domingo, 27 de maio de 2007

eu sei.

não tenho atualizado isso aqui com frequência. mas tenho um motivo bem simples: falta inspiração. sim, exatamente. a mesma coisa que me fez desativar o blog por uns tempos. reativei achando que eu ia conseguir escrever, mas....não.

às vezes eu até penso "bah! vou escrever sobre isso!", mas na hora eu travo e acabo nunca escrevendo nada. não tenho vontade.

ainda bem que o meu inferno astral tá chegando ao fim. pode ser que tudo melhore depois do meu aniversário e eu volte a ter idéias como antes. ou não.

o fato é que eu tenho me sentido bem rasa, quase vazia.

é. eu ando bem chata.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Extreme Makeover - Reconstrução Total

Quem me conhece já sabe que eu não sou um exemplo de organização. Não que isso possa ser traduzido como irresponsabilidade, mas eu tenho extrema dificuldade em manter coisas arrumadas.

Só que isso pode tomar proporções enormes. É o que está acontecendo comigo. Dizem os especialistas que o nosso quarto (ou casa) é o reflexo de como está a nossa vida. Muito certo. Na última semana a faxineira precisou jogar minhas coisas pra fora do quarto pra poder entrar e passar o aspirador de pó. Eu não me orgulho e nem acho bonito dizer isso, mas também não tenho vergonha.

Eu tenho trabalhado muito, muito mesmo e quando eu chego em casa tudo que eu tenho vontade de fazer é tomar banho, comer e dormir. E era isso que eu fazia. Eu sei que muita gente trabalha muito mais do que eu. Mas essas pessoas se adaptam a esse tipo de vida meio desumano que insistem em pregar como "consequências do mundo moderno", eu não. Tudo o que eu sempre abominei, tava aparecendo lentamente na minha frente: a minha vida estava se resumindo ao meu trabalho, as pessoas exigindo cada vez mais de mim e eu tou virada num trapo. Trabalhar com crianças todos os dias, é gratificante, é maravilhoso. Mas é ao mesmo tempo cansativo, devastador.

Tudo o que eu não quero na minha vida é "não ter tempo". Eu já tenho experiência mínima de vida pra me dar conta de que tem muito mais vida além da vida. Aprendi da pior forma possível que as coisas não têm dia nem hora certa pra acontecerem. Eu não consigo ser "domesticada", preciso de espaço pra respirar e cometer pequenas "loucuras", como fugir da clínica por 15 minutos só pra tomar um cafezinho.

Sempre fui muito tranquila, muito calma, muito lenta pra seguir esse ritmo frenético que é comum nos dias de hoje. Comecei a ter dores inexplicáveis pelo corpo: coluna, pescoço, estômago, cabeça, e uma gripe que ainda não foi embora.

Na última quinta-feira, eu surtei. De verdade. Desmoronei feito um pudim de leite condensado. Joguei tudo pro alto, me encolhi no colo que eu ganhei e pedi ajuda. Joguei a toalha, porque eu sabia que não conseguia mais levar as coisas do jeito que estavam. Eu cheguei num nível de stress tão alto que até eu me apavorei comigo. E pela primeira vez tive medo de ficar sozinha em casa.

O stress pode se manifestar de diversas maneiras. Em mim, ele apareceu como um misto de medo, carência e me deixou vulnerável. Esse final de semana fiquei em casa e consegui me reorganizar, ou pelo menos comecei.

Eu ainda tenho vontade de sair gritando, mas depois que eu sonhei com o Ty (foto), o líder daquele programa "Extreme Makeover" que dá no People & Arts (canal 52 da NET) entrando na minha casa aos berros, dizendo que tinha chegado a minha vez, eu relaxei. É um sinal de que a casa velha foi derrubada. E que, em breve, terá uma novinha em folha construída em cima.


segunda-feira, 7 de maio de 2007

TÍTULO

BI-CAMPEÃO GAÚCHO FGF
______________________________________________________
Segunda, 8:30
- pai, me dá uma carona até o olímpico pra eu comprar meu ingresso de quarta?
- dou, mas não volto pra casa antes do almoço.
- putz. aí não. vou ter que pegar 2 ônibus pra voltar pra casa, na chuva. e tenho que tar em casa antes das 13h.
- ah, minha filha...esse é o ônus de ser gremista...se tu fosse colorada, neste momento tu podia estar de férias e ficar dormindo até mais tarde.
*
Domingo, 19h
-mãe, tu viu que o Enéas morreu?
- putz. se ele fosse presidente teríamos feriado amanhã.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Da série: coisas que eu gostaria de ter inventado.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu, sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. (...)

(Mário Prata)
Como não sou a autora, me contento com uma colaboração. Permita-me, Mario Prata:
Ciúme é o cão de guarda brabo e egoísta que a gente coloca na porta de entrada do amor. Tem quem coloque um pincher, tem quem coloque um pitbull.

sábado, 28 de abril de 2007

Ah, l'hiver!

Gente, o inverno tá quase chegando, e esses dias frios que tem feitos são tão gostosos, não? Tudo bem, sei que o frio não é uma unanimidade, mas é que tem tanta coisa boa conexa que até rendeu este post!

1) Edredon. Tem coisa mais gostosa que um edredon? Confesso, ainda, que sou mais fã de cobertores peludões e pesados(sem nenhum trocadilho), mas é que minha rinite não permite. Eu sou uma fresca e invento as maiores desculpas para puxar meu edredon do roupeiro, inclusive, dormir com o ventilador ligado bem em cima de mim, só para ter o prazer de sentir... frio! Quando eu for uma pequena burguesa, terei um edredon de penas de ganso, para curtir ainda mais o friozinho.

2) Vinho tinto. Não é a toa que era considerada a bebida dos deuses. Vinho tinto não tem palavras. E, por isso, nem vou tentar escrever. Eu já comecei a temporada 2007 e você?

3) Comer. Comer no inverno (no caso, nestes dias frios) dá outro sabor aos alimentos. Tu pode se deliciar com um simples prato de feijão com arroz sem transpirar dois litros de água. Fora as comidas típicas da estação: fondue (divino), bergamota (no sol, fedendo, delícia), pinhão (na frente da lareira)...

Bem, acho que poderia enumerar mais uma série de coisas que ganham outro sabor no frio, mas somente estas foram suficientes para desejar que a temperatura caia mais uns 10 graus, não?

quarta-feira, 25 de abril de 2007

GRAMÁTICA MARIANESCA DE FALA BRASILEIRA

(sim. é FALA e não língua. língua é exclusivamente o músculo que a gente tem na boca. poderia ser "expressão brasileira" também, tenho que pensar mais sobre isso).

eu sempre adorei português. sou chata com quem escreve errado o que não quer dizer que eu não erre. mas eu tenho um dicionário e uma gramática sempre à mão e me esforço pra me corrigir. sempre pensei muito sobre a nossa "língua" e nunca me conformei com algumas coisas.

existem umas regras bem inúteis na gramática de língua portuguesa. aliás, a começar pelo nome.
defendo ferrenhamente uma mudança de nome. nós não falamos português. falamos brasileiro. o brasileiro é uma língua que tem origem na língua portuguesa, mas é outra coisa, bem diferente.

(assim como eu acho que nos outros países da américa latina não se fala espanhol e sim uruguaio, argentino, paraguaio, etc. espanhol se fala na espanha. e deu. mas não vem ao caso.)

se um dia algum desses pensadores lingüistas grandões me ligasse pedindo pra que eu reformulasse a nossa gramática, seria muito afudê. FAZERIA com prazer. tem muitas exceções e peculiaridades bobas que já deviam ter sido aposentadas.

abaixo, seguem algumas das minhas sugestões:

1. o fim do H no início de palavras: homem, hospital, helicóptero, história...meu deus, pra quê confundir?! não tem som nenhum! é absolutamente inútil. tudo isso viraria: omem, ospital, elicóptero, istória.
pronto.

2. redução do número de prefixos de negação. tem muitos e tudo muito confuso. Por exemplo, o "A" é usado como negação (ex. acéfalo - sem cérebro) mas também como afirmação (assalariado - com salário). além do "a" como negação, tem o "DES" (ex. desleal), e o "IN" (ex. incapaz).
é pra dar um nó. não seriam consideradas erradas palavras como: "inconfortável", por exemplo.

3. chegar a um consenso sobre definições do tipo:
"bebedor" e "corredor": se o "bebedor" é quem bebe, "corredor" é quem corre e "bebedouro" é o LUGAR de onde se bebe, teríamos uma nova palavra: CORREDOURO. o que continuaria errado, pois geralmente nos corredouros não poderíamos correr. ("não corram nos corredouros, crianças!!!"). sendo assim, os corredouros, deveriam se chamar: CAMINHADOUROS OU ANDADOUROS.

4. chegar a um consenso sobre a correspondência entre fonema (som) e grafema (letra). chega de confusão "é com S, com C ou com Z?". Tem som de Z, é com Z. Tem som de S é com S. O C só vai ser usado com som de K. Afinal, esse é o primeiro sinal de que a criança está alfabetizada, ou seja: ela sabe que cada letra tem um som.
Seriam corretas palavras como "caza, sirco, ezemplo". além disso, o cedilha cairia fora. no lugar dele, usaríamos S. "corasão, casino, asunto". sem essa regra besta: "S entre duas vogais tem som de z. mas se escreve com S." Pô, se tem som de z, escreve com z. chega de confundir.
o mesmo com G e J. se tem som de J, é com J: "jelo, jirafa". o G só seria usado como plosivo (como o C): "gato, garfo".

5. o fim do ponto e vírgula. coisa mais inútil não existe. ou é ponto, ou é vírgula.

6. extinção do "vós" como segunda pessoa do plural.

7. pela banalização do "tu". é "tu vai" mesmo, não "tu vais". muita frescura.
sem falar no "tu visse". é o fim.

8. consenso sobre o som do X. por que enXaqueca é com X e enCHente é com CH?! Além disso o X ainda tem som de CS (ex. táxi. tinha que ser "tácsi"). chega de exceções! (olha a dificuldade pra escrever "exceção"! tinha que ser "essessão").

9. abrasileiramento (ou seria abrasileirização?) de palavras estrangeiras: méqui dônaldis, márquetin, sófitiuér, hardiuér, uíndous, sáiti, frízer, etc.

10. regra única para formação de palavras. derivação rules!
exemplo: porque "sugerimento" tá errado mas "recrutamento" não? ambos derivam de verbos, oras! LIBERA GERAL! recrutamento, recrutação, sugerimento, sugestão, filtramento, filtração....vale tudo!

11. letra maiúscula é opcional. e essa regra eu já adoto há anos.

12. regra básica: conseguiu entender? então não complica. comunicação é tudo, gramática é só uma parte.

(...e olha que eu nem falei da conjugação verbal.)

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Ventos da liberdade

Para quem já havia se emocionado com o curta no conjunto de curtas "September 11", mas, principalmente, para os amantes da liberdade: The Wind that Shakes the Barley, Ken Loach.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Indiferença

I will light the match this morning
so I won't be alone
watch as she lies silent
for soon that will be gone
oh, i will stand arms outstretched
pretend i'm free to roam
oh, i will make my way through
one more day in hell

Ela acabara de sair de uma aula de Metafísica (aristotélica). Uma nova graduação após sua formatura e final de sua pós-graduação. Aquelas últimas horas haviam sido magníficas e o ar de satisfação era visível em seu rosto. Poucas são as pessoas que apreciam tão perdidamente uma aula de Metafísica, mas para ela aquilo significava muito e o resultado era o êxtase após duas horas de Aristóteles. Foi para a casa do namorado.

How much difference does it make?

how much difference does it make?

Adentrou o ambiente como um raio de luz inconseqüente. Observou o ser na sala, sentado, lendo uma revista. Sentou no sofá em frente e esperou uma reação a sua presença. "Oi" foi uma resposta arrancada quase à força da criatura que respirava o mesmo ar que ela. "Tudo bem?" foi quase um estupro ao silêncio sepucral que se impôs. Foi uma pena a tentativa de contar como havia sido sua primeira aula no curso de Filosofia: a matéria na revista da década de 1980 era tão ou mais importante que não desviou a atenção nem o olhar do seu leitor. Ao ser indagado sobre a atenção que não recebera, a resposta recebida foi: "Quem sabe tu esperas eu terminar de ler pra vir me falar essas coisinhas?"

I will hold the candle

until it burns up my arm
oh, i'll keep taking punches
until their will grows tired
oh, i will stare the sun down
until my eyes go blind
hey, i won't change direction
and i won't change my mind

Levantou-se, não demonstrou nenhuma reação na frente do pseudo-interlocutor e dirigiu-se ao banheiro. Lá, naquela solidão confortante, pode chorar a vontade. Chorou por si, pela frustração da decisão tomada meses antes, chorou pela humanidade, chorou pelas mulheres e pelas mães, chorou pelo mundo machista e pela falta de atenção. Chorou sobre seus problemas. No entanto, minutos após, recompôs-se. Lavou o rosto e enxugou as lágrimas. Algo tornara-a diferente em cinco minutos de lamúrias e ela precisou agir: soube que, dali em diante, não precisaria, nunca mais, de um interlocutor como aquele (e especialmente aqueles) e, melhor ainda, que poderia ficar feliz por conta própria sobre suas decisões e realizações, sem precisar do aval de ninguém.

How much difference does it make?

how much difference does it make?

Saiu do banheiro, olhou para aquele ser sentado na mesma posição no sofá, lendo, provavelmente, o mesmo parágrafo pela enésima vez, e sentiu pena de si mesma. Quanto tempo, quanto tempo demorou. E o que cinco minutos me mostraram... "Eu vou terminar este relacionamento, não aqui, nem agora, mas vou", pensou. Claro, não pode deixar de pensar: "o que vão pensar de mim: terminei um relacionamento por causa de uma revista ou de uma aula de metafísica". Porém, logo este pensamento se desfez. Ora, era muito claro: primeiro, não devia satisfações a ninguém; segundo, ela estava perdendo algo que não pdoeria perder; por fim, ela sabia que se tratava de indiferença. Pura e simples indiferença, que era evidente em outras milhares de situações, mas que somente naquele momento fizeram sentido.

I'll swallow poison

until i grow immune
i will scream my lungs out
till it fills this room

A maioria dos seres humanos aprende que o contrário de "amor" é "ódio". Isto pode estar correto quando falamos de antônimos na Língua Portuguesa, mas quando se trata de relações humanas, a coisa é bem diferente. O contrário de "amor", sem dúvida, é "indeferença". É o não se importar, é o não valorizar, é o não estar junto à pessoa "amada".

How much difference…

how much difference…
how much difference does it make?
how much difference does it make?

Poucos dias depois, ela voltou ao mesmo local. Sua presença não fazia diferença naquele ambiente. Respirou fundo e resolveu ser feliz.

(Indifference, Pearl Jam)

terça-feira, 17 de abril de 2007

Se eu me chamasse Rob Gordon, fosse dono de uma loja de discos de vinil à beira da falência, não tivesse sorte no amor e, ao mesmo tempo, fosse uma enciclopédia ambulante de música, o título deste post seria High Fidelity. O título permanece, mas traz a trilha sonora da minha vida. Muito mais que as músicas que embalaram os relacionamentos, mas aquelas que marcaram as escolhas e o que defini como prioridades para minha vida.

1) Comecemos pelo começo. Não faço a mínima noção do que meus pais ouviam quando eu nasci, nem nos meus primeiros anos de vida. As lembranças mais remotas dos grandes concertos da minha tenra infância remetem ao show dos Menudos e da chegada do papai noel com a Xuxa. Além disso, tinha os bolachões lá em casa, mas que não variavam muito de qualidade: Balão Mágico, Polegar, Dominó, Xuxa e Menudos (de novo). Quando passei a ter um pouco de vergonha na cara, aos quatro anos, meu gosto refinou-se e parti para uma devoção sem precedentes ao RPM. O LP "Rádio Pirata ao vivo" era o mais tocado embalava minhas coreografias de ballet e jazz.

2) Depois, lembro no finalzinho da década de 1980 e início dos anos 1990, curtir do rádio todos aqueles que, somente muito tempo depois, descobririam que foram os mestres daqueles anos: New Order, Pet Shop Boys, Erasure, Rome, ... Ah, e é claro: tinha o "Viva a noite", no SBT, que trazia todos os sábados aquela coisa absurda (mas maravilhosa) chamada Lokomia.

3) Em 1995, lembro-me de ter comprado meu primeiro CD. Era uma coletânea que embalava as reuniões dançantes que tanto me frustravam (sim, pelo resultado amoroso, pelo que mais poderia ser?) Acho que o nome era "Top Surprise". e tinha músicas como "Oh Carol" (não, não é um culto personalístico) e "Guantanamera" em uma versão ultra-super-mega remixada (ridícula). Mas era o meu cd. Antes disso, já aprendera que cd não se rebobinava através da trilha sonora de "Don Juan de Marco" da minha mãe.

4) Aos poucos, comecei a adquirir um pouco mais de tino musical, mas não sem ter dado umas escorregadas. Em 1996, mesmo odiando pagode, eu cantava até a morte "Lua vai" (nem sei se este é o nome da música). Tinha um porquê. Era a oitava série, colegas se despedindo, clima de turma, amores platônicos, etc. Tempo legal aquele, quando recém estávamos descobrindo o Cord (!!!) e o rodízio de pizzas.

5) A primeira balada de amor foi "Santeria", Sublime.Durante todo o primeiro ano do Ensino Médio alimentei um amor que somente daria certo na minha cabeça ao som desta trilha sonora. Com certeza o romance não deu certo, também, pela péssima escolha musical.

6) Final do Ensino Médio. Este item poderia ser um tópico inteiro. Teve "Mano Chao" em Búzios (inesquecível), o cd "Animals" durante os exercícios de matemática. A descoberta do "The wall". As sessões de "Abbey Road" até a décima vez consecutiva. O som do Galpão. Um dos melhores anos da minha vida. Pena que tinha que terminar.

7) Quando entrei na faculdade em 2000, era uma época em que eu praticamente só ouvia Pink Floyd, Beatles e Raul Seixas. Depois de passar por um vestibular no qual não havia sido aprovada para o curso que eu queria (Publicidade) e ter recebido uma segunda chance no curso de História (ainda bem!!! - consideração de hoje), a música que não saía de minha cabeça era "Ouro de Tolo", do Raulzito. O versos

Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"

faziam todo o sentido pra mim. Aos poucos, eu fui me familiarizando com outros clássicos, aí foi impossível deixar de ouvir The Who, Led, Jethro Tull, e mais uma infinidade de coisas que seria demasiado estafante de descrever agora.

8) Nestes anos que se seguiram, somente uma divisão temática poderia ser feita, não me lembro mais cronologicamente quando comecei a ouvir tal coisa e quando ela foi dotada de sentido.

9) Hoje em dia, minha trilha sonora conserva as melhores escolhas, mas também exige um esforço descomunal: ainda preciso aprender a diferença entre heavy metal, true metal, metal melódico, death metal, gótico, etc. Sem dúvida, são as escolhas da vida.

*
Este é meu post de boas-vindas!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Dia Mundial da Voz

Hoje, dia 16 de abril , foi o dia mundial da voz. Essa data passa quase despercebida pela grande maioria das pessoas, mas não deveria.

Todo mundo tem voz. A não ser aqueles que possuem alguma alteração orgânica na laringe, bem ali na região das pregas vocais. Tirando isso, todo mundo tem voz. Sim, até os deficientes auditivos (por isso é um erro terrível chamá-los de surdos-mudos).

Enfim, o que me preocupa é a pouca importância que é dada pra esse instrumento de comunicação maravilhoso que a gente tem e que só valoriza quando perde.
Eu amo a área de voz. Estudei ela nos atores de teatro e me reapaixonei. Um aglomerado de detalhes, sutilezas, mecanismos mínimos que, quase sem querer, produzem a voz...é quase poético!

Portanto, pessoas, deixo aqui algumas fotos chocantes (chocantes pra vocês, porque eu acho as imagens simplesmente lindas!) de algumas alterações muito comuns que ocorrem em pessoas também comuns, pra tentar alertar aos perigos de uma voz mal cuidada e mal utilizada ou então, os malefícios que o cigarro causa, por exemplo. Não é moralismo, é só um alerta.

Professores, cantores, atores, advogados, vendedores, ...os chamados "profissionais da voz" precisam se ligar...e dar, de uma vez por todas, a importância que a voz merece. Afinal, o que vocês são sem voz?

Cuidem do instrumento de trabalho de vocês e sejam mais felizes!
p.s. despoluam a mente. as imagens são meras fotos da LARINGE. ¬¬




Laringe normal (durante a respiração)




(RGE= Refluxo Gastroesofágico)



Edema de reinke: comum em fumantes.


Nódulos: comum em professores, crianças e pessoas que costumam gruitar muito.


quinta-feira, 5 de abril de 2007

tudo o que a gente (não) queria ouvir.

estava eu folhando uma revista relativamente antiga (out/2006) na salinha do café lá da clínica, aproveitando meu súbito momento de descanso, numa das raras vezes em que algum paciente não aparece pra sessão. eis que me deparo com algumas páginas de entrevista. o título me chama atenção: "elas sofrem demais". e a foto ao lado, de um carinha de óculos com uma cara sorridente.

resolvi, claro, dar uma "lidinha assim bem por cima" pra saber do que se tratava o assunto. nunca imaginei que ali, naquelas 3 páginas, estariam as respostas para vários dos pontos de interrogação que habitam aquela -grande- área do cérebro feminino responsável por pensar nos homens. e o melhor de tudo: o entrevistado não era uma mulher de óculos com a cara sisuda, dessas feministas americanas que não entendem nada de homem.
era...Greg Behrendt, o roteirista do sex and the city! um cara normal, como esses que a gente encontra por aí, e que foi o responsável por construir as personagens masculinas do seriado.

pois bem. o greg dá várias barbadas e acabou virando meio que um consultor sentimental. com tudo isso, ele foi esperto e escreveu 2 livros sobre o assunto: "Ele simplesmente não está a fim de você" e "Termina quando acaba". Parecem livros de auto-ajuda banais, mas depois de ler o que o cara disse, algo me diz que são muito mais que isso: são a salvação da humanidade! é o fim do chororô entre a mulherada. tá tudo muito claro, os homens são simples mesmo, a gente é que complica. depois de ler isso, só não entende quem não quer. é pra cair a ficha e parar de sofrer além da conta.

abaixo, algumas bombas:

"Enquanto a mulher fica tentando descobrir o que deu errado, o homem já está convidando outra para sair. "

" O que os homens mais temem é ver uma mulher chorando ou fazendo escândalo na sua frente. É por isso que eles muitas vezes somem (...) sem dar satisfação."

"Os homens, em geral, encontram outras maneiras de lidar com o rompimento. Isolam-se em casa, na frente da TV, desafogam as mágoas praticando esportes, ficam bêbados (...)"

"Para os homens, só existem duas possibilidade nos relacionamentos amorosos: ou estão interessados e investem ou simplesmente não estão a fim."

"Os homens querem a mesma coisa que as mulheres (...), a diferença é a ordem de prioridade nas necessidades de cada um. A maioria dos homens não gosta de conversar o tempo todo, mas adora fazer sexo a qualquer hora."

"A maior mentira que os homens dizem na hora do fora é que o problema está nele e não nela. Na verdade, tudo o que eles pensam no momento é que não agüentam mais a parceira e querem tirá-la de sua vida."

Vai agüentar o resto? A entrevista completa tu pode ler aqui.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Entrando no clima de páscoa

Não se assustem se o ninho de páscoa de vocês amanhecer vazio no próximo domingo. O coelhinho pode ter surtado depois de um longo período de depressão. Idéias não faltaram aos meigos Bunny Suicides.
*Aviso de utilidade pública: não tentem fazer isso em casa sem a supervisão de um adulto responsável.


sexta-feira, 30 de março de 2007

ela desceu lânguida pelo corpo dele.
o clima era quente.
ele se arrepiou e seguiu mentalmente o trajeto dela, de olhos fechados.

ela desceu devagar, percorrendo cada centímetro da pele dele: começou na testa, desceu pelo canto do olho e fez uma paradinha insinuante no cantinho da boca. fugiu da língua sedenta e continuou até o pescoço. seguiu fazendo seu caminho molhado até a barriga e quando chegou na virilha ele sentiu um frio na espinha. o clima era muito quente.

ela se perdeu por entre as coxas e se emaranhou nos pêlos das pernas. desceu pela canela e terminou no pé esquerdo.

já exausta, a gotinha de suor morreu no asfalto quente e borbulhou inquieta até sumir completamente.

nada se cria...

essa é velha, eu sei. mas azar.

Flaming Lips e Yusuf Islam (AKA Cat Stevens), com suas respectivas obras "Fight Test" e "Father and Son". Quem se importa se for um plágio mesmo? Melhor plagiar o Cat Stevens do que o MC Leozinho, por exemplo.
Flaming Lips rules!







quinta-feira, 29 de março de 2007

docinho

eu acho muito interessante essa coisa de imagem. não tou falando de imagem de TV, tou falando da nossa própria.

tem aquela velha história das 3 imagens:
1. o que tu é
2. como os outros te vêem
3. como tu quer ou imagina que os outros te vejam

sendo que a nº 2 possui inúmeras ramificações, dependendo do número de pessoas que te conhecem. obviamente, cada um te vê de um jeito próprio = único = individual = pessoal.

pois então. hoje DUAS PESSOAS me disseram que eu sou doce. duas pessoas diferentes, que nem se conhecem e nada têm a ver uma com a outra.

como eu sou meio fã dessas teorias alternativas, já imaginei que algum planeta do meu mapa astrológico se perdeu em alguma casa justamente hoje e fez com que essas duas pessoas notassem alguma coisa diferente em mim. ou foi simplesmente um sinal da numerologia, já que hoje eu acordei às 6:29 em vez de 6:30. tarô. deveria botar minhas cartas assim que chegasse em casa. ou usar a cromoterapia também, em busca de respostas. mas e o medo de ver coisas que a gente não tá pronta pra ver?! esse negócio de tarô é perigoso. há! só pode ser coisa do plutão que agora que foi rebaixado se rebelou contra a astrologia.

enfim, decodifiquei as frases que eu ouvi em diversos significados e nenhum deles fechou com a imagem que eu tenho de mim.

doce...putz, "doce" é um adjetivo que eu deixaria por último se eu tivesse que fazer um lista. me acho muito impulsiva pra ser doce. abobada, eu diria. é, eu até sou braba às vezes. tá, não é sempre aliás, é bem raro, mas quando eu sou eu sou.
sou mal-humorada durante boa parte da manhã, séria com gente que eu não conheço (nem que seja nos primeiros 10 minutos) e sou atrapalhada com as palavras. (eu só sei corrigir as palavras dos outros, olha que incrível!)

tá, me dizer que eu sou "legal, alegre, amiga, D+, suuuuper, massa, tri, afudê, parceira, sincera, divertida...", essas coisas que as amigas escreviam nos nossos diários, isso sim. pq. todo mundo é tudo isso. mas...doce? vocês não entendem. eu sou uma pessoa ciumenta, teimosa, preguiçosa, a favor do aborto e da pena de morte, votei NÃO no referendo do desarmamento e já atropelei um passarinho doente! eu sou cabeça-dura, falo palavrão, brigo na rua com bebuns loucos e já reagi a duas tentativas de assalto! EU MATO LAGARTIXAS!

aí eu saio do habib's com uma pulga atrás da orelha e uma abelha me seguindo.
puta merda. ATÉ A ABELHA me achou doce hoje.

quarta-feira, 28 de março de 2007

por que diabos...

...as barras dos ônibus, aquelas pra gente se segurar, são tão altas?

segunda-feira, 26 de março de 2007

confusão mental

eu tenho que cruzar a cidade de ônibus pra chegar ao trabalho, todos os dias.

isso pode ter o lado ruim, mas talvez por já ter me acostumado eu acho até legal. vou ouvindo música e nem vejo o tempo passar.

o problema é justamente esse. eu fico ouvindo música e canto mentalmente, mexendo a boca discretamente. quando alguma coisa é muito empolgante, eu me contenho e bato com os indicadores na minha pasta, bem de leve, quando na verdade eu queria explodir num air drums mesmo que eu não tenha a menor noção de como fazer isso na vida real.

quinta-feira eu tava voltando do trabalho ouvindo uma versão do The Polyphonic Spree pra Lithium, do Nirvana. altamente empolgante.
eis que estou em pé, já pra descer e um senhor resolve me pedir alguma informação. não entendi o que era, porque a música tava tri alta. quando fui emitir um "oi?" mostrando meu interesse em ajudá-lo, saiu um sonoro "yeah?!", por causa da música que eu cantava mentalmente. fiquei com aquela cara de bolacha trakinas sem saber como conduzir a situação nos segundos seguintes.

eu normalmente consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, ou até mais de uma. mas ouvir música, cantar e dar informações, vamos concordar que não é muito fácil. isso já havia quase acontecido muitas vezes antes com outras músicas, mas eu sempre consegui dar um "pause" a tempo de evitar o mico. é o mesmo medo que eu tenho de responder o "bom dia" do cobrador muito alto, em vista dos fones enfiados nas orelhas tocando algum Porcupine Tree, Rush ou Red Hot às 7 da manhã no volume 20.

bom, o véio me olhou meio brabo, achando decerto que eu tava tirando onda com a cara dele. senti o meu rosto esquentar, sorri um sorriso amarelo e, ainda bem, desci na minha parada. não contive a gargalhada, sozinha, no meio da rua.

deve ser ridículo me olhar de longe quando eu tou ouvindo música. algumas dancinhas rápidas, movimentos de cabeça e de braços coordenados não combinam muito bem com uma mocinha de tamanquinho voltando do trabalho.

quarta-feira, 21 de março de 2007

escatologias

ESTE POST CONTÉM ELEMENTOS ESCATOLÓGIOS HARD CORE. SE VOCÊ É UM LEITOR FRESCO, RECOMENDO NÃO ULTRAPASSAR A LINHA. NÃO ME RESPONSABILIZO POR EVENTUAIS ENJÔOS.

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(ok. eu avisei.)


dizem que quando a gente gosta de alguém, precisa gostar também dos defeitos dessa pessoa. eu sinceramente desconcordo (eu gosto de criar palavras. em breve aqui, a fantástica gramática da língua marianesca).

mas normalmente quando eu gosto da pessoa, eu perco todas as frescuras escatológicas, próprias da raça humana em bom estado de saúde mental (excluir enfermeiras e afins). tá, agora vocês vão pensar bobagem. vão achar que eu curto uma "chuva dourada" e não é nada isso. não tenho nenhuma simpatia por sadomasô.

primeiro, eu aprendi que uma pessoa vomitando precisa de ajuda, ainda mais quando é criança. antes, eu não podia nem ouvir aquele barulho, sabem? o "huãg" (ou hugo, pros íntimos), muito menos sentir o cheiro. mas um dia a luísa ficou doente e eu tava sozinha com ela em casa. a pequena vomitou tudo que podia e eu ali, segurando ela numa boa. e só fui me dar conta que eu tinha vencido minha nojentice horas depois do acontecido. eu ainda não desenvolvi um sentimento maternal, mas fiz um bom estágio.

depois, aprendi que muitas vezes, a gente precisa acodir alguém que grita "deeeeu mããe", mesmo que a gente não tenha filhos. e isso aconteceu inúmeras vezes com meus pacientinhos. durante os estágios, crianças que eu nem conhecia direito me ensinaram a lidar naturalmente com o fato de entrar no banheiro masculino e limpar bundas. hoje isso segue acontecendo, só mudou o banheiro. e as crianças, claro.

nota: há muito tempo, meus pais foram no supermercado
e eu fiquei sozinha com a nathália
(que hoje tem 19 anos). ela resolveu fazer cocô.
eu devia ter uns 11 e, obviamente, não quis limpar ela.
peguei a caixa da minha coleção de gibis da mônica
e larguei na frente dela no banheiro:
-ó! vai olhando isso aí até o pai e a mãe chegarem.
ela ficou, bem quietinha.

depois, eu tive namorados e coisas do tipo. nunca vi como homem vomita! é um porre e uma vomitada. com isso, aprendi também a ajudar de adultos que vomitam. ficava analisando o que saía, ainda, pra o caso do médico perguntar. nunca se sabe. e mandava pra chuveirada depois.
nessa mesma época, desenvolvi um certo apreço por limpar nariz. dos outros. sendo criança e namorado, tiro tatus numa boa. criança normalmente é meio ranhentinha por natureza, mas é só ter habilidade que aquele ranho mais durinho (o pseudo-tatu) fica bem preso embaixo da unha. só tem que cuidar pra não arranhar o septo. e tem que usar o dedo mínimo, porque elas têm uma narinazinha, né! o tatu dos adultos é um pouco diferente, mais consistente. com sorte, consigo tirar aqueles que são durinhos no começo e depois se transformam num fio de ranho... esses são o filé mignon! tirar tatus me causa um certo alívio, sabem? não sei explicar muito bem, mas me dá muito prazer. claro que eu tiro os meus próprios tatus, mas não tem muita graça.

nem vou falar sobre cravos, espinhas, bolhas, cera de ouvido e remelas. todas essas coisas são deliciosas de tirar ou estourar. mas isso é mais básico, nem pode ser considerado escatológico. é praticamente uma questão de higiene.

eu tenho meus nojos, sim. mas de coisas realmente nojentas, tipo mondongo, polvo, azeitona e lagartixas. ARGH!

sexta-feira, 16 de março de 2007

tortura

eu sempre soube que mais cedo ou mais tarde eu teria problemas de coluna.
porque eu sou toda torta, há anos. tudo começou na época do colégio e aquela maldita mania de carregar a mochila em um ombro só.

muito bem, foi assim que eu ganhei a escoliose. no começo ela era meiga, charmosinha..."ai, que gracinha! ela é tortinha!". tá. eu nunca dei bola.

aí, anos depois, quando fiz avaliação postural na academia, virei atração.

- "fulanoooo! corre aqui, olha isso! uma escoliose linda de se ver! lembra aquele trabalho da faculdade sobre isso?! bah, que horror, né?! nunca pensei que veria isso ao vivo..."

tudo bem. com os exercícios especialmente escolhidos pra mim, a minha simpática acompanhante que me deixa com o ombro direito caído tava com seus dias contados. melhorei muito, muito mesmo, quase consegui igualar os ombros. como eu não tinha dor, nunca levei isso muito a sério, mal notava a minha tortura toda.

aí, um belo dia, estava eu lá deitada no colchonete da academia, fazendo abdomináveis, digo, abdominais. eis que o meu instrutor pára do meu lado e fica olhando como se estivesse num zoológico vendo um animal raro.

- meu deus, mariana! o que é isso?!

eu parei imediatamente de fazer a série, achando que tava fazendo errado. ele continuou, meio apavorado e, atravessando o braço inteiro por baixo da minha lombar, falou:

- olha isso! mas que baita hiperlordose! tu pediu pra ser torta e entrou duas vezes na fila, hein?! pára já com tudo isso. vamos ter que rever a tua postura.

ai ai. eu já tava achando aquilo um saco. perseguição, só pode! depois da escoliose, descobriram uma hiperlordose. tudo bem, lá fui eu com mais uma lista de exercícios só pra tal da lombar. fiz um pouco e logo depois abandonei a academia temporariamente por motivo de força maior.

pois é. só que essa semana as gurias resolveram incomodar. a escoliose e a hiperlordose têm se manifestado de maneira cruel não me deixando ficar muito tempo sentada. estou a base de dorflex e bolsinhas de água quente. e elas são tão ruins comigo que já tão irradiando a dor tanto pra perna direita quanto pra nuca e cabeça.

eu precisava de uma semana num spa específico para dores nas costas, ou
um(a) massagista particular, ou
uma reeducação postural global, ou
uma consulta com o ortopedista, ou
mais uma cartelinha de dorflex.

eu só preciso conseguir terminar de escrever as minhas coisas!
deu pra entender?

terça-feira, 13 de março de 2007

a questão é:

existe vida antes da morte?*













*por luciano mattuella.