ . Aceito convites.
5. Tá, entendi. Tá sem dinheiro, né?
Sem problemas. Pega um saco de bergamota (Ponkan, de preferência) numa mão e aquela pessoa divertida na outra e vai lagartear no solzinho. Mas vê se leva uma sacolinha pra botar as cascas e as sementes. A gente é pobre, mas é limpinho. Sugestão de lugares: Redenção, Gasômetro e Ipanema. E te apressa. Tá passando a época das bergas.
Divirtam-se!
1. Para aquelas noites que tão quase sendo chatas:
Peguem uma boa companhia pela mão, escolham um bom cinema e assistam Click.
Eu assisti na última quinta e foi deveras divertido.
2. Leiam o http://www.armazemliterario.com.br/
Sempre tem gente boa e surpresas agradáveis.
Pros que se arriscam: dá pra mandar textos e, se forem escolhidos, são publicados e entram na lista de votação.Os mais votados vão ficando no ar.
3. Pra ler e reler: "Os cem melhores contos brasileiros do século".
Leiam um conto todas as noites antes de dormir e acordem mais felizes.
4. Quer comer bem, num lugar agradável?
Restaurante La Piedra. Cozinha variada, ambiente aconchegante, vista maravilhosa pro Rio Guaíba, atendimento impecável. Nada muito caro, mas a gente paga pelo que é bom. Tem sarau literário uma vez por semana, se não me engano. O dono é um artista plástico argentino (charmoséérrimo), o Manolo. Pra saber mais: http://www.lapiedra.com.br/ . Aceito convites.
5. Tá, entendi. Tá sem dinheiro, né?
Sem problemas. Pega um saco de bergamota (Ponkan, de preferência) numa mão e aquela pessoa divertida na outra e vai lagartear no solzinho. Mas vê se leva uma sacolinha pra botar as cascas e as sementes. A gente é pobre, mas é limpinho. Sugestão de lugares: Redenção, Gasômetro e Ipanema. E te apressa. Tá passando a época das bergas.
Divirtam-se!
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
"Não há Brasil sem Rio Grande e nem tirano que mande
na alma de um farroupilha."
(Jaime Caetano Braun)
Estou num estado muito apropriado para comemorar o Vinte de Setembro: o Rio Grande do sul - hehehe tá, é que foi inevitável...Falando sério, eu quis dizer estado de condição física: tou uma bela duma farrapa.
A festinha de aniversário da Schi, ontem, me derrubou. Eu não me lembro muito bem da metade final da noite mas, se não me engano, eu (junto com Lady Bauer e um bonitão lá que me apareceu de repente) fechei o Santíssimo.
Mas, já eram mais de 3 da manhã, e eu mal conseguindo caminhar sozinha, ainda encarei aquele cheiro de fritura e gordura rançosa do Cavanha's. Torci pra não encontrar nenhum conhecido por lá e sentei comportada na mesa. Só que num determinado momento, não conseguindo controlar o meu enjôo, comuniquei ao meu faminto acompanhante, que teria que dar um tempo na rua, pra poder respirar. Naquela hora, tudo que eu mais queria era sentar no meio fio e acabar com aquele embrulho no estômago, mas me contive.
Eu não me lembro do percurso da volta pra casa. Só lembro de dar boa noite pro porteiro, tentando andar em linha reta. E lembro da dificuldade em achar a chave certa pra abrir a porta.
Acordei hoje de manhã sem saber como eu consegui subir na cama e, o mais incrível: eu tava de pijama! Não dormi com a roupa fedendo a cigarro, como já aconteceu antes. Agora tou aqui, de pantufas, calça e moletom, jogada às traças, com a cabeça doendo e o estômago pesado. O pior de tudo é que hoje eu tou (ir)responsável pela minha irmã pequena, que volta e meia me pergunta se eu tou melhor sem nem saber o que eu tenho, realmente. Não tive condições de fazer almoço pra ela, coitada. Ainda bem que existem os Hot Pockets da Sadia.
Agora vou aproveitar o feriadinho com chuva pra me recuperar, deitada, olhando sessão da tarde e tomando chá.
Tou de ressaca, mas tou feliz.
E viva os Farrapos!
(sério: agradecimento especial à Carol e ao menino do olhar bonito que me deixou na porta de casa. Sem eles, eu não estaria aqui - literalmente.)
sábado, 16 de setembro de 2006
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
reforma
estou sem chão.
agora sei exatamente qual a sensação de não ter onde pisar.
aí tu olha pre frente e não enxerga nada, mal consegue respirar.
só existe uma névoa de poeira, baixando bem devagar, como se fosse o último suspiro daquilo tudo que acabou de ser destruído.
aí tu olha pra baixo e só vê buracos. e tem vontade de se enfiar num deles.
não existe mais nada.
a gente tenta gritar, mas é sufocada pelos destroços.
e quando a voz sai, teimosa, ecoa no meio do nada.
pior sensação do mundo, é quando te tiram o chão.
os últimos dias têm sido iguais: levanto, sacudo a poeira e boto o spray pra rinite.
dar a volta por cima ainda não dá...
o Seu Jesus acabou de assentar o piso novo na minha cozinha.
agora sei exatamente qual a sensação de não ter onde pisar.
aí tu olha pre frente e não enxerga nada, mal consegue respirar.
só existe uma névoa de poeira, baixando bem devagar, como se fosse o último suspiro daquilo tudo que acabou de ser destruído.
aí tu olha pra baixo e só vê buracos. e tem vontade de se enfiar num deles.
não existe mais nada.
a gente tenta gritar, mas é sufocada pelos destroços.
e quando a voz sai, teimosa, ecoa no meio do nada.
pior sensação do mundo, é quando te tiram o chão.
os últimos dias têm sido iguais: levanto, sacudo a poeira e boto o spray pra rinite.
dar a volta por cima ainda não dá...
o Seu Jesus acabou de assentar o piso novo na minha cozinha.
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Modernidades
Definitivamente, tem alguma coisa errada: eu ou a moda.
Falo em moda de moda, mesmo: roupas, tendências, tecidos, cores, modelagens...e todo esse blablabla que eu não entendo nada.
Pois bem. Hoje fui às compras com a minha irmã.
Tá certo que eu nunca fui ávida por tardes de bate-pernas em shoppings, entra e sai de provador, essas coisas. Eu odeio experimentar roupas. Talvez isso ajude a diminuir os meus níveis de tolerância dentro de lojas.
Além do mais, eu sou indecisa, entro em pânico quando eu tenho que escolher entre a blusinha azul ou a verde. Nunca sei o que fica melhor, nunca sei o que comprar. Eu sempre preciso de uma segunda opinião incisiva e definitiva. Mas a minha irmã é tão indecisa quanto eu.
Só que o que me deixou furiosa hoje, foi não ter conseguido encontrar uma calça jeans que eu gostasse. Experimentei umas 20. E todas, TODAS agora têm aquela boca afunilada, colada no tornozelo, pra usar com aquelas botas (que eu acho muito bregas) por cima, num estilo que homenageia o astronauta Marcos Pontes, só pode! Eu me lembro que na sessão "certo e errado" da Capricho, botas por cima das calças -bem como bota de cano curto com saia- eram vetadas, sempre. O que é isso, agora?! Onde estão as calças básicas, five pockets, retas e que ficam bem tanto com tênis quanto com um sapato mais alto?! Não. não existem mais.
Essas malditas modelos magricelas ajudam a disseminar essa moda patética e esquelética. E as moças pequenas de quadril largo, que nem eu?! Eu tenho muita coisa pra acomodar nessas calças anoréxicas, de pernas finas e sem compartimento de bagagem. Eu não sirvo num modelito Gisele Bündchen!
Tá certo que eu sempre tive dificuldade pra achar calça jeans. porque eu acho que o meu número não existe. As 36 não passam nos quadris e as 38 sobram na cintura. Okey, okey... eu já me acostumei a ter que mandar arrumar a maioria delas na costureira. Mas isso até tudo bem....agora, essa moda besta de estragarem as calças jeans clássicas, é demais.
Fiquei TRÊS HORAS dentro do shopping e saí desiludida. Essa vida de dondoca não me serve.
E agora? O que vai ser de mim, uma old fashioned girl, com essas calças moderninhas?
*suspiro*
Falo em moda de moda, mesmo: roupas, tendências, tecidos, cores, modelagens...e todo esse blablabla que eu não entendo nada.
Pois bem. Hoje fui às compras com a minha irmã.
Tá certo que eu nunca fui ávida por tardes de bate-pernas em shoppings, entra e sai de provador, essas coisas. Eu odeio experimentar roupas. Talvez isso ajude a diminuir os meus níveis de tolerância dentro de lojas.
Além do mais, eu sou indecisa, entro em pânico quando eu tenho que escolher entre a blusinha azul ou a verde. Nunca sei o que fica melhor, nunca sei o que comprar. Eu sempre preciso de uma segunda opinião incisiva e definitiva. Mas a minha irmã é tão indecisa quanto eu.
Só que o que me deixou furiosa hoje, foi não ter conseguido encontrar uma calça jeans que eu gostasse. Experimentei umas 20. E todas, TODAS agora têm aquela boca afunilada, colada no tornozelo, pra usar com aquelas botas (que eu acho muito bregas) por cima, num estilo que homenageia o astronauta Marcos Pontes, só pode! Eu me lembro que na sessão "certo e errado" da Capricho, botas por cima das calças -bem como bota de cano curto com saia- eram vetadas, sempre. O que é isso, agora?! Onde estão as calças básicas, five pockets, retas e que ficam bem tanto com tênis quanto com um sapato mais alto?! Não. não existem mais.
Essas malditas modelos magricelas ajudam a disseminar essa moda patética e esquelética. E as moças pequenas de quadril largo, que nem eu?! Eu tenho muita coisa pra acomodar nessas calças anoréxicas, de pernas finas e sem compartimento de bagagem. Eu não sirvo num modelito Gisele Bündchen!
Tá certo que eu sempre tive dificuldade pra achar calça jeans. porque eu acho que o meu número não existe. As 36 não passam nos quadris e as 38 sobram na cintura. Okey, okey... eu já me acostumei a ter que mandar arrumar a maioria delas na costureira. Mas isso até tudo bem....agora, essa moda besta de estragarem as calças jeans clássicas, é demais.
Fiquei TRÊS HORAS dentro do shopping e saí desiludida. Essa vida de dondoca não me serve.
E agora? O que vai ser de mim, uma old fashioned girl, com essas calças moderninhas?
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