"Imagens são sempre reais, ainda que todo o conteúdo seja falso."
segunda-feira, 7 de maio de 2007
TÍTULO
______________________________________________________
Segunda, 8:30
- pai, me dá uma carona até o olímpico pra eu comprar meu ingresso de quarta?
- dou, mas não volto pra casa antes do almoço.
- putz. aí não. vou ter que pegar 2 ônibus pra voltar pra casa, na chuva. e tenho que tar em casa antes das 13h.
- ah, minha filha...esse é o ônus de ser gremista...se tu fosse colorada, neste momento tu podia estar de férias e ficar dormindo até mais tarde.
*
Domingo, 19h
-mãe, tu viu que o Enéas morreu?
- putz. se ele fosse presidente teríamos feriado amanhã.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Da série: coisas que eu gostaria de ter inventado.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu, sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. (...)
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu, sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. (...)
(Mário Prata)
Como não sou a autora, me contento com uma colaboração. Permita-me, Mario Prata:
Ciúme é o cão de guarda brabo e egoísta que a gente coloca na porta de entrada do amor. Tem quem coloque um pincher, tem quem coloque um pitbull.
sábado, 28 de abril de 2007
Ah, l'hiver!
Gente, o inverno tá quase chegando, e esses dias frios que tem feitos são tão gostosos, não? Tudo bem, sei que o frio não é uma unanimidade, mas é que tem tanta coisa boa conexa que até rendeu este post!
1) Edredon. Tem coisa mais gostosa que um edredon? Confesso, ainda, que sou mais fã de cobertores peludões e pesados(sem nenhum trocadilho), mas é que minha rinite não permite. Eu sou uma fresca e invento as maiores desculpas para puxar meu edredon do roupeiro, inclusive, dormir com o ventilador ligado bem em cima de mim, só para ter o prazer de sentir... frio! Quando eu for uma pequena burguesa, terei um edredon de penas de ganso, para curtir ainda mais o friozinho.
2) Vinho tinto. Não é a toa que era considerada a bebida dos deuses. Vinho tinto não tem palavras. E, por isso, nem vou tentar escrever. Eu já comecei a temporada 2007 e você?
3) Comer. Comer no inverno (no caso, nestes dias frios) dá outro sabor aos alimentos. Tu pode se deliciar com um simples prato de feijão com arroz sem transpirar dois litros de água. Fora as comidas típicas da estação: fondue (divino), bergamota (no sol, fedendo, delícia), pinhão (na frente da lareira)...
Bem, acho que poderia enumerar mais uma série de coisas que ganham outro sabor no frio, mas somente estas foram suficientes para desejar que a temperatura caia mais uns 10 graus, não?
1) Edredon. Tem coisa mais gostosa que um edredon? Confesso, ainda, que sou mais fã de cobertores peludões e pesados(sem nenhum trocadilho), mas é que minha rinite não permite. Eu sou uma fresca e invento as maiores desculpas para puxar meu edredon do roupeiro, inclusive, dormir com o ventilador ligado bem em cima de mim, só para ter o prazer de sentir... frio! Quando eu for uma pequena burguesa, terei um edredon de penas de ganso, para curtir ainda mais o friozinho.
2) Vinho tinto. Não é a toa que era considerada a bebida dos deuses. Vinho tinto não tem palavras. E, por isso, nem vou tentar escrever. Eu já comecei a temporada 2007 e você?
3) Comer. Comer no inverno (no caso, nestes dias frios) dá outro sabor aos alimentos. Tu pode se deliciar com um simples prato de feijão com arroz sem transpirar dois litros de água. Fora as comidas típicas da estação: fondue (divino), bergamota (no sol, fedendo, delícia), pinhão (na frente da lareira)...
Bem, acho que poderia enumerar mais uma série de coisas que ganham outro sabor no frio, mas somente estas foram suficientes para desejar que a temperatura caia mais uns 10 graus, não?
quarta-feira, 25 de abril de 2007
GRAMÁTICA MARIANESCA DE FALA BRASILEIRA
(sim. é FALA e não língua. língua é exclusivamente o músculo que a gente tem na boca. poderia ser "expressão brasileira" também, tenho que pensar mais sobre isso).
eu sempre adorei português. sou chata com quem escreve errado o que não quer dizer que eu não erre. mas eu tenho um dicionário e uma gramática sempre à mão e me esforço pra me corrigir. sempre pensei muito sobre a nossa "língua" e nunca me conformei com algumas coisas.
existem umas regras bem inúteis na gramática de língua portuguesa. aliás, a começar pelo nome.
defendo ferrenhamente uma mudança de nome. nós não falamos português. falamos brasileiro. o brasileiro é uma língua que tem origem na língua portuguesa, mas é outra coisa, bem diferente.
(assim como eu acho que nos outros países da américa latina não se fala espanhol e sim uruguaio, argentino, paraguaio, etc. espanhol se fala na espanha. e deu. mas não vem ao caso.)
se um dia algum desses pensadores lingüistas grandões me ligasse pedindo pra que eu reformulasse a nossa gramática, seria muito afudê. FAZERIA com prazer. tem muitas exceções e peculiaridades bobas que já deviam ter sido aposentadas.
abaixo, seguem algumas das minhas sugestões:
1. o fim do H no início de palavras: homem, hospital, helicóptero, história...meu deus, pra quê confundir?! não tem som nenhum! é absolutamente inútil. tudo isso viraria: omem, ospital, elicóptero, istória.
pronto.
2. redução do número de prefixos de negação. tem muitos e tudo muito confuso. Por exemplo, o "A" é usado como negação (ex. acéfalo - sem cérebro) mas também como afirmação (assalariado - com salário). além do "a" como negação, tem o "DES" (ex. desleal), e o "IN" (ex. incapaz).
é pra dar um nó. não seriam consideradas erradas palavras como: "inconfortável", por exemplo.
3. chegar a um consenso sobre definições do tipo:
"bebedor" e "corredor": se o "bebedor" é quem bebe, "corredor" é quem corre e "bebedouro" é o LUGAR de onde se bebe, teríamos uma nova palavra: CORREDOURO. o que continuaria errado, pois geralmente nos corredouros não poderíamos correr. ("não corram nos corredouros, crianças!!!"). sendo assim, os corredouros, deveriam se chamar: CAMINHADOUROS OU ANDADOUROS.
4. chegar a um consenso sobre a correspondência entre fonema (som) e grafema (letra). chega de confusão "é com S, com C ou com Z?". Tem som de Z, é com Z. Tem som de S é com S. O C só vai ser usado com som de K. Afinal, esse é o primeiro sinal de que a criança está alfabetizada, ou seja: ela sabe que cada letra tem um som.
Seriam corretas palavras como "caza, sirco, ezemplo". além disso, o cedilha cairia fora. no lugar dele, usaríamos S. "corasão, casino, asunto". sem essa regra besta: "S entre duas vogais tem som de z. mas se escreve com S." Pô, se tem som de z, escreve com z. chega de confundir.
o mesmo com G e J. se tem som de J, é com J: "jelo, jirafa". o G só seria usado como plosivo (como o C): "gato, garfo".
5. o fim do ponto e vírgula. coisa mais inútil não existe. ou é ponto, ou é vírgula.
6. extinção do "vós" como segunda pessoa do plural.
7. pela banalização do "tu". é "tu vai" mesmo, não "tu vais". muita frescura.
sem falar no "tu visse". é o fim.
8. consenso sobre o som do X. por que enXaqueca é com X e enCHente é com CH?! Além disso o X ainda tem som de CS (ex. táxi. tinha que ser "tácsi"). chega de exceções! (olha a dificuldade pra escrever "exceção"! tinha que ser "essessão").
9. abrasileiramento (ou seria abrasileirização?) de palavras estrangeiras: méqui dônaldis, márquetin, sófitiuér, hardiuér, uíndous, sáiti, frízer, etc.
10. regra única para formação de palavras. derivação rules!
exemplo: porque "sugerimento" tá errado mas "recrutamento" não? ambos derivam de verbos, oras! LIBERA GERAL! recrutamento, recrutação, sugerimento, sugestão, filtramento, filtração....vale tudo!
11. letra maiúscula é opcional. e essa regra eu já adoto há anos.
12. regra básica: conseguiu entender? então não complica. comunicação é tudo, gramática é só uma parte.
(...e olha que eu nem falei da conjugação verbal.)
eu sempre adorei português. sou chata com quem escreve errado o que não quer dizer que eu não erre. mas eu tenho um dicionário e uma gramática sempre à mão e me esforço pra me corrigir. sempre pensei muito sobre a nossa "língua" e nunca me conformei com algumas coisas.
existem umas regras bem inúteis na gramática de língua portuguesa. aliás, a começar pelo nome.
defendo ferrenhamente uma mudança de nome. nós não falamos português. falamos brasileiro. o brasileiro é uma língua que tem origem na língua portuguesa, mas é outra coisa, bem diferente.
(assim como eu acho que nos outros países da américa latina não se fala espanhol e sim uruguaio, argentino, paraguaio, etc. espanhol se fala na espanha. e deu. mas não vem ao caso.)
se um dia algum desses pensadores lingüistas grandões me ligasse pedindo pra que eu reformulasse a nossa gramática, seria muito afudê. FAZERIA com prazer. tem muitas exceções e peculiaridades bobas que já deviam ter sido aposentadas.
abaixo, seguem algumas das minhas sugestões:
1. o fim do H no início de palavras: homem, hospital, helicóptero, história...meu deus, pra quê confundir?! não tem som nenhum! é absolutamente inútil. tudo isso viraria: omem, ospital, elicóptero, istória.
pronto.
2. redução do número de prefixos de negação. tem muitos e tudo muito confuso. Por exemplo, o "A" é usado como negação (ex. acéfalo - sem cérebro) mas também como afirmação (assalariado - com salário). além do "a" como negação, tem o "DES" (ex. desleal), e o "IN" (ex. incapaz).
é pra dar um nó. não seriam consideradas erradas palavras como: "inconfortável", por exemplo.
3. chegar a um consenso sobre definições do tipo:
"bebedor" e "corredor": se o "bebedor" é quem bebe, "corredor" é quem corre e "bebedouro" é o LUGAR de onde se bebe, teríamos uma nova palavra: CORREDOURO. o que continuaria errado, pois geralmente nos corredouros não poderíamos correr. ("não corram nos corredouros, crianças!!!"). sendo assim, os corredouros, deveriam se chamar: CAMINHADOUROS OU ANDADOUROS.
4. chegar a um consenso sobre a correspondência entre fonema (som) e grafema (letra). chega de confusão "é com S, com C ou com Z?". Tem som de Z, é com Z. Tem som de S é com S. O C só vai ser usado com som de K. Afinal, esse é o primeiro sinal de que a criança está alfabetizada, ou seja: ela sabe que cada letra tem um som.
Seriam corretas palavras como "caza, sirco, ezemplo". além disso, o cedilha cairia fora. no lugar dele, usaríamos S. "corasão, casino, asunto". sem essa regra besta: "S entre duas vogais tem som de z. mas se escreve com S." Pô, se tem som de z, escreve com z. chega de confundir.
o mesmo com G e J. se tem som de J, é com J: "jelo, jirafa". o G só seria usado como plosivo (como o C): "gato, garfo".
5. o fim do ponto e vírgula. coisa mais inútil não existe. ou é ponto, ou é vírgula.
6. extinção do "vós" como segunda pessoa do plural.
7. pela banalização do "tu". é "tu vai" mesmo, não "tu vais". muita frescura.
sem falar no "tu visse". é o fim.
8. consenso sobre o som do X. por que enXaqueca é com X e enCHente é com CH?! Além disso o X ainda tem som de CS (ex. táxi. tinha que ser "tácsi"). chega de exceções! (olha a dificuldade pra escrever "exceção"! tinha que ser "essessão").
9. abrasileiramento (ou seria abrasileirização?) de palavras estrangeiras: méqui dônaldis, márquetin, sófitiuér, hardiuér, uíndous, sáiti, frízer, etc.
10. regra única para formação de palavras. derivação rules!
exemplo: porque "sugerimento" tá errado mas "recrutamento" não? ambos derivam de verbos, oras! LIBERA GERAL! recrutamento, recrutação, sugerimento, sugestão, filtramento, filtração....vale tudo!
11. letra maiúscula é opcional. e essa regra eu já adoto há anos.
12. regra básica: conseguiu entender? então não complica. comunicação é tudo, gramática é só uma parte.
(...e olha que eu nem falei da conjugação verbal.)
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Ventos da liberdade
Para quem já havia se emocionado com o curta no conjunto de curtas "September 11", mas, principalmente, para os amantes da liberdade: The Wind that Shakes the Barley, Ken Loach.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Indiferença
I will light the match this morning
so I won't be alone
watch as she lies silent
for soon that will be gone
oh, i will stand arms outstretched
pretend i'm free to roam
oh, i will make my way through
one more day in hell
Ela acabara de sair de uma aula de Metafísica (aristotélica). Uma nova graduação após sua formatura e final de sua pós-graduação. Aquelas últimas horas haviam sido magníficas e o ar de satisfação era visível em seu rosto. Poucas são as pessoas que apreciam tão perdidamente uma aula de Metafísica, mas para ela aquilo significava muito e o resultado era o êxtase após duas horas de Aristóteles. Foi para a casa do namorado.
How much difference does it make?
how much difference does it make?
Adentrou o ambiente como um raio de luz inconseqüente. Observou o ser na sala, sentado, lendo uma revista. Sentou no sofá em frente e esperou uma reação a sua presença. "Oi" foi uma resposta arrancada quase à força da criatura que respirava o mesmo ar que ela. "Tudo bem?" foi quase um estupro ao silêncio sepucral que se impôs. Foi uma pena a tentativa de contar como havia sido sua primeira aula no curso de Filosofia: a matéria na revista da década de 1980 era tão ou mais importante que não desviou a atenção nem o olhar do seu leitor. Ao ser indagado sobre a atenção que não recebera, a resposta recebida foi: "Quem sabe tu esperas eu terminar de ler pra vir me falar essas coisinhas?"
I will hold the candle
until it burns up my arm
oh, i'll keep taking punches
until their will grows tired
oh, i will stare the sun down
until my eyes go blind
hey, i won't change direction
and i won't change my mind
Levantou-se, não demonstrou nenhuma reação na frente do pseudo-interlocutor e dirigiu-se ao banheiro. Lá, naquela solidão confortante, pode chorar a vontade. Chorou por si, pela frustração da decisão tomada meses antes, chorou pela humanidade, chorou pelas mulheres e pelas mães, chorou pelo mundo machista e pela falta de atenção. Chorou sobre seus problemas. No entanto, minutos após, recompôs-se. Lavou o rosto e enxugou as lágrimas. Algo tornara-a diferente em cinco minutos de lamúrias e ela precisou agir: soube que, dali em diante, não precisaria, nunca mais, de um interlocutor como aquele (e especialmente aqueles) e, melhor ainda, que poderia ficar feliz por conta própria sobre suas decisões e realizações, sem precisar do aval de ninguém.
How much difference does it make?
how much difference does it make?
Saiu do banheiro, olhou para aquele ser sentado na mesma posição no sofá, lendo, provavelmente, o mesmo parágrafo pela enésima vez, e sentiu pena de si mesma. Quanto tempo, quanto tempo demorou. E o que cinco minutos me mostraram... "Eu vou terminar este relacionamento, não aqui, nem agora, mas vou", pensou. Claro, não pode deixar de pensar: "o que vão pensar de mim: terminei um relacionamento por causa de uma revista ou de uma aula de metafísica". Porém, logo este pensamento se desfez. Ora, era muito claro: primeiro, não devia satisfações a ninguém; segundo, ela estava perdendo algo que não pdoeria perder; por fim, ela sabia que se tratava de indiferença. Pura e simples indiferença, que era evidente em outras milhares de situações, mas que somente naquele momento fizeram sentido.
I'll swallow poison
until i grow immune
i will scream my lungs out
till it fills this room
A maioria dos seres humanos aprende que o contrário de "amor" é "ódio". Isto pode estar correto quando falamos de antônimos na Língua Portuguesa, mas quando se trata de relações humanas, a coisa é bem diferente. O contrário de "amor", sem dúvida, é "indeferença". É o não se importar, é o não valorizar, é o não estar junto à pessoa "amada".
How much difference…
how much difference…
how much difference does it make?
how much difference does it make?
Poucos dias depois, ela voltou ao mesmo local. Sua presença não fazia diferença naquele ambiente. Respirou fundo e resolveu ser feliz.
(Indifference, Pearl Jam)
so I won't be alone
watch as she lies silent
for soon that will be gone
oh, i will stand arms outstretched
pretend i'm free to roam
oh, i will make my way through
one more day in hell
Ela acabara de sair de uma aula de Metafísica (aristotélica). Uma nova graduação após sua formatura e final de sua pós-graduação. Aquelas últimas horas haviam sido magníficas e o ar de satisfação era visível em seu rosto. Poucas são as pessoas que apreciam tão perdidamente uma aula de Metafísica, mas para ela aquilo significava muito e o resultado era o êxtase após duas horas de Aristóteles. Foi para a casa do namorado.
How much difference does it make?
how much difference does it make?
Adentrou o ambiente como um raio de luz inconseqüente. Observou o ser na sala, sentado, lendo uma revista. Sentou no sofá em frente e esperou uma reação a sua presença. "Oi" foi uma resposta arrancada quase à força da criatura que respirava o mesmo ar que ela. "Tudo bem?" foi quase um estupro ao silêncio sepucral que se impôs. Foi uma pena a tentativa de contar como havia sido sua primeira aula no curso de Filosofia: a matéria na revista da década de 1980 era tão ou mais importante que não desviou a atenção nem o olhar do seu leitor. Ao ser indagado sobre a atenção que não recebera, a resposta recebida foi: "Quem sabe tu esperas eu terminar de ler pra vir me falar essas coisinhas?"
I will hold the candle
until it burns up my arm
oh, i'll keep taking punches
until their will grows tired
oh, i will stare the sun down
until my eyes go blind
hey, i won't change direction
and i won't change my mind
Levantou-se, não demonstrou nenhuma reação na frente do pseudo-interlocutor e dirigiu-se ao banheiro. Lá, naquela solidão confortante, pode chorar a vontade. Chorou por si, pela frustração da decisão tomada meses antes, chorou pela humanidade, chorou pelas mulheres e pelas mães, chorou pelo mundo machista e pela falta de atenção. Chorou sobre seus problemas. No entanto, minutos após, recompôs-se. Lavou o rosto e enxugou as lágrimas. Algo tornara-a diferente em cinco minutos de lamúrias e ela precisou agir: soube que, dali em diante, não precisaria, nunca mais, de um interlocutor como aquele (e especialmente aqueles) e, melhor ainda, que poderia ficar feliz por conta própria sobre suas decisões e realizações, sem precisar do aval de ninguém.
How much difference does it make?
how much difference does it make?
Saiu do banheiro, olhou para aquele ser sentado na mesma posição no sofá, lendo, provavelmente, o mesmo parágrafo pela enésima vez, e sentiu pena de si mesma. Quanto tempo, quanto tempo demorou. E o que cinco minutos me mostraram... "Eu vou terminar este relacionamento, não aqui, nem agora, mas vou", pensou. Claro, não pode deixar de pensar: "o que vão pensar de mim: terminei um relacionamento por causa de uma revista ou de uma aula de metafísica". Porém, logo este pensamento se desfez. Ora, era muito claro: primeiro, não devia satisfações a ninguém; segundo, ela estava perdendo algo que não pdoeria perder; por fim, ela sabia que se tratava de indiferença. Pura e simples indiferença, que era evidente em outras milhares de situações, mas que somente naquele momento fizeram sentido.
I'll swallow poison
until i grow immune
i will scream my lungs out
till it fills this room
A maioria dos seres humanos aprende que o contrário de "amor" é "ódio". Isto pode estar correto quando falamos de antônimos na Língua Portuguesa, mas quando se trata de relações humanas, a coisa é bem diferente. O contrário de "amor", sem dúvida, é "indeferença". É o não se importar, é o não valorizar, é o não estar junto à pessoa "amada".
How much difference…
how much difference…
how much difference does it make?
how much difference does it make?
Poucos dias depois, ela voltou ao mesmo local. Sua presença não fazia diferença naquele ambiente. Respirou fundo e resolveu ser feliz.
(Indifference, Pearl Jam)
terça-feira, 17 de abril de 2007
Se eu me chamasse Rob Gordon, fosse dono de uma loja de discos de vinil à beira da falência, não tivesse sorte no amor e, ao mesmo tempo, fosse uma enciclopédia ambulante de música, o título deste post seria High Fidelity. O título permanece, mas traz a trilha sonora da minha vida. Muito mais que as músicas que embalaram os relacionamentos, mas aquelas que marcaram as escolhas e o que defini como prioridades para minha vida.
1) Comecemos pelo começo. Não faço a mínima noção do que meus pais ouviam quando eu nasci, nem nos meus primeiros anos de vida. As lembranças mais remotas dos grandes concertos da minha tenra infância remetem ao show dos Menudos e da chegada do papai noel com a Xuxa. Além disso, tinha os bolachões lá em casa, mas que não variavam muito de qualidade: Balão Mágico, Polegar, Dominó, Xuxa e Menudos (de novo). Quando passei a ter um pouco de vergonha na cara, aos quatro anos, meu gosto refinou-se e parti para uma devoção sem precedentes ao RPM. O LP "Rádio Pirata ao vivo" era o mais tocado embalava minhas coreografias de ballet e jazz.
2) Depois, lembro no finalzinho da década de 1980 e início dos anos 1990, curtir do rádio todos aqueles que, somente muito tempo depois, descobririam que foram os mestres daqueles anos: New Order, Pet Shop Boys, Erasure, Rome, ... Ah, e é claro: tinha o "Viva a noite", no SBT, que trazia todos os sábados aquela coisa absurda (mas maravilhosa) chamada Lokomia.
3) Em 1995, lembro-me de ter comprado meu primeiro CD. Era uma coletânea que embalava as reuniões dançantes que tanto me frustravam (sim, pelo resultado amoroso, pelo que mais poderia ser?) Acho que o nome era "Top Surprise". e tinha músicas como "Oh Carol" (não, não é um culto personalístico) e "Guantanamera" em uma versão ultra-super-mega remixada (ridícula). Mas era o meu cd. Antes disso, já aprendera que cd não se rebobinava através da trilha sonora de "Don Juan de Marco" da minha mãe.
4) Aos poucos, comecei a adquirir um pouco mais de tino musical, mas não sem ter dado umas escorregadas. Em 1996, mesmo odiando pagode, eu cantava até a morte "Lua vai" (nem sei se este é o nome da música). Tinha um porquê. Era a oitava série, colegas se despedindo, clima de turma, amores platônicos, etc. Tempo legal aquele, quando recém estávamos descobrindo o Cord (!!!) e o rodízio de pizzas.
5) A primeira balada de amor foi "Santeria", Sublime.Durante todo o primeiro ano do Ensino Médio alimentei um amor que somente daria certo na minha cabeça ao som desta trilha sonora. Com certeza o romance não deu certo, também, pela péssima escolha musical.
6) Final do Ensino Médio. Este item poderia ser um tópico inteiro. Teve "Mano Chao" em Búzios (inesquecível), o cd "Animals" durante os exercícios de matemática. A descoberta do "The wall". As sessões de "Abbey Road" até a décima vez consecutiva. O som do Galpão. Um dos melhores anos da minha vida. Pena que tinha que terminar.
7) Quando entrei na faculdade em 2000, era uma época em que eu praticamente só ouvia Pink Floyd, Beatles e Raul Seixas. Depois de passar por um vestibular no qual não havia sido aprovada para o curso que eu queria (Publicidade) e ter recebido uma segunda chance no curso de História (ainda bem!!! - consideração de hoje), a música que não saía de minha cabeça era "Ouro de Tolo", do Raulzito. O versos
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
faziam todo o sentido pra mim. Aos poucos, eu fui me familiarizando com outros clássicos, aí foi impossível deixar de ouvir The Who, Led, Jethro Tull, e mais uma infinidade de coisas que seria demasiado estafante de descrever agora.
8) Nestes anos que se seguiram, somente uma divisão temática poderia ser feita, não me lembro mais cronologicamente quando comecei a ouvir tal coisa e quando ela foi dotada de sentido.
9) Hoje em dia, minha trilha sonora conserva as melhores escolhas, mas também exige um esforço descomunal: ainda preciso aprender a diferença entre heavy metal, true metal, metal melódico, death metal, gótico, etc. Sem dúvida, são as escolhas da vida.
*
Este é meu post de boas-vindas!
1) Comecemos pelo começo. Não faço a mínima noção do que meus pais ouviam quando eu nasci, nem nos meus primeiros anos de vida. As lembranças mais remotas dos grandes concertos da minha tenra infância remetem ao show dos Menudos e da chegada do papai noel com a Xuxa. Além disso, tinha os bolachões lá em casa, mas que não variavam muito de qualidade: Balão Mágico, Polegar, Dominó, Xuxa e Menudos (de novo). Quando passei a ter um pouco de vergonha na cara, aos quatro anos, meu gosto refinou-se e parti para uma devoção sem precedentes ao RPM. O LP "Rádio Pirata ao vivo" era o mais tocado embalava minhas coreografias de ballet e jazz.
2) Depois, lembro no finalzinho da década de 1980 e início dos anos 1990, curtir do rádio todos aqueles que, somente muito tempo depois, descobririam que foram os mestres daqueles anos: New Order, Pet Shop Boys, Erasure, Rome, ... Ah, e é claro: tinha o "Viva a noite", no SBT, que trazia todos os sábados aquela coisa absurda (mas maravilhosa) chamada Lokomia.
3) Em 1995, lembro-me de ter comprado meu primeiro CD. Era uma coletânea que embalava as reuniões dançantes que tanto me frustravam (sim, pelo resultado amoroso, pelo que mais poderia ser?) Acho que o nome era "Top Surprise". e tinha músicas como "Oh Carol" (não, não é um culto personalístico) e "Guantanamera" em uma versão ultra-super-mega remixada (ridícula). Mas era o meu cd. Antes disso, já aprendera que cd não se rebobinava através da trilha sonora de "Don Juan de Marco" da minha mãe.
4) Aos poucos, comecei a adquirir um pouco mais de tino musical, mas não sem ter dado umas escorregadas. Em 1996, mesmo odiando pagode, eu cantava até a morte "Lua vai" (nem sei se este é o nome da música). Tinha um porquê. Era a oitava série, colegas se despedindo, clima de turma, amores platônicos, etc. Tempo legal aquele, quando recém estávamos descobrindo o Cord (!!!) e o rodízio de pizzas.
5) A primeira balada de amor foi "Santeria", Sublime.Durante todo o primeiro ano do Ensino Médio alimentei um amor que somente daria certo na minha cabeça ao som desta trilha sonora. Com certeza o romance não deu certo, também, pela péssima escolha musical.
6) Final do Ensino Médio. Este item poderia ser um tópico inteiro. Teve "Mano Chao" em Búzios (inesquecível), o cd "Animals" durante os exercícios de matemática. A descoberta do "The wall". As sessões de "Abbey Road" até a décima vez consecutiva. O som do Galpão. Um dos melhores anos da minha vida. Pena que tinha que terminar.
7) Quando entrei na faculdade em 2000, era uma época em que eu praticamente só ouvia Pink Floyd, Beatles e Raul Seixas. Depois de passar por um vestibular no qual não havia sido aprovada para o curso que eu queria (Publicidade) e ter recebido uma segunda chance no curso de História (ainda bem!!! - consideração de hoje), a música que não saía de minha cabeça era "Ouro de Tolo", do Raulzito. O versos
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
faziam todo o sentido pra mim. Aos poucos, eu fui me familiarizando com outros clássicos, aí foi impossível deixar de ouvir The Who, Led, Jethro Tull, e mais uma infinidade de coisas que seria demasiado estafante de descrever agora.
8) Nestes anos que se seguiram, somente uma divisão temática poderia ser feita, não me lembro mais cronologicamente quando comecei a ouvir tal coisa e quando ela foi dotada de sentido.
9) Hoje em dia, minha trilha sonora conserva as melhores escolhas, mas também exige um esforço descomunal: ainda preciso aprender a diferença entre heavy metal, true metal, metal melódico, death metal, gótico, etc. Sem dúvida, são as escolhas da vida.
*
Este é meu post de boas-vindas!
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Dia Mundial da Voz
Hoje, dia 16 de abril , foi o dia mundial da voz. Essa data passa quase despercebida pela grande maioria das pessoas, mas não deveria.
Todo mundo tem voz. A não ser aqueles que possuem alguma alteração orgânica na laringe, bem ali na região das pregas vocais. Tirando isso, todo mundo tem voz. Sim, até os deficientes auditivos (por isso é um erro terrível chamá-los de surdos-mudos).
Enfim, o que me preocupa é a pouca importância que é dada pra esse instrumento de comunicação maravilhoso que a gente tem e que só valoriza quando perde.
Eu amo a área de voz. Estudei ela nos atores de teatro e me reapaixonei. Um aglomerado de detalhes, sutilezas, mecanismos mínimos que, quase sem querer, produzem a voz...é quase poético!
Portanto, pessoas, deixo aqui algumas fotos chocantes (chocantes pra vocês, porque eu acho as imagens simplesmente lindas!) de algumas alterações muito comuns que ocorrem em pessoas também comuns, pra tentar alertar aos perigos de uma voz mal cuidada e mal utilizada ou então, os malefícios que o cigarro causa, por exemplo. Não é moralismo, é só um alerta.
Professores, cantores, atores, advogados, vendedores, ...os chamados "profissionais da voz" precisam se ligar...e dar, de uma vez por todas, a importância que a voz merece. Afinal, o que vocês são sem voz?
Cuidem do instrumento de trabalho de vocês e sejam mais felizes!
p.s. despoluam a mente. as imagens são meras fotos da LARINGE. ¬¬

quinta-feira, 5 de abril de 2007
tudo o que a gente (não) queria ouvir.
estava eu folhando uma revista relativamente antiga (out/2006) na salinha do café lá da clínica, aproveitando meu súbito momento de descanso, numa das raras vezes em que algum paciente não aparece pra sessão. eis que me deparo com algumas páginas de entrevista. o título me chama atenção: "elas sofrem demais". e a foto ao lado, de um carinha de óculos com uma cara sorridente.
resolvi, claro, dar uma "lidinha assim bem por cima" pra saber do que se tratava o assunto. nunca imaginei que ali, naquelas 3 páginas, estariam as respostas para vários dos pontos de interrogação que habitam aquela -grande- área do cérebro feminino responsável por pensar nos homens. e o melhor de tudo: o entrevistado não era uma mulher de óculos com a cara sisuda, dessas feministas americanas que não entendem nada de homem.
era...Greg Behrendt, o roteirista do sex and the city! um cara normal, como esses que a gente encontra por aí, e que foi o responsável por construir as personagens masculinas do seriado.
pois bem. o greg dá várias barbadas e acabou virando meio que um consultor sentimental. com tudo isso, ele foi esperto e escreveu 2 livros sobre o assunto: "Ele simplesmente não está a fim de você" e "Termina quando acaba". Parecem livros de auto-ajuda banais, mas depois de ler o que o cara disse, algo me diz que são muito mais que isso: são a salvação da humanidade! é o fim do chororô entre a mulherada. tá tudo muito claro, os homens são simples mesmo, a gente é que complica. depois de ler isso, só não entende quem não quer. é pra cair a ficha e parar de sofrer além da conta.
abaixo, algumas bombas:
"Enquanto a mulher fica tentando descobrir o que deu errado, o homem já está convidando outra para sair. "
" O que os homens mais temem é ver uma mulher chorando ou fazendo escândalo na sua frente. É por isso que eles muitas vezes somem (...) sem dar satisfação."
"Os homens, em geral, encontram outras maneiras de lidar com o rompimento. Isolam-se em casa, na frente da TV, desafogam as mágoas praticando esportes, ficam bêbados (...)"
"Para os homens, só existem duas possibilidade nos relacionamentos amorosos: ou estão interessados e investem ou simplesmente não estão a fim."
"Os homens querem a mesma coisa que as mulheres (...), a diferença é a ordem de prioridade nas necessidades de cada um. A maioria dos homens não gosta de conversar o tempo todo, mas adora fazer sexo a qualquer hora."
"A maior mentira que os homens dizem na hora do fora é que o problema está nele e não nela. Na verdade, tudo o que eles pensam no momento é que não agüentam mais a parceira e querem tirá-la de sua vida."
Vai agüentar o resto? A entrevista completa tu pode ler aqui.
resolvi, claro, dar uma "lidinha assim bem por cima" pra saber do que se tratava o assunto. nunca imaginei que ali, naquelas 3 páginas, estariam as respostas para vários dos pontos de interrogação que habitam aquela -grande- área do cérebro feminino responsável por pensar nos homens. e o melhor de tudo: o entrevistado não era uma mulher de óculos com a cara sisuda, dessas feministas americanas que não entendem nada de homem.
era...Greg Behrendt, o roteirista do sex and the city! um cara normal, como esses que a gente encontra por aí, e que foi o responsável por construir as personagens masculinas do seriado.
pois bem. o greg dá várias barbadas e acabou virando meio que um consultor sentimental. com tudo isso, ele foi esperto e escreveu 2 livros sobre o assunto: "Ele simplesmente não está a fim de você" e "Termina quando acaba". Parecem livros de auto-ajuda banais, mas depois de ler o que o cara disse, algo me diz que são muito mais que isso: são a salvação da humanidade! é o fim do chororô entre a mulherada. tá tudo muito claro, os homens são simples mesmo, a gente é que complica. depois de ler isso, só não entende quem não quer. é pra cair a ficha e parar de sofrer além da conta.
abaixo, algumas bombas:
"Enquanto a mulher fica tentando descobrir o que deu errado, o homem já está convidando outra para sair. "
" O que os homens mais temem é ver uma mulher chorando ou fazendo escândalo na sua frente. É por isso que eles muitas vezes somem (...) sem dar satisfação."
"Os homens, em geral, encontram outras maneiras de lidar com o rompimento. Isolam-se em casa, na frente da TV, desafogam as mágoas praticando esportes, ficam bêbados (...)"
"Para os homens, só existem duas possibilidade nos relacionamentos amorosos: ou estão interessados e investem ou simplesmente não estão a fim."
"Os homens querem a mesma coisa que as mulheres (...), a diferença é a ordem de prioridade nas necessidades de cada um. A maioria dos homens não gosta de conversar o tempo todo, mas adora fazer sexo a qualquer hora."
"A maior mentira que os homens dizem na hora do fora é que o problema está nele e não nela. Na verdade, tudo o que eles pensam no momento é que não agüentam mais a parceira e querem tirá-la de sua vida."
Vai agüentar o resto? A entrevista completa tu pode ler aqui.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Entrando no clima de páscoa
Não se assustem se o ninho de páscoa de vocês amanhecer vazio no próximo domingo. O coelhinho pode ter surtado depois de um longo período de depressão. Idéias não faltaram aos meigos Bunny Suicides.
*Aviso de utilidade pública: não tentem fazer isso em casa sem a supervisão de um adulto responsável.
sexta-feira, 30 de março de 2007
ela desceu lânguida pelo corpo dele.
o clima era quente.
ele se arrepiou e seguiu mentalmente o trajeto dela, de olhos fechados.
ela desceu devagar, percorrendo cada centímetro da pele dele: começou na testa, desceu pelo canto do olho e fez uma paradinha insinuante no cantinho da boca. fugiu da língua sedenta e continuou até o pescoço. seguiu fazendo seu caminho molhado até a barriga e quando chegou na virilha ele sentiu um frio na espinha. o clima era muito quente.
ela se perdeu por entre as coxas e se emaranhou nos pêlos das pernas. desceu pela canela e terminou no pé esquerdo.
já exausta, a gotinha de suor morreu no asfalto quente e borbulhou inquieta até sumir completamente.
o clima era quente.
ele se arrepiou e seguiu mentalmente o trajeto dela, de olhos fechados.
ela desceu devagar, percorrendo cada centímetro da pele dele: começou na testa, desceu pelo canto do olho e fez uma paradinha insinuante no cantinho da boca. fugiu da língua sedenta e continuou até o pescoço. seguiu fazendo seu caminho molhado até a barriga e quando chegou na virilha ele sentiu um frio na espinha. o clima era muito quente.
ela se perdeu por entre as coxas e se emaranhou nos pêlos das pernas. desceu pela canela e terminou no pé esquerdo.
já exausta, a gotinha de suor morreu no asfalto quente e borbulhou inquieta até sumir completamente.
nada se cria...
essa é velha, eu sei. mas azar.
Flaming Lips e Yusuf Islam (AKA Cat Stevens), com suas respectivas obras "Fight Test" e "Father and Son". Quem se importa se for um plágio mesmo? Melhor plagiar o Cat Stevens do que o MC Leozinho, por exemplo.
Flaming Lips rules!
Flaming Lips e Yusuf Islam (AKA Cat Stevens), com suas respectivas obras "Fight Test" e "Father and Son". Quem se importa se for um plágio mesmo? Melhor plagiar o Cat Stevens do que o MC Leozinho, por exemplo.
Flaming Lips rules!
quinta-feira, 29 de março de 2007
docinho
eu acho muito interessante essa coisa de imagem. não tou falando de imagem de TV, tou falando da nossa própria.
tem aquela velha história das 3 imagens:
1. o que tu é
2. como os outros te vêem
3. como tu quer ou imagina que os outros te vejam
sendo que a nº 2 possui inúmeras ramificações, dependendo do número de pessoas que te conhecem. obviamente, cada um te vê de um jeito próprio = único = individual = pessoal.
pois então. hoje DUAS PESSOAS me disseram que eu sou doce. duas pessoas diferentes, que nem se conhecem e nada têm a ver uma com a outra.
como eu sou meio fã dessas teorias alternativas, já imaginei que algum planeta do meu mapa astrológico se perdeu em alguma casa justamente hoje e fez com que essas duas pessoas notassem alguma coisa diferente em mim. ou foi simplesmente um sinal da numerologia, já que hoje eu acordei às 6:29 em vez de 6:30. tarô. deveria botar minhas cartas assim que chegasse em casa. ou usar a cromoterapia também, em busca de respostas. mas e o medo de ver coisas que a gente não tá pronta pra ver?! esse negócio de tarô é perigoso. há! só pode ser coisa do plutão que agora que foi rebaixado se rebelou contra a astrologia.
enfim, decodifiquei as frases que eu ouvi em diversos significados e nenhum deles fechou com a imagem que eu tenho de mim.
doce...putz, "doce" é um adjetivo que eu deixaria por último se eu tivesse que fazer um lista. me acho muito impulsiva pra ser doce. abobada, eu diria. é, eu até sou braba às vezes. tá, não é sempre aliás, é bem raro, mas quando eu sou eu sou.
sou mal-humorada durante boa parte da manhã, séria com gente que eu não conheço (nem que seja nos primeiros 10 minutos) e sou atrapalhada com as palavras. (eu só sei corrigir as palavras dos outros, olha que incrível!)
tá, me dizer que eu sou "legal, alegre, amiga, D+, suuuuper, massa, tri, afudê, parceira, sincera, divertida...", essas coisas que as amigas escreviam nos nossos diários, isso sim. pq. todo mundo é tudo isso. mas...doce? vocês não entendem. eu sou uma pessoa ciumenta, teimosa, preguiçosa, a favor do aborto e da pena de morte, votei NÃO no referendo do desarmamento e já atropelei um passarinho doente! eu sou cabeça-dura, falo palavrão, brigo na rua com bebuns loucos e já reagi a duas tentativas de assalto! EU MATO LAGARTIXAS!
aí eu saio do habib's com uma pulga atrás da orelha e uma abelha me seguindo.
puta merda. ATÉ A ABELHA me achou doce hoje.
tem aquela velha história das 3 imagens:
1. o que tu é
2. como os outros te vêem
3. como tu quer ou imagina que os outros te vejam
sendo que a nº 2 possui inúmeras ramificações, dependendo do número de pessoas que te conhecem. obviamente, cada um te vê de um jeito próprio = único = individual = pessoal.
pois então. hoje DUAS PESSOAS me disseram que eu sou doce. duas pessoas diferentes, que nem se conhecem e nada têm a ver uma com a outra.
como eu sou meio fã dessas teorias alternativas, já imaginei que algum planeta do meu mapa astrológico se perdeu em alguma casa justamente hoje e fez com que essas duas pessoas notassem alguma coisa diferente em mim. ou foi simplesmente um sinal da numerologia, já que hoje eu acordei às 6:29 em vez de 6:30. tarô. deveria botar minhas cartas assim que chegasse em casa. ou usar a cromoterapia também, em busca de respostas. mas e o medo de ver coisas que a gente não tá pronta pra ver?! esse negócio de tarô é perigoso. há! só pode ser coisa do plutão que agora que foi rebaixado se rebelou contra a astrologia.
enfim, decodifiquei as frases que eu ouvi em diversos significados e nenhum deles fechou com a imagem que eu tenho de mim.
doce...putz, "doce" é um adjetivo que eu deixaria por último se eu tivesse que fazer um lista. me acho muito impulsiva pra ser doce. abobada, eu diria. é, eu até sou braba às vezes. tá, não é sempre aliás, é bem raro, mas quando eu sou eu sou.
sou mal-humorada durante boa parte da manhã, séria com gente que eu não conheço (nem que seja nos primeiros 10 minutos) e sou atrapalhada com as palavras. (eu só sei corrigir as palavras dos outros, olha que incrível!)
tá, me dizer que eu sou "legal, alegre, amiga, D+, suuuuper, massa, tri, afudê, parceira, sincera, divertida...", essas coisas que as amigas escreviam nos nossos diários, isso sim. pq. todo mundo é tudo isso. mas...doce? vocês não entendem. eu sou uma pessoa ciumenta, teimosa, preguiçosa, a favor do aborto e da pena de morte, votei NÃO no referendo do desarmamento e já atropelei um passarinho doente! eu sou cabeça-dura, falo palavrão, brigo na rua com bebuns loucos e já reagi a duas tentativas de assalto! EU MATO LAGARTIXAS!
aí eu saio do habib's com uma pulga atrás da orelha e uma abelha me seguindo.
puta merda. ATÉ A ABELHA me achou doce hoje.
quarta-feira, 28 de março de 2007
segunda-feira, 26 de março de 2007
confusão mental
eu tenho que cruzar a cidade de ônibus pra chegar ao trabalho, todos os dias.
isso pode ter o lado ruim, mas talvez por já ter me acostumado eu acho até legal. vou ouvindo música e nem vejo o tempo passar.
o problema é justamente esse. eu fico ouvindo música e canto mentalmente, mexendo a boca discretamente. quando alguma coisa é muito empolgante, eu me contenho e bato com os indicadores na minha pasta, bem de leve, quando na verdade eu queria explodir num air drums mesmo que eu não tenha a menor noção de como fazer isso na vida real.
quinta-feira eu tava voltando do trabalho ouvindo uma versão do The Polyphonic Spree pra Lithium, do Nirvana. altamente empolgante.
eis que estou em pé, já pra descer e um senhor resolve me pedir alguma informação. não entendi o que era, porque a música tava tri alta. quando fui emitir um "oi?" mostrando meu interesse em ajudá-lo, saiu um sonoro "yeah?!", por causa da música que eu cantava mentalmente. fiquei com aquela cara de bolacha trakinas sem saber como conduzir a situação nos segundos seguintes.
eu normalmente consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, ou até mais de uma. mas ouvir música, cantar e dar informações, vamos concordar que não é muito fácil. isso já havia quase acontecido muitas vezes antes com outras músicas, mas eu sempre consegui dar um "pause" a tempo de evitar o mico. é o mesmo medo que eu tenho de responder o "bom dia" do cobrador muito alto, em vista dos fones enfiados nas orelhas tocando algum Porcupine Tree, Rush ou Red Hot às 7 da manhã no volume 20.
bom, o véio me olhou meio brabo, achando decerto que eu tava tirando onda com a cara dele. senti o meu rosto esquentar, sorri um sorriso amarelo e, ainda bem, desci na minha parada. não contive a gargalhada, sozinha, no meio da rua.
deve ser ridículo me olhar de longe quando eu tou ouvindo música. algumas dancinhas rápidas, movimentos de cabeça e de braços coordenados não combinam muito bem com uma mocinha de tamanquinho voltando do trabalho.
isso pode ter o lado ruim, mas talvez por já ter me acostumado eu acho até legal. vou ouvindo música e nem vejo o tempo passar.
o problema é justamente esse. eu fico ouvindo música e canto mentalmente, mexendo a boca discretamente. quando alguma coisa é muito empolgante, eu me contenho e bato com os indicadores na minha pasta, bem de leve, quando na verdade eu queria explodir num air drums mesmo que eu não tenha a menor noção de como fazer isso na vida real.
quinta-feira eu tava voltando do trabalho ouvindo uma versão do The Polyphonic Spree pra Lithium, do Nirvana. altamente empolgante.
eis que estou em pé, já pra descer e um senhor resolve me pedir alguma informação. não entendi o que era, porque a música tava tri alta. quando fui emitir um "oi?" mostrando meu interesse em ajudá-lo, saiu um sonoro "yeah?!", por causa da música que eu cantava mentalmente. fiquei com aquela cara de bolacha trakinas sem saber como conduzir a situação nos segundos seguintes.
eu normalmente consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, ou até mais de uma. mas ouvir música, cantar e dar informações, vamos concordar que não é muito fácil. isso já havia quase acontecido muitas vezes antes com outras músicas, mas eu sempre consegui dar um "pause" a tempo de evitar o mico. é o mesmo medo que eu tenho de responder o "bom dia" do cobrador muito alto, em vista dos fones enfiados nas orelhas tocando algum Porcupine Tree, Rush ou Red Hot às 7 da manhã no volume 20.
bom, o véio me olhou meio brabo, achando decerto que eu tava tirando onda com a cara dele. senti o meu rosto esquentar, sorri um sorriso amarelo e, ainda bem, desci na minha parada. não contive a gargalhada, sozinha, no meio da rua.
deve ser ridículo me olhar de longe quando eu tou ouvindo música. algumas dancinhas rápidas, movimentos de cabeça e de braços coordenados não combinam muito bem com uma mocinha de tamanquinho voltando do trabalho.
quarta-feira, 21 de março de 2007
escatologias
ESTE POST CONTÉM ELEMENTOS ESCATOLÓGIOS HARD CORE. SE VOCÊ É UM LEITOR FRESCO, RECOMENDO NÃO ULTRAPASSAR A LINHA. NÃO ME RESPONSABILIZO POR EVENTUAIS ENJÔOS.
______________________________________________________
(ok. eu avisei.)
dizem que quando a gente gosta de alguém, precisa gostar também dos defeitos dessa pessoa. eu sinceramente desconcordo (eu gosto de criar palavras. em breve aqui, a fantástica gramática da língua marianesca).
mas normalmente quando eu gosto da pessoa, eu perco todas as frescuras escatológicas, próprias da raça humana em bom estado de saúde mental (excluir enfermeiras e afins). tá, agora vocês vão pensar bobagem. vão achar que eu curto uma "chuva dourada" e não é nada isso. não tenho nenhuma simpatia por sadomasô.
primeiro, eu aprendi que uma pessoa vomitando precisa de ajuda, ainda mais quando é criança. antes, eu não podia nem ouvir aquele barulho, sabem? o "huãg" (ou hugo, pros íntimos), muito menos sentir o cheiro. mas um dia a luísa ficou doente e eu tava sozinha com ela em casa. a pequena vomitou tudo que podia e eu ali, segurando ela numa boa. e só fui me dar conta que eu tinha vencido minha nojentice horas depois do acontecido. eu ainda não desenvolvi um sentimento maternal, mas fiz um bom estágio.
depois, aprendi que muitas vezes, a gente precisa acodir alguém que grita "deeeeu mããe", mesmo que a gente não tenha filhos. e isso aconteceu inúmeras vezes com meus pacientinhos. durante os estágios, crianças que eu nem conhecia direito me ensinaram a lidar naturalmente com o fato de entrar no banheiro masculino e limpar bundas. hoje isso segue acontecendo, só mudou o banheiro. e as crianças, claro.
______________________________________________________
(ok. eu avisei.)
dizem que quando a gente gosta de alguém, precisa gostar também dos defeitos dessa pessoa. eu sinceramente desconcordo (eu gosto de criar palavras. em breve aqui, a fantástica gramática da língua marianesca).
mas normalmente quando eu gosto da pessoa, eu perco todas as frescuras escatológicas, próprias da raça humana em bom estado de saúde mental (excluir enfermeiras e afins). tá, agora vocês vão pensar bobagem. vão achar que eu curto uma "chuva dourada" e não é nada isso. não tenho nenhuma simpatia por sadomasô.
primeiro, eu aprendi que uma pessoa vomitando precisa de ajuda, ainda mais quando é criança. antes, eu não podia nem ouvir aquele barulho, sabem? o "huãg" (ou hugo, pros íntimos), muito menos sentir o cheiro. mas um dia a luísa ficou doente e eu tava sozinha com ela em casa. a pequena vomitou tudo que podia e eu ali, segurando ela numa boa. e só fui me dar conta que eu tinha vencido minha nojentice horas depois do acontecido. eu ainda não desenvolvi um sentimento maternal, mas fiz um bom estágio.
depois, aprendi que muitas vezes, a gente precisa acodir alguém que grita "deeeeu mããe", mesmo que a gente não tenha filhos. e isso aconteceu inúmeras vezes com meus pacientinhos. durante os estágios, crianças que eu nem conhecia direito me ensinaram a lidar naturalmente com o fato de entrar no banheiro masculino e limpar bundas. hoje isso segue acontecendo, só mudou o banheiro. e as crianças, claro.
nota: há muito tempo, meus pais foram no supermercado
e eu fiquei sozinha com a nathália
(que hoje tem 19 anos). ela resolveu fazer cocô.
eu devia ter uns 11 e, obviamente, não quis limpar ela.
peguei a caixa da minha coleção de gibis da mônica
e larguei na frente dela no banheiro:
-ó! vai olhando isso aí até o pai e a mãe chegarem.
ela ficou, bem quietinha.
depois, eu tive namorados e coisas do tipo. nunca vi como homem vomita! é um porre e uma vomitada. com isso, aprendi também a ajudar de adultos que vomitam. ficava analisando o que saía, ainda, pra o caso do médico perguntar. nunca se sabe. e mandava pra chuveirada depois.
nessa mesma época, desenvolvi um certo apreço por limpar nariz. dos outros. sendo criança e namorado, tiro tatus numa boa. criança normalmente é meio ranhentinha por natureza, mas é só ter habilidade que aquele ranho mais durinho (o pseudo-tatu) fica bem preso embaixo da unha. só tem que cuidar pra não arranhar o septo. e tem que usar o dedo mínimo, porque elas têm uma narinazinha, né! o tatu dos adultos é um pouco diferente, mais consistente. com sorte, consigo tirar aqueles que são durinhos no começo e depois se transformam num fio de ranho... esses são o filé mignon! tirar tatus me causa um certo alívio, sabem? não sei explicar muito bem, mas me dá muito prazer. claro que eu tiro os meus próprios tatus, mas não tem muita graça.
nem vou falar sobre cravos, espinhas, bolhas, cera de ouvido e remelas. todas essas coisas são deliciosas de tirar ou estourar. mas isso é mais básico, nem pode ser considerado escatológico. é praticamente uma questão de higiene.
eu tenho meus nojos, sim. mas de coisas realmente nojentas, tipo mondongo, polvo, azeitona e lagartixas. ARGH!
sexta-feira, 16 de março de 2007
tortura
eu sempre soube que mais cedo ou mais tarde eu teria problemas de coluna.
porque eu sou toda torta, há anos. tudo começou na época do colégio e aquela maldita mania de carregar a mochila em um ombro só.
muito bem, foi assim que eu ganhei a escoliose. no começo ela era meiga, charmosinha..."ai, que gracinha! ela é tortinha!". tá. eu nunca dei bola.
aí, anos depois, quando fiz avaliação postural na academia, virei atração.
- "fulanoooo! corre aqui, olha isso! uma escoliose linda de se ver! lembra aquele trabalho da faculdade sobre isso?! bah, que horror, né?! nunca pensei que veria isso ao vivo..."
tudo bem. com os exercícios especialmente escolhidos pra mim, a minha simpática acompanhante que me deixa com o ombro direito caído tava com seus dias contados. melhorei muito, muito mesmo, quase consegui igualar os ombros. como eu não tinha dor, nunca levei isso muito a sério, mal notava a minha tortura toda.
aí, um belo dia, estava eu lá deitada no colchonete da academia, fazendo abdomináveis, digo, abdominais. eis que o meu instrutor pára do meu lado e fica olhando como se estivesse num zoológico vendo um animal raro.
- meu deus, mariana! o que é isso?!
eu parei imediatamente de fazer a série, achando que tava fazendo errado. ele continuou, meio apavorado e, atravessando o braço inteiro por baixo da minha lombar, falou:
- olha isso! mas que baita hiperlordose! tu pediu pra ser torta e entrou duas vezes na fila, hein?! pára já com tudo isso. vamos ter que rever a tua postura.
ai ai. eu já tava achando aquilo um saco. perseguição, só pode! depois da escoliose, descobriram uma hiperlordose. tudo bem, lá fui eu com mais uma lista de exercícios só pra tal da lombar. fiz um pouco e logo depois abandonei a academia temporariamente por motivo de força maior.
pois é. só que essa semana as gurias resolveram incomodar. a escoliose e a hiperlordose têm se manifestado de maneira cruel não me deixando ficar muito tempo sentada. estou a base de dorflex e bolsinhas de água quente. e elas são tão ruins comigo que já tão irradiando a dor tanto pra perna direita quanto pra nuca e cabeça.
eu precisava de uma semana num spa específico para dores nas costas, ou
um(a) massagista particular, ou
uma reeducação postural global, ou
uma consulta com o ortopedista, ou
mais uma cartelinha de dorflex.
eu só preciso conseguir terminar de escrever as minhas coisas!
deu pra entender?
porque eu sou toda torta, há anos. tudo começou na época do colégio e aquela maldita mania de carregar a mochila em um ombro só.
muito bem, foi assim que eu ganhei a escoliose. no começo ela era meiga, charmosinha..."ai, que gracinha! ela é tortinha!". tá. eu nunca dei bola.
aí, anos depois, quando fiz avaliação postural na academia, virei atração.
- "fulanoooo! corre aqui, olha isso! uma escoliose linda de se ver! lembra aquele trabalho da faculdade sobre isso?! bah, que horror, né?! nunca pensei que veria isso ao vivo..."
tudo bem. com os exercícios especialmente escolhidos pra mim, a minha simpática acompanhante que me deixa com o ombro direito caído tava com seus dias contados. melhorei muito, muito mesmo, quase consegui igualar os ombros. como eu não tinha dor, nunca levei isso muito a sério, mal notava a minha tortura toda.
aí, um belo dia, estava eu lá deitada no colchonete da academia, fazendo abdomináveis, digo, abdominais. eis que o meu instrutor pára do meu lado e fica olhando como se estivesse num zoológico vendo um animal raro.
- meu deus, mariana! o que é isso?!
eu parei imediatamente de fazer a série, achando que tava fazendo errado. ele continuou, meio apavorado e, atravessando o braço inteiro por baixo da minha lombar, falou:
- olha isso! mas que baita hiperlordose! tu pediu pra ser torta e entrou duas vezes na fila, hein?! pára já com tudo isso. vamos ter que rever a tua postura.
ai ai. eu já tava achando aquilo um saco. perseguição, só pode! depois da escoliose, descobriram uma hiperlordose. tudo bem, lá fui eu com mais uma lista de exercícios só pra tal da lombar. fiz um pouco e logo depois abandonei a academia temporariamente por motivo de força maior.
pois é. só que essa semana as gurias resolveram incomodar. a escoliose e a hiperlordose têm se manifestado de maneira cruel não me deixando ficar muito tempo sentada. estou a base de dorflex e bolsinhas de água quente. e elas são tão ruins comigo que já tão irradiando a dor tanto pra perna direita quanto pra nuca e cabeça.
eu precisava de uma semana num spa específico para dores nas costas, ou
um(a) massagista particular, ou
uma reeducação postural global, ou
uma consulta com o ortopedista, ou
mais uma cartelinha de dorflex.
eu só preciso conseguir terminar de escrever as minhas coisas!
deu pra entender?
terça-feira, 13 de março de 2007
segunda-feira, 12 de março de 2007
semelhanças
A notícia: Bush é o presidente com o menor Q.I. em 60 anos.
Eu vi essa matéria e me lembrei de um artigo que eu li sobre o sistema límbico (sistema responsável pelas nossas emoções) de uma espécie de macacos (Rhesus - ver figura abaixo). O estudo era o seguinte: danificaram o cérebro dos macacos propositalmente em áreas específicas desse sistema, pra saber o que aconteceria. Pois bem, essa pesquisa resultou na maior modificação do comportamento de um animal até hoje obtida após um procedimento experimental:
- os animais se deixaram dominar com facilidade (normalmente são selvagens e agressivos).
-ocorreu uma perversão do apetite, os animais passaram a comer coisas que não comiam antes.
-agnosia (perda do conhecimento) visual, onde os macacos não mais reconheciam obejtos ou animais que antes lhes causavam medo, como por exemplo: cobras e escorpiões.
-tendência oral, manifestada pelo ato de levar à boca todos os objetos que encontra (os escorpiões, inclusive).
-tendência hipersexual, que levou os animais a tentarem incansavelmente o ato sexual (até mesmo com indivíduos do próprio sexo ou de outra espécie) e se masturbarem continuamente.
eu não sei, mas juntando as informações: Q.I. baixo, comportamentos estranhos e muitas vezes inexplicáveis, sentimento de onipotência não reconhecendo o perigo, vocabulário restrito e agnosias múltiplas, hmm...até dá o que pensar. Devem ter deixado a jaula aberta.
Abram o olho. A verdadeira revolução dos bichos pode estar prestes a acontecer, afinal se um deles conseguiu um cargo no governo, os outros também vão querer.
Eu vi essa matéria e me lembrei de um artigo que eu li sobre o sistema límbico (sistema responsável pelas nossas emoções) de uma espécie de macacos (Rhesus - ver figura abaixo). O estudo era o seguinte: danificaram o cérebro dos macacos propositalmente em áreas específicas desse sistema, pra saber o que aconteceria. Pois bem, essa pesquisa resultou na maior modificação do comportamento de um animal até hoje obtida após um procedimento experimental:
- os animais se deixaram dominar com facilidade (normalmente são selvagens e agressivos).
-ocorreu uma perversão do apetite, os animais passaram a comer coisas que não comiam antes.
-agnosia (perda do conhecimento) visual, onde os macacos não mais reconheciam obejtos ou animais que antes lhes causavam medo, como por exemplo: cobras e escorpiões.
-tendência oral, manifestada pelo ato de levar à boca todos os objetos que encontra (os escorpiões, inclusive).
-tendência hipersexual, que levou os animais a tentarem incansavelmente o ato sexual (até mesmo com indivíduos do próprio sexo ou de outra espécie) e se masturbarem continuamente.
eu não sei, mas juntando as informações: Q.I. baixo, comportamentos estranhos e muitas vezes inexplicáveis, sentimento de onipotência não reconhecendo o perigo, vocabulário restrito e agnosias múltiplas, hmm...até dá o que pensar. Devem ter deixado a jaula aberta.
Abram o olho. A verdadeira revolução dos bichos pode estar prestes a acontecer, afinal se um deles conseguiu um cargo no governo, os outros também vão querer.
Tem memória pra quê?
O que me condena é o marcador de página.
Culpo todos os livros lido pela metada nesse pedacinho (quase) insignificantes de papel. Com ele eu deixo o livro de lado, afinal, o marcador está marcando a página onde parei, para quando eu voltar a ler, saber exatamente onde parei.
Sempre esqueço, porém, que eu esqueço de continuar o livro, e depois de 2 dias, ja to pegando outro para ler. E, ás vezes, chego até a pegar o marcador do livro anterior...
Mas se não uso o marcador, sou obrigada a terminar o livro antes que eu me esqueça o número da página em que estava. Fazendo, assim, com que eu termine, em média, um livro de 200 páginas em 4 dias.
E ainda há quem diga que sou nerd...
É nisso que dá ser a Dory.
Culpo todos os livros lido pela metada nesse pedacinho (quase) insignificantes de papel. Com ele eu deixo o livro de lado, afinal, o marcador está marcando a página onde parei, para quando eu voltar a ler, saber exatamente onde parei.
Sempre esqueço, porém, que eu esqueço de continuar o livro, e depois de 2 dias, ja to pegando outro para ler. E, ás vezes, chego até a pegar o marcador do livro anterior...
Mas se não uso o marcador, sou obrigada a terminar o livro antes que eu me esqueça o número da página em que estava. Fazendo, assim, com que eu termine, em média, um livro de 200 páginas em 4 dias.
E ainda há quem diga que sou nerd...
É nisso que dá ser a Dory.
sábado, 10 de março de 2007
Estréias, Estréias
Aqui é a Ana, estreiando aqui no blog.
sempre quis ter um blog, mas nunca tive... a razão?... na verdade não existe uma razão além da: eu sei que eu nunca atualizaria. Mas ser convidada para escrever num blog, é uma honra. Ainda mais para falar de um tema que me é muito querido: Cinema. E, lógico, escreverei sobre outras coisas também, afinal eu não sobrevivo só de cinema... se sobrevivesse, duvido que eu teria dinheiro para fazer um lanche se quer.
Então, quero começar agradecendo minha prima, Mari, por me dar essa oportunidade de expor minhas idéias no blog dela! Tu é uma amor, Mari!
Mas para estreiar minha aparição no blog, não vou falando logo de cara de algum filme cult que vi na Casa de Cultura Mario Quintana... até porque eu nao vi nenhum filme cult na Casa de Cultura Mario Quintana ( e aproveito para fazer propaganda da Casa de cultur....Quintana, um lugar ótimo e barato para assistir filmes bons!)
Vou falar de estréias... estréias impossíveis...
é, existem sim filmes que estreiam e nao passam aqui no Brasil...absurdo não acha? eu também acho, e também tem muito filme bom que só fica em circuitos de Festivais e nunca vai para o público. Isso me deixa idignada. Por quê? porque, agora, com a maravilhosa tecnologia que se chama internet, exitem sites tipo IMDB (http://imdb.com) , que servem especificamente para armazenar imformações de qualquer filme lançado, ou seja, o site nos dá um gostinho das produções cinematográficas que existem por ai.
acontece que, tem filmes que simplesmente nao estréiam...filmes quem tem lá no site todas as informações: resumos, ficha técnica, fotos, posters, atores, até trailers (tudo só para nos deixar com água na boca) mas quando chega na parte de estreias, simplesmente avisa que nao tem previsão para estreias no exterior...ou tem, so não tem no Brasil...
vê se isso nao é de deixar alguém louco? certamente, isso me deixa louca, pois tenho que ficar me contentando com comentários dos sortudos que viram trechos no youtube, trailers feito por fãs, etc.
Mas infelizmente há poucas soluções para isso... uma delas é pegar da internet... isso seria bom? não sei, mas com absoluta certeza mataria minha curiosidade e minha fome por cinema.
odeio pegar filme da internet, odeio, mas em casos como esse me sinto obrigada a fazer... mas para me redimir desses pecados, sempre que posso, compro DVD nas Americanas. Mas nunca, NUNCA comprei filme pirata.
e você tambem não deve comprar filme pirata!
Diga Não à Pirataria!
sempre quis ter um blog, mas nunca tive... a razão?... na verdade não existe uma razão além da: eu sei que eu nunca atualizaria. Mas ser convidada para escrever num blog, é uma honra. Ainda mais para falar de um tema que me é muito querido: Cinema. E, lógico, escreverei sobre outras coisas também, afinal eu não sobrevivo só de cinema... se sobrevivesse, duvido que eu teria dinheiro para fazer um lanche se quer.
Então, quero começar agradecendo minha prima, Mari, por me dar essa oportunidade de expor minhas idéias no blog dela! Tu é uma amor, Mari!
Mas para estreiar minha aparição no blog, não vou falando logo de cara de algum filme cult que vi na Casa de Cultura Mario Quintana... até porque eu nao vi nenhum filme cult na Casa de Cultura Mario Quintana ( e aproveito para fazer propaganda da Casa de cultur....Quintana, um lugar ótimo e barato para assistir filmes bons!)
Vou falar de estréias... estréias impossíveis...
é, existem sim filmes que estreiam e nao passam aqui no Brasil...absurdo não acha? eu também acho, e também tem muito filme bom que só fica em circuitos de Festivais e nunca vai para o público. Isso me deixa idignada. Por quê? porque, agora, com a maravilhosa tecnologia que se chama internet, exitem sites tipo IMDB (http://imdb.com) , que servem especificamente para armazenar imformações de qualquer filme lançado, ou seja, o site nos dá um gostinho das produções cinematográficas que existem por ai.
acontece que, tem filmes que simplesmente nao estréiam...filmes quem tem lá no site todas as informações: resumos, ficha técnica, fotos, posters, atores, até trailers (tudo só para nos deixar com água na boca) mas quando chega na parte de estreias, simplesmente avisa que nao tem previsão para estreias no exterior...ou tem, so não tem no Brasil...
vê se isso nao é de deixar alguém louco? certamente, isso me deixa louca, pois tenho que ficar me contentando com comentários dos sortudos que viram trechos no youtube, trailers feito por fãs, etc.
Mas infelizmente há poucas soluções para isso... uma delas é pegar da internet... isso seria bom? não sei, mas com absoluta certeza mataria minha curiosidade e minha fome por cinema.
odeio pegar filme da internet, odeio, mas em casos como esse me sinto obrigada a fazer... mas para me redimir desses pecados, sempre que posso, compro DVD nas Americanas. Mas nunca, NUNCA comprei filme pirata.
e você tambem não deve comprar filme pirata!
Diga Não à Pirataria!
quinta-feira, 8 de março de 2007
Calçada da fama

Em breve este blog que voltou cheio de idéias novas, contará com a ilustre presença da minha prima querida e cineasta em potencial, Ana Porto Alegre.
A Ana é uma dessas pessoas que quando eu encontro, o papo flui absurdamente. A gente troca conhecimentos sobre filmes e música e não há encontro de família suficiente pra gente trocar idéias. Por isso, resolvi convidá-la pra usar esse espaço pra contar as últimas novidades sobre cinema, música, moda, política, agricultura, saneamento básico, educação, física quântica, psicologia empresarial, dança, pintura, literatura, história, geografia, economia, globalização, TPM e filosofia- de boteco.
Eu vou deixar que ela mesma se apresente.
Tenho certeza de que vocês vão adorar!
Façam uma pipoquinha aí e divirtam-se.
Seja bem-vinda, jovem padawan! :)
um quarto
eu sei que daqui alguns meses eu vou fazer outro post falando desse mesmo assunto só que a diferença vai ser o grau da angústia.
hoje eu tava tomando chimarrão aqui no prédio com "as véia" amigas da minha mãe (não dá pra ficar em casa nesse calor!) e estávamos falando sobre ter cabelos brancos antes do tempo. Papo vai, papo vem, eu falei que até hoje só achei um ou dois, perdidos e que nunca mais nasceram. uma delas falou que com 18 já começou a ter cabelos brancos, aquela coisa toda.
eis que sou surpreendida com uma pergunta de uma delas:
-mas, Mariana, tu já chegou nos 20?!
eu fiquei tão pateta que em princípio achei que ela tava falando em 20 fios brancos! quando meu dei conta que ela tava falando na minha idade, respondi com um baita orgulho:
-imagina! eu vou fazer 25 daqui a pouco!
ela, incrédula, respondeu que com "essa cara de guriazinha e esse corpinho de menina" eu nem aparento. e completou:
-com a tua idade eu já tinha 6 filhos!
aí começou o bombardeio:
-com 25 eu casei...
-e eu tava grávida!
-eu tinha recém ganhado a fulana!
e eu ali, ouvindo todos aqueles absurdos precoces. enfiei a cara na cuia de chimarrão e fiquei pensando: com 25 eu vou ter 2 anos de formada, recém ensaiando o mestrado, muito longe de casar e mais longe ainda de ter filhos.
aí vem aquele consolo com ar de arrependimento:
-bem que tu faz!
-não inventa de casar agora!
-filho só depois dos 30!
-tem muita vida pra aproveitar!
-namora bastante!
não que seja uma escolha minha, propriamente. como a maioria das mulheres, é lógico que eu quero casar e ter filhos. acontece que a vida mudou. e a modernidade é meio paradoxal: as meninas amadurecem fisica e psicologicamente cada vez mais cedo porém, constituem família cada vez mais tarde. isso é bom, a gente tem mais tempo pra planejar e aproveitar a nossa vida como seres independentes. só que vamos ser mães mais velhas, sem aquele pique dos 20 e poucos anos pra cuidar das crias.
eu ainda faço planos, sim, admito. imagino uma idade "x" pra casar e uma idade "y" pra ter o primeiro filho.
e dá um frio na barriga, uma angústia, um medo tão grande de que todos esses planos inevitáveis virem uma grande frustração, que vocês nem imaginam.
tomara que os meus 25 venham com tudo. e que em vez de mais dúvidas, me tragam alguma certeza.
hoje eu tava tomando chimarrão aqui no prédio com "as véia" amigas da minha mãe (não dá pra ficar em casa nesse calor!) e estávamos falando sobre ter cabelos brancos antes do tempo. Papo vai, papo vem, eu falei que até hoje só achei um ou dois, perdidos e que nunca mais nasceram. uma delas falou que com 18 já começou a ter cabelos brancos, aquela coisa toda.
eis que sou surpreendida com uma pergunta de uma delas:
-mas, Mariana, tu já chegou nos 20?!
eu fiquei tão pateta que em princípio achei que ela tava falando em 20 fios brancos! quando meu dei conta que ela tava falando na minha idade, respondi com um baita orgulho:
-imagina! eu vou fazer 25 daqui a pouco!
ela, incrédula, respondeu que com "essa cara de guriazinha e esse corpinho de menina" eu nem aparento. e completou:
-com a tua idade eu já tinha 6 filhos!
aí começou o bombardeio:
-com 25 eu casei...
-e eu tava grávida!
-eu tinha recém ganhado a fulana!
e eu ali, ouvindo todos aqueles absurdos precoces. enfiei a cara na cuia de chimarrão e fiquei pensando: com 25 eu vou ter 2 anos de formada, recém ensaiando o mestrado, muito longe de casar e mais longe ainda de ter filhos.
aí vem aquele consolo com ar de arrependimento:
-bem que tu faz!
-não inventa de casar agora!
-filho só depois dos 30!
-tem muita vida pra aproveitar!
-namora bastante!
não que seja uma escolha minha, propriamente. como a maioria das mulheres, é lógico que eu quero casar e ter filhos. acontece que a vida mudou. e a modernidade é meio paradoxal: as meninas amadurecem fisica e psicologicamente cada vez mais cedo porém, constituem família cada vez mais tarde. isso é bom, a gente tem mais tempo pra planejar e aproveitar a nossa vida como seres independentes. só que vamos ser mães mais velhas, sem aquele pique dos 20 e poucos anos pra cuidar das crias.
eu ainda faço planos, sim, admito. imagino uma idade "x" pra casar e uma idade "y" pra ter o primeiro filho.
e dá um frio na barriga, uma angústia, um medo tão grande de que todos esses planos inevitáveis virem uma grande frustração, que vocês nem imaginam.
tomara que os meus 25 venham com tudo. e que em vez de mais dúvidas, me tragam alguma certeza.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Coisas que me engasgam de raiva
- ver os pais do menino aquele que foi arrastado por 7km mobilizando uma passeata pelo percurso maldito pra chamar a atenção das autoridades. O pai, segurava a bandeira e a constituição brasileira. Os assassinos só vão ser julgados, talvez, daqui 3 meses. E olhe lá. Os menores daqui a pouco já tão na rua de novo. Depois eu sou ruim quando falo que esses lixos humanos deveriam ter sido arrastados também, um por um, amarrados pelos piores lugares que vocês podem imaginar. E não me venham com papo de "pobreza", "falta de oportunidade" e "exclusão social". Esse caso mostrou que não é bem assim.
-o governo só investe 0,1% do orçamento em segurança. (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1456403-EI6579,00.html)
-juízes, deputados e senadores continuam ganhando salários astronômicos e todo mundo finge que não vê.
-a modinha dos falsos seqüestros.
-balas perdidas encontrando gente que não tem nada a ver com isso. primeiro, a menina de 13 anos, agora, uma professora.
-o bush no brasil com seu grande amigo lula. queria a Al-Qaeda aqui bombardeando os dois. Juntinhos e abraçados.
-a pompa (que já começou) pra chegada do papa (que vem só em maio).
-a criança de 1 ano e meio que foi estuprada, morta e deixada na pia batismal da igreja.
-a covardia da natureza contra o povo da Indonésia. Parece que tudo de ruim do mundo acontece lá. Tsunamis, terremotos, alagamentos e até avião pegando fogo. Pobre gente.
-a Yoko Ono impedidndo a estréia de filme sobre John Lennon. (http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL9582-7086,00.html)
-o Toni Ramos traindo a esposa com a Maria Fernanda Cândido na nova novela.
-o Alberto do BBB.
-a chance remota de eu ganhar na mega-sena.
-esse calor que não vai embora.
-o governo só investe 0,1% do orçamento em segurança. (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1456403-EI6579,00.html)
-juízes, deputados e senadores continuam ganhando salários astronômicos e todo mundo finge que não vê.
-a modinha dos falsos seqüestros.
-balas perdidas encontrando gente que não tem nada a ver com isso. primeiro, a menina de 13 anos, agora, uma professora.
-o bush no brasil com seu grande amigo lula. queria a Al-Qaeda aqui bombardeando os dois. Juntinhos e abraçados.
-a pompa (que já começou) pra chegada do papa (que vem só em maio).
-a criança de 1 ano e meio que foi estuprada, morta e deixada na pia batismal da igreja.
-a covardia da natureza contra o povo da Indonésia. Parece que tudo de ruim do mundo acontece lá. Tsunamis, terremotos, alagamentos e até avião pegando fogo. Pobre gente.
-a Yoko Ono impedidndo a estréia de filme sobre John Lennon. (http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL9582-7086,00.html)
-o Toni Ramos traindo a esposa com a Maria Fernanda Cândido na nova novela.
-o Alberto do BBB.
-a chance remota de eu ganhar na mega-sena.
-esse calor que não vai embora.
Era uma vez...
Ontem eu prometi pra Luísa que ia pegar um monte de livros que eu tinha guardado nesses lugares que fogem ao alcance dos olhos. Ficam ali, anos e anos escondidos e a gente fingindo que não existem e às vezes até esquecendo deles.
Ela, faceiríssima, ficou no pé da escada enquanto eu tentava sobreviver em meio aos ácaros que pulavam felizes pra dentro do meu nariz. Um livro e 10 espirros.
Era um mundo à parte. Como se aquela última prateleira funcionasse como um portal, e me transportasse pra 15 anos atrás.
Achei a coleção de livros com capa em alto-relevo que era o meu xodó. Achei a coleção "Fantasia", com as melhores e mais famosas fábulas infantis, com 5 volumes, capa dura, uma belezura. Achei livros da Disney, livros do colégio...mas, dentre todos, um dos dois livros que eu nunca esqueci, desde que eu li, na 4ª série: "A mochila que pesava demais". Quando achei ele quase chorei. Esse e "O presente de Tino" talvez tenham sido os livros mais importantes da minha vida. E eu me lembro de trechos deles até hoje e guardo comigo pra sempre.
O segundo eu ainda não achei no meio da bagunça, mas vou achar.
E o maior prazer de todos, não é nem ver a Luísa ansiosa ao pé da escada quase não conseguindo conter a alegria. Nem ver ela tagarelando frenética e nervosa enquanto eu passava um pano úmido nas capas...o prazer maior, a satisfação, o orgulho foi sentir ela em silêncio, absorvida, abduzida por aquele monte de pessoas, lugares e histórias, essas coisas que eram tão e só minhas, mas que seria o maior egoísmo do mundo não dividir. Principalmente com ela.
sexta-feira, 2 de março de 2007
últimas do BBB

As sisters mostrando que a casa é só harmonia. Será?

O líder alemão pensa na estratégia do jogo. Ao fundo, o casal histórico relaxa saboreando um amargo chimarrão.

Casal mostra que além de química, a física é imprescindível pra que a relação dê certo.

Flagra! Sister assoa nariz na piscina do BBB! E é advertida por colega atenta!

O que será que o brother cozinheiro está fazendo embaixo do colchão? Participe do fórum e dê sua opinião!

O casal indicado ao paredão com cara de poucos amigos.

Brothers ganham passeio em pastelaria!
Fiquem ligados!
Em breve mais notícias pra você!
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Depois da tempestade...
Lágrimas, tormentos
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos e decepções
Mas uma dia o destino a tudo modificou
Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou
E hoje a minha vida é um carrossel de alegrias
E como se não bastasse, estou amando de verdade
Me perdoa se eu me excedo em minha euforia
Mas é que agora sei o que é felicidade
***
Eu resolvi reativar isso aqui. Embora tenha sido muito necessária essa pausa, eu senti falta do meu blog.
Tenho inúmeros motivos pra ter voltado, mas o principal é que eu tava sentindo tanta falta de escrever, que tava ficando meio neurótica. Eu cansei de sonhar que tinha coisas pra dizer e não conseguia. Cansei de ter idéias de textos e deixar elas morrerem sem sequer serem transcritas. Não adianta. Eu preciso de uma válvula de escape.
Esqueçam o arquivo, por favor. Não sei se dá pra deletar ele, mas eu descubro.
Senão, ele vai ficar aí do lado, em silêncio. E vai sumindo aos poucos, enquanto vai sendo empurrado pelas minhas novas idéias.
Então....bom recomeço pra todo mundo.
Sejam bem-vindos novamente. Assunto não vai faltar. Eu prometo.
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos e decepções
Mas uma dia o destino a tudo modificou
Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou
E hoje a minha vida é um carrossel de alegrias
E como se não bastasse, estou amando de verdade
Me perdoa se eu me excedo em minha euforia
Mas é que agora sei o que é felicidade
***
Eu resolvi reativar isso aqui. Embora tenha sido muito necessária essa pausa, eu senti falta do meu blog.
Tenho inúmeros motivos pra ter voltado, mas o principal é que eu tava sentindo tanta falta de escrever, que tava ficando meio neurótica. Eu cansei de sonhar que tinha coisas pra dizer e não conseguia. Cansei de ter idéias de textos e deixar elas morrerem sem sequer serem transcritas. Não adianta. Eu preciso de uma válvula de escape.
Esqueçam o arquivo, por favor. Não sei se dá pra deletar ele, mas eu descubro.
Senão, ele vai ficar aí do lado, em silêncio. E vai sumindo aos poucos, enquanto vai sendo empurrado pelas minhas novas idéias.
Então....bom recomeço pra todo mundo.
Sejam bem-vindos novamente. Assunto não vai faltar. Eu prometo.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
sábado, 18 de novembro de 2006
Último Pedido:
Vem, meu menino vadio,
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia,
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos,
Vem perder-te em meus braços pelo amor de deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou
tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
*****
este blog termina aqui.
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia,
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos,
Vem perder-te em meus braços pelo amor de deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou
tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
*****
este blog termina aqui.
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Obrigada, Gilmour.
David Gilmour - Smile
Gilmour, Samson
Would this do
To make it all alright
While sleep has taken you
Where I'm out of sight
I'll make my getaway
Time on my own
Search for a better way
To find my way home
To your smile
Wating days and days
On this fight
Always down and up
Half the night
Hopeless to reminisce
Through the dayk hours
We'll only sacrifice
What time will allow us
You're sighing...sighing
All alone
though you're right here
Now it's time to go
from your sad stare
Make mu getaway
Time on my own
Leaving's a better way
To find my way home
To your smile...smile

Não precisa muito comentário. Ouçam. E ponto.
(eu postei a minha favorita, mas quem não ouviu ainda, tem que ouvir o cd inteiro.)
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Feliz Aniversário!
Quando eu tinha 9 anos, ganhei um diário. Verde. Com chave e tudo.
Tenho até hoje, escondido bem no fundo do armário. Nunca ninguém leu. Descrevi meu primeiro beijo. Registrei as primeiras decepções "amorosas". (Mal sabia eu o que vinha depois...)
Hoje, 15 anos depois, a mesma história se repete. Só que agora, o diário é público.
Há exatamente um ano atrás, fruto de um ato intempestivo, nascia esse blog.
Precisei de um empurrão do meu maior cúmplice, o Thiago. Eu sempre tive vergonha, medo e uma discreta aversão a toda essa coisa de auto-exposição.
Mas, ele me mostrou que não era tão ruim assim.
Saiu de fininho e me deixou aqui sozinha. (é sempre assim, os homens somem e nos deixam sozinhas, sem ajudar na criação...sou praticamente a mãe solteira do blog.)
Então, eu fui escrevendo, escrevendo...mostrando a cara e metendo o bedelho em tudo que eu achava que devia.
Falei mal, falei bem, escrevi bobagens, mentiras, falei sobre vícios, ressacas e delírios. mas escrevi também coisa bem verdadeiras.
Um ano depois, eu tenho medo do meu arquivo ali no canto direito. Muitas vezes nem me reconheço nos meus próprios textos. Culpa desse monte de gente que me habita e faz de mim essa pessoa inconstante e até meio inconsequente.
Não sei se esse lugar ainda vai existir daqui 1 ano.
Não importa.
Ele já foi muito importante pra eu descobrir que mesmo sem talento e com excesso de vírgulas, eu escrevo porque eu gosto. Quem quiser, continue à vontade. Ultimamente tenho sofrido de falta de inspiração e idéias, mas ele vai....meio capenga, mas segue o baile.
Muito obrigada.
Agora, soprem a velinha comigo e façam o pedido.
A Bridget Jones aqui, vai pedir secretamente pra que todos os Daniel Cleaver sumam do mapa. E que fique só um Mark Darcy.
Tenho até hoje, escondido bem no fundo do armário. Nunca ninguém leu. Descrevi meu primeiro beijo. Registrei as primeiras decepções "amorosas". (Mal sabia eu o que vinha depois...)
Hoje, 15 anos depois, a mesma história se repete. Só que agora, o diário é público.
Há exatamente um ano atrás, fruto de um ato intempestivo, nascia esse blog.
Precisei de um empurrão do meu maior cúmplice, o Thiago. Eu sempre tive vergonha, medo e uma discreta aversão a toda essa coisa de auto-exposição.
Mas, ele me mostrou que não era tão ruim assim.
Saiu de fininho e me deixou aqui sozinha. (é sempre assim, os homens somem e nos deixam sozinhas, sem ajudar na criação...sou praticamente a mãe solteira do blog.)
Então, eu fui escrevendo, escrevendo...mostrando a cara e metendo o bedelho em tudo que eu achava que devia.
Falei mal, falei bem, escrevi bobagens, mentiras, falei sobre vícios, ressacas e delírios. mas escrevi também coisa bem verdadeiras.
Um ano depois, eu tenho medo do meu arquivo ali no canto direito. Muitas vezes nem me reconheço nos meus próprios textos. Culpa desse monte de gente que me habita e faz de mim essa pessoa inconstante e até meio inconsequente.
Não sei se esse lugar ainda vai existir daqui 1 ano.
Não importa.
Ele já foi muito importante pra eu descobrir que mesmo sem talento e com excesso de vírgulas, eu escrevo porque eu gosto. Quem quiser, continue à vontade. Ultimamente tenho sofrido de falta de inspiração e idéias, mas ele vai....meio capenga, mas segue o baile.
Muito obrigada.
Agora, soprem a velinha comigo e façam o pedido.
A Bridget Jones aqui, vai pedir secretamente pra que todos os Daniel Cleaver sumam do mapa. E que fique só um Mark Darcy.

sábado, 28 de outubro de 2006
Telefonema
-alo?
-mariana?
-sim, quem é?
-chico.
-chico, querido!
-morena, escrevi mais uma coisa pensando em ti.
-em mim?
-é. A conversa naquela noite me inspirou.
-conversa? Ah...sobre as coisas que eu te contei?
-é. Eu senti que tu precisava de um “puxão de orelhas”. Olha, foi o que eu te falei naquele dia...te conheço há tempo suficiente pra saber que toda essa coisa ta te deixando séria, amarga, pessimista e irreconhecível e que tu fica muito mais bonita quando diz que ainda acredita no amor e insiste em me puxar pra um banho de chuva, que nem aquele dia frio lá em Ipanema. Eu prefiro a mariana do sorriso fácil e das idéias loucas.
-nem tava frio.
-mariana, eu poderia te dizer vai passar, mas eu prefiro não me omitir. Não posso deixar que os teus dias se acabem enquanto tu dorme pra que eles passem mais rápido. Acorda, amor.
-e quando é que eu vou ler esse puxão de orelhas?
-não só vai ler como vai ouvir. tu vai ver que eu deixei no masculino, pra não ficar muito óbvio que é pra ti. e porque ficou mais sonoro também.
-ah, é uma música?
-é, tou terminando. Vem aqui em casa pra me ajudar a terminar ela. E traz cigarros, por favor. Fiquei sem.
-maço?
-sim. Cabem melhor no bolso.
-isso ainda vai te matar.
-eu vou morrer de cigarro e tu de angústia, se não vier logo ouvir o que eu tenho pra te dizer sobre esse absurdo que ta te consumindo.
-em meia hora eu tou aí.
-tou te esperando.
Pra quem não sabe, essa é verdadeira razão por que o Chico escreveu a música abaixo. Podem acreditar. ele escreveu umas outras pra mim, mas eu vou postando aos poucos, junto com as conversas que provam a nossa intimidade, pra vocês não acharem que eu sou louca e tou inventando.

Chico Buarque - Bom Conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
-mariana?
-sim, quem é?
-chico.
-chico, querido!
-morena, escrevi mais uma coisa pensando em ti.
-em mim?
-é. A conversa naquela noite me inspirou.
-conversa? Ah...sobre as coisas que eu te contei?
-é. Eu senti que tu precisava de um “puxão de orelhas”. Olha, foi o que eu te falei naquele dia...te conheço há tempo suficiente pra saber que toda essa coisa ta te deixando séria, amarga, pessimista e irreconhecível e que tu fica muito mais bonita quando diz que ainda acredita no amor e insiste em me puxar pra um banho de chuva, que nem aquele dia frio lá em Ipanema. Eu prefiro a mariana do sorriso fácil e das idéias loucas.
-nem tava frio.
-mariana, eu poderia te dizer vai passar, mas eu prefiro não me omitir. Não posso deixar que os teus dias se acabem enquanto tu dorme pra que eles passem mais rápido. Acorda, amor.
-e quando é que eu vou ler esse puxão de orelhas?
-não só vai ler como vai ouvir. tu vai ver que eu deixei no masculino, pra não ficar muito óbvio que é pra ti. e porque ficou mais sonoro também.
-ah, é uma música?
-é, tou terminando. Vem aqui em casa pra me ajudar a terminar ela. E traz cigarros, por favor. Fiquei sem.
-maço?
-sim. Cabem melhor no bolso.
-isso ainda vai te matar.
-eu vou morrer de cigarro e tu de angústia, se não vier logo ouvir o que eu tenho pra te dizer sobre esse absurdo que ta te consumindo.
-em meia hora eu tou aí.
-tou te esperando.
Pra quem não sabe, essa é verdadeira razão por que o Chico escreveu a música abaixo. Podem acreditar. ele escreveu umas outras pra mim, mas eu vou postando aos poucos, junto com as conversas que provam a nossa intimidade, pra vocês não acharem que eu sou louca e tou inventando.

Chico Buarque - Bom Conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Que loucura, Jorge!
domingo, 15 de outubro de 2006
Diversão
ÊêeÊeÊêeÊêêe!!!! Hoje foi a festinha de aniversário da Isadora. Num lugar bem legal, cheio de brinquedos e máquinas de Pinball, Fliperamas, etc. Beeem divertido!
Primas

Parte das mulheres da família.
Com muita elegância, claro, mostrando que dirigir de vestido e pé no chão não é pra qualquer uma.
Dei uma surra na minha irmã no Street Fighter.
2 rounds a 1.
ainda lembrava de algumas manhas da época em que passava noites nos flipers da praia, com um bando de maloqueiros naquela atmosfera cheirando a suor. bons tempos aqueles em que as fichinhas custavam bem menos do que 1 real.
(o meu tio tentou me atrapalhar ali, mas fracassou.)
Dei uma surra na minha irmã no Street Fighter.2 rounds a 1.
ainda lembrava de algumas manhas da época em que passava noites nos flipers da praia, com um bando de maloqueiros naquela atmosfera cheirando a suor. bons tempos aqueles em que as fichinhas custavam bem menos do que 1 real.
(o meu tio tentou me atrapalhar ali, mas fracassou.)
terça-feira, 10 de outubro de 2006
A quem interessar possa:
não, eu não morri.
Obrigada pelos telefonemas preocupados, daqueles que se importam comigo e estranharam minha ausência no mundo virtual. O problema é o meu computador. Tá bem mal na UTI. Mas ele vai se recuperar.
Atualmente, estou mendigando acessos à internet na casa dos vizinhos e assemelhados.
Eu tou viva. BEM viva.
Não se preocupem. Tudo vai ficar bem.
P.S. A coisa mais engraçada dos últimos dias: acordei esses dias com MUITAS picadas de PULGA. Sim. Não me perguntem de onde ela surgiu...
"Minha filha, tu dormiu com algum cachorro?"
"Não, pai...com um gato!"
Se cuidem.
Eu volto em breve.
Obrigada pelos telefonemas preocupados, daqueles que se importam comigo e estranharam minha ausência no mundo virtual. O problema é o meu computador. Tá bem mal na UTI. Mas ele vai se recuperar.
Atualmente, estou mendigando acessos à internet na casa dos vizinhos e assemelhados.
Eu tou viva. BEM viva.
Não se preocupem. Tudo vai ficar bem.
P.S. A coisa mais engraçada dos últimos dias: acordei esses dias com MUITAS picadas de PULGA. Sim. Não me perguntem de onde ela surgiu...
"Minha filha, tu dormiu com algum cachorro?"
"Não, pai...com um gato!"
Se cuidem.
Eu volto em breve.
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Degustação
Sábado foi dia de degustação de cervejas alemãs trazidas dentro dos meus sapatos, ensacadas cuidadosamente e despachadas sem dó na minha mala nº1, com mais 30 kg.
Sábado também foi dia de comer as massas trazidas diretamente do mercado público de Florença. Elas foram trazidas na minha modesta mochila de mão, que, tirando os 2,5 kg dos spaghettis, deveria ter mais uns 18 kg, por causa dos 3 canecos de chopp e mais umas lembrancinhas frágeis. O pior de tudo era que eu tinha que fazer cara de que ela tava levezinha, pra ninguém desconfiar e querer pesar. Suando, vermelha, carregando 20 kg nas costas, caminhando num ângulo de quase 90°, mas deu tudo certo.
Enfim, comilança e bebedeira de primeiro nível. Onde? Na casa da minha vó, claro, junto com os meus 6 tios com suas respectivas famílias o que totaliza umas 30 pessoas mais ou menos. Só os de casa. E é assim praticamente todo final de semana...ai, que coisamaislinda essa família!

Sábado também foi dia de comer as massas trazidas diretamente do mercado público de Florença. Elas foram trazidas na minha modesta mochila de mão, que, tirando os 2,5 kg dos spaghettis, deveria ter mais uns 18 kg, por causa dos 3 canecos de chopp e mais umas lembrancinhas frágeis. O pior de tudo era que eu tinha que fazer cara de que ela tava levezinha, pra ninguém desconfiar e querer pesar. Suando, vermelha, carregando 20 kg nas costas, caminhando num ângulo de quase 90°, mas deu tudo certo.
Enfim, comilança e bebedeira de primeiro nível. Onde? Na casa da minha vó, claro, junto com os meus 6 tios com suas respectivas famílias o que totaliza umas 30 pessoas mais ou menos. Só os de casa. E é assim praticamente todo final de semana...ai, que coisamaislinda essa família!


Agora as latinhas enfeitam minha estante!
Crash Test Dummies - Mmmmm Mmmmm
Nostalgia: ON
Relembrem comigo esse clássico dos 90's, sempre presente nas reuniões dançantes, junto com Roxette e Nirvana.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
ressaca
(da série: resgatando escritos)
Me deixa vomitar as palavras agora, essas palavras que me enjoam todos os dias e que não me pertencem, me deixa, eu quero vomitar tudo que eu tive que engolir durante anos e não quero mais esperar que essas coisas fermentem aqui dentro e eu acabe explodindo de ódio qualquer hora assim, bem na tua frente, enquanto tu me olha com essa cara de pavor, pedindo pra que eu tenha calma, pra que eu pare de gritar, dizendo que tudo vai se resolver e implorando pra que eu não te olhe mais com olhos injetados de cólera mas não dá, eu quero acabar com esse enjôo que me enche a boca desse fel cada vez que eu te olho e vejo que tu não mudou quero me livrar desse peso quero me sentir vazia de verdade e depois sentir a cabeça ecoando meus passos eu quero me livrar dessa bebida amarga que tu me fez beber em pequenas doses durante tanto tempo e que agora me deixou embriagada de ódio e de desespero, eu quero cair ali na sarjeta e deixar essa angústia que me sufoca escoar junto com a água podre que infesta a rua, quero que tu vá pro inferno porque eu vou acordar desse pesadelo me sentindo culpada por ter desperdiçado tanto tempo com alguém que me deixou bêbada de mentiras e eu vou acordar ali deitada na sarjeta com um vira-latas me lambendo a cara fazendo exatamente o que tu fazia comigo naquelas noites em que tu me prometia o mundo antes de lamber o meu pescoço me deixa, me larga eu não aguento mais, me deixa despejar essa ira, deixa a minha tristeza escorrer em lágrimas enquanto eu finalmente acabo com essa embriaguez, porque amanhã ela vai me render a pior ressaca de toda minha vida.

sim, essa sou eu - foto tirada em 2002.
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Aniversário

No final da tarde do dia 26 de setembro de 2005, eu tava lá no Moinhos, com a cara grudada no vidro do berçário, chorando ao ver e ouvir a minha afilhada linda que tinha acabado de nascer.
No outro dia, fui derrubada pela maior crise de ites da minha vida. Não pude nem ir visitar a criança e mal podia falar ao telefone.
Depois de 10 dias, assim que o médico me garantiu que não tinha mais perigo de passar as bactérias pro pobre anjo eu, enfim, pude visitá-la e passei o dia com ela no colo.
Hoje ela faz 1 ano e tá cada dia mais gata.
Libriana das boas. Signo de ar, como a dinda e a mãe dela.
Só o que eu tenho a desejar, é que ela seja feliz.
E que ela saiba que o papel da dinda é acabar com todos os bichos-papão que se atreverem a cruzar o caminho dela. Pro resto da vida.
Feliz Aniversário, Isadora!
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Domingo + primavera
Domingo de manhã(Meu pai, parecendo um modelo do Tevah)
(Desculpem, mas eu tenho o pôr-do-sol mais bonito do mundo todos os dias aqui, bem na minha janela.
E desde que eu nasci, sou apaixonada por ele).
perfil
nome bonito. sobrenome estranho, mas combinaria com o meu. sorriso lindo. 27 anos. hm, é solteiro.
trabalha com arte. escreve bem. tem olhos castanhos. gosta de flertar, material erótico e tempestades.
78 comunidades. olha! também gosto dessa banda! tá no doutorado. gosta de sorvete de pistache mas detesta cigarro. nunca fez amigos bebendo leite. mora sozinho. deve ganhar bem. é do interior. usa barba. pelas fotos, tá sempre em Montevideo. gosta de Patrícia. ainda bem que é a cerveja. tem bom gosto pra filmes.
não apaga recados. isso é bom: não tem rabo preso.
só recado de mulher. ele responde todos, mas não é nada comprometedor.
ele usa essas bermudas que eu gosto.
bom sinal. é gremista e vai ao estádio. bah! tava no mesmo jogo que eu, que coisa.
nossa! temos 2 amigos em comum. como será ele conhece o Rafa?! ah, a Dani deve ser da faculdade. mesmo curso.
8 depoimentos.
ele é carinhoso, sincero, amigo e meio desastrado. tá, não faz mal.
tem uma irmã. hm...e já é tio, pelo visto.
muito criativo. interessante, inteligente.
gostei.
será que deixo um scrap? não, scrap não. ele parece ser discreto. mensagem, uma mensagem. se ele não gostar, pelo menos ninguém fica sabendo.
vou arriscar. tá, amanhã sem falta. vou acompanhar um pouco mais.
vou ser bem sutil. tomara que ele goste de mim.
trabalha com arte. escreve bem. tem olhos castanhos. gosta de flertar, material erótico e tempestades.
78 comunidades. olha! também gosto dessa banda! tá no doutorado. gosta de sorvete de pistache mas detesta cigarro. nunca fez amigos bebendo leite. mora sozinho. deve ganhar bem. é do interior. usa barba. pelas fotos, tá sempre em Montevideo. gosta de Patrícia. ainda bem que é a cerveja. tem bom gosto pra filmes.
não apaga recados. isso é bom: não tem rabo preso.
só recado de mulher. ele responde todos, mas não é nada comprometedor.
ele usa essas bermudas que eu gosto.
bom sinal. é gremista e vai ao estádio. bah! tava no mesmo jogo que eu, que coisa.
nossa! temos 2 amigos em comum. como será ele conhece o Rafa?! ah, a Dani deve ser da faculdade. mesmo curso.
8 depoimentos.
ele é carinhoso, sincero, amigo e meio desastrado. tá, não faz mal.
tem uma irmã. hm...e já é tio, pelo visto.
muito criativo. interessante, inteligente.
gostei.
será que deixo um scrap? não, scrap não. ele parece ser discreto. mensagem, uma mensagem. se ele não gostar, pelo menos ninguém fica sabendo.
vou arriscar. tá, amanhã sem falta. vou acompanhar um pouco mais.
vou ser bem sutil. tomara que ele goste de mim.
sábado, 23 de setembro de 2006
Se me permitem,
gostaria de dar algumas dicas:
1. Para aquelas noites que tão quase sendo chatas:
Peguem uma boa companhia pela mão, escolham um bom cinema e assistam Click.
Eu assisti na última quinta e foi deveras divertido.
2. Leiam o http://www.armazemliterario.com.br/
Sempre tem gente boa e surpresas agradáveis.
Pros que se arriscam: dá pra mandar textos e, se forem escolhidos, são publicados e entram na lista de votação.Os mais votados vão ficando no ar.
3. Pra ler e reler: "Os cem melhores contos brasileiros do século".
Leiam um conto todas as noites antes de dormir e acordem mais felizes.
4. Quer comer bem, num lugar agradável?
Restaurante La Piedra. Cozinha variada, ambiente aconchegante, vista maravilhosa pro Rio Guaíba, atendimento impecável. Nada muito caro, mas a gente paga pelo que é bom. Tem sarau literário uma vez por semana, se não me engano. O dono é um artista plástico argentino (charmoséérrimo), o Manolo. Pra saber mais: http://www.lapiedra.com.br/ . Aceito convites.
5. Tá, entendi. Tá sem dinheiro, né?
Sem problemas. Pega um saco de bergamota (Ponkan, de preferência) numa mão e aquela pessoa divertida na outra e vai lagartear no solzinho. Mas vê se leva uma sacolinha pra botar as cascas e as sementes. A gente é pobre, mas é limpinho. Sugestão de lugares: Redenção, Gasômetro e Ipanema. E te apressa. Tá passando a época das bergas.
Divirtam-se!
1. Para aquelas noites que tão quase sendo chatas:
Peguem uma boa companhia pela mão, escolham um bom cinema e assistam Click.
Eu assisti na última quinta e foi deveras divertido.
2. Leiam o http://www.armazemliterario.com.br/
Sempre tem gente boa e surpresas agradáveis.
Pros que se arriscam: dá pra mandar textos e, se forem escolhidos, são publicados e entram na lista de votação.Os mais votados vão ficando no ar.
3. Pra ler e reler: "Os cem melhores contos brasileiros do século".
Leiam um conto todas as noites antes de dormir e acordem mais felizes.
4. Quer comer bem, num lugar agradável?
Restaurante La Piedra. Cozinha variada, ambiente aconchegante, vista maravilhosa pro Rio Guaíba, atendimento impecável. Nada muito caro, mas a gente paga pelo que é bom. Tem sarau literário uma vez por semana, se não me engano. O dono é um artista plástico argentino (charmoséérrimo), o Manolo. Pra saber mais: http://www.lapiedra.com.br/ . Aceito convites.
5. Tá, entendi. Tá sem dinheiro, né?
Sem problemas. Pega um saco de bergamota (Ponkan, de preferência) numa mão e aquela pessoa divertida na outra e vai lagartear no solzinho. Mas vê se leva uma sacolinha pra botar as cascas e as sementes. A gente é pobre, mas é limpinho. Sugestão de lugares: Redenção, Gasômetro e Ipanema. E te apressa. Tá passando a época das bergas.
Divirtam-se!
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
"Não há Brasil sem Rio Grande e nem tirano que mande
na alma de um farroupilha."
(Jaime Caetano Braun)
Estou num estado muito apropriado para comemorar o Vinte de Setembro: o Rio Grande do sul - hehehe tá, é que foi inevitável...Falando sério, eu quis dizer estado de condição física: tou uma bela duma farrapa.
A festinha de aniversário da Schi, ontem, me derrubou. Eu não me lembro muito bem da metade final da noite mas, se não me engano, eu (junto com Lady Bauer e um bonitão lá que me apareceu de repente) fechei o Santíssimo.
Mas, já eram mais de 3 da manhã, e eu mal conseguindo caminhar sozinha, ainda encarei aquele cheiro de fritura e gordura rançosa do Cavanha's. Torci pra não encontrar nenhum conhecido por lá e sentei comportada na mesa. Só que num determinado momento, não conseguindo controlar o meu enjôo, comuniquei ao meu faminto acompanhante, que teria que dar um tempo na rua, pra poder respirar. Naquela hora, tudo que eu mais queria era sentar no meio fio e acabar com aquele embrulho no estômago, mas me contive.
Eu não me lembro do percurso da volta pra casa. Só lembro de dar boa noite pro porteiro, tentando andar em linha reta. E lembro da dificuldade em achar a chave certa pra abrir a porta.
Acordei hoje de manhã sem saber como eu consegui subir na cama e, o mais incrível: eu tava de pijama! Não dormi com a roupa fedendo a cigarro, como já aconteceu antes. Agora tou aqui, de pantufas, calça e moletom, jogada às traças, com a cabeça doendo e o estômago pesado. O pior de tudo é que hoje eu tou (ir)responsável pela minha irmã pequena, que volta e meia me pergunta se eu tou melhor sem nem saber o que eu tenho, realmente. Não tive condições de fazer almoço pra ela, coitada. Ainda bem que existem os Hot Pockets da Sadia.
Agora vou aproveitar o feriadinho com chuva pra me recuperar, deitada, olhando sessão da tarde e tomando chá.
Tou de ressaca, mas tou feliz.
E viva os Farrapos!
(sério: agradecimento especial à Carol e ao menino do olhar bonito que me deixou na porta de casa. Sem eles, eu não estaria aqui - literalmente.)
sábado, 16 de setembro de 2006
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
reforma
estou sem chão.
agora sei exatamente qual a sensação de não ter onde pisar.
aí tu olha pre frente e não enxerga nada, mal consegue respirar.
só existe uma névoa de poeira, baixando bem devagar, como se fosse o último suspiro daquilo tudo que acabou de ser destruído.
aí tu olha pra baixo e só vê buracos. e tem vontade de se enfiar num deles.
não existe mais nada.
a gente tenta gritar, mas é sufocada pelos destroços.
e quando a voz sai, teimosa, ecoa no meio do nada.
pior sensação do mundo, é quando te tiram o chão.
os últimos dias têm sido iguais: levanto, sacudo a poeira e boto o spray pra rinite.
dar a volta por cima ainda não dá...
o Seu Jesus acabou de assentar o piso novo na minha cozinha.
agora sei exatamente qual a sensação de não ter onde pisar.
aí tu olha pre frente e não enxerga nada, mal consegue respirar.
só existe uma névoa de poeira, baixando bem devagar, como se fosse o último suspiro daquilo tudo que acabou de ser destruído.
aí tu olha pra baixo e só vê buracos. e tem vontade de se enfiar num deles.
não existe mais nada.
a gente tenta gritar, mas é sufocada pelos destroços.
e quando a voz sai, teimosa, ecoa no meio do nada.
pior sensação do mundo, é quando te tiram o chão.
os últimos dias têm sido iguais: levanto, sacudo a poeira e boto o spray pra rinite.
dar a volta por cima ainda não dá...
o Seu Jesus acabou de assentar o piso novo na minha cozinha.
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Modernidades
Definitivamente, tem alguma coisa errada: eu ou a moda.
Falo em moda de moda, mesmo: roupas, tendências, tecidos, cores, modelagens...e todo esse blablabla que eu não entendo nada.
Pois bem. Hoje fui às compras com a minha irmã.
Tá certo que eu nunca fui ávida por tardes de bate-pernas em shoppings, entra e sai de provador, essas coisas. Eu odeio experimentar roupas. Talvez isso ajude a diminuir os meus níveis de tolerância dentro de lojas.
Além do mais, eu sou indecisa, entro em pânico quando eu tenho que escolher entre a blusinha azul ou a verde. Nunca sei o que fica melhor, nunca sei o que comprar. Eu sempre preciso de uma segunda opinião incisiva e definitiva. Mas a minha irmã é tão indecisa quanto eu.
Só que o que me deixou furiosa hoje, foi não ter conseguido encontrar uma calça jeans que eu gostasse. Experimentei umas 20. E todas, TODAS agora têm aquela boca afunilada, colada no tornozelo, pra usar com aquelas botas (que eu acho muito bregas) por cima, num estilo que homenageia o astronauta Marcos Pontes, só pode! Eu me lembro que na sessão "certo e errado" da Capricho, botas por cima das calças -bem como bota de cano curto com saia- eram vetadas, sempre. O que é isso, agora?! Onde estão as calças básicas, five pockets, retas e que ficam bem tanto com tênis quanto com um sapato mais alto?! Não. não existem mais.
Essas malditas modelos magricelas ajudam a disseminar essa moda patética e esquelética. E as moças pequenas de quadril largo, que nem eu?! Eu tenho muita coisa pra acomodar nessas calças anoréxicas, de pernas finas e sem compartimento de bagagem. Eu não sirvo num modelito Gisele Bündchen!
Tá certo que eu sempre tive dificuldade pra achar calça jeans. porque eu acho que o meu número não existe. As 36 não passam nos quadris e as 38 sobram na cintura. Okey, okey... eu já me acostumei a ter que mandar arrumar a maioria delas na costureira. Mas isso até tudo bem....agora, essa moda besta de estragarem as calças jeans clássicas, é demais.
Fiquei TRÊS HORAS dentro do shopping e saí desiludida. Essa vida de dondoca não me serve.
E agora? O que vai ser de mim, uma old fashioned girl, com essas calças moderninhas?
*suspiro*
Falo em moda de moda, mesmo: roupas, tendências, tecidos, cores, modelagens...e todo esse blablabla que eu não entendo nada.
Pois bem. Hoje fui às compras com a minha irmã.
Tá certo que eu nunca fui ávida por tardes de bate-pernas em shoppings, entra e sai de provador, essas coisas. Eu odeio experimentar roupas. Talvez isso ajude a diminuir os meus níveis de tolerância dentro de lojas.
Além do mais, eu sou indecisa, entro em pânico quando eu tenho que escolher entre a blusinha azul ou a verde. Nunca sei o que fica melhor, nunca sei o que comprar. Eu sempre preciso de uma segunda opinião incisiva e definitiva. Mas a minha irmã é tão indecisa quanto eu.
Só que o que me deixou furiosa hoje, foi não ter conseguido encontrar uma calça jeans que eu gostasse. Experimentei umas 20. E todas, TODAS agora têm aquela boca afunilada, colada no tornozelo, pra usar com aquelas botas (que eu acho muito bregas) por cima, num estilo que homenageia o astronauta Marcos Pontes, só pode! Eu me lembro que na sessão "certo e errado" da Capricho, botas por cima das calças -bem como bota de cano curto com saia- eram vetadas, sempre. O que é isso, agora?! Onde estão as calças básicas, five pockets, retas e que ficam bem tanto com tênis quanto com um sapato mais alto?! Não. não existem mais.
Essas malditas modelos magricelas ajudam a disseminar essa moda patética e esquelética. E as moças pequenas de quadril largo, que nem eu?! Eu tenho muita coisa pra acomodar nessas calças anoréxicas, de pernas finas e sem compartimento de bagagem. Eu não sirvo num modelito Gisele Bündchen!
Tá certo que eu sempre tive dificuldade pra achar calça jeans. porque eu acho que o meu número não existe. As 36 não passam nos quadris e as 38 sobram na cintura. Okey, okey... eu já me acostumei a ter que mandar arrumar a maioria delas na costureira. Mas isso até tudo bem....agora, essa moda besta de estragarem as calças jeans clássicas, é demais.
Fiquei TRÊS HORAS dentro do shopping e saí desiludida. Essa vida de dondoca não me serve.
E agora? O que vai ser de mim, uma old fashioned girl, com essas calças moderninhas?
*suspiro*
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Scooby Dooby Doo...Where are you?
Especialmente hoje, senti muita saudade de uma pessoa que mudou minha vida há 3 anos e ainda me faz uma falta enorme.
Do guri que me ensinou quase tudo que eu sei sobre o amor.
Do guri que me despertou pra vida.
Do guri que fez 4 meses valerem por uma vida inteira.
Do guri que me deu um dos meus melhores verões.
Daquele que me lapidou e me deu aulas de coragem e de como se vive intensamente.
Do sorriso mais lindo, que brotava tímido no meio daquele cheiro de álcool iodado, toda vez que eu aparecia vestindo aquela máscara feia.
Saudade do primeiro par de olhos azuis que me fizeram tremer.
Saudade de ouvir as coisas que ele me dizia todos os dias e que eu tomei como lema.
Saudade de uma cumplicidade que eu acho que nunca mais vou ter. De uma entrega mútua que é digna só daqueles que entendem que a vida não pode ser vivida pela metade.
Foi o meu primeiro amor incondicional.
É a minha melhor saudade.
Do guri que me ensinou quase tudo que eu sei sobre o amor.
Do guri que me despertou pra vida.
Do guri que fez 4 meses valerem por uma vida inteira.
Do guri que me deu um dos meus melhores verões.
Daquele que me lapidou e me deu aulas de coragem e de como se vive intensamente.
Do sorriso mais lindo, que brotava tímido no meio daquele cheiro de álcool iodado, toda vez que eu aparecia vestindo aquela máscara feia.
Saudade do primeiro par de olhos azuis que me fizeram tremer.
Saudade de ouvir as coisas que ele me dizia todos os dias e que eu tomei como lema.
Saudade de uma cumplicidade que eu acho que nunca mais vou ter. De uma entrega mútua que é digna só daqueles que entendem que a vida não pode ser vivida pela metade.
Foi o meu primeiro amor incondicional.
É a minha melhor saudade.
domingo, 10 de setembro de 2006
só uma coisinha:
não costumo ficar expondo esse tipo de coisa, mas vou ter que falar...na noite de sábado pra domingo eu dormi acompanhada.
mas essa vez me provou, mais uma vez, que eu tenho o maior jeito pra virar noites.
ainda mais quando é pra cuidar de bebês. minha afilhada coisamaisqueridadadinda dormiu comigo. e, enquanto eu fazia ela dormir, na penumbra do quarto, olhava o rostinho dela, com aquele bico cor-de-rosa enterrado entre as bochechas, pensava: "eu acho que eu vou ser a mãe mais apaixonada do mundo".
ela chorou, sim. bebês choram. eu acordei de madrugada, fiz mamadeira às 7 da manhã, troquei fraldas e fiz ela dormir de novo, até às 11, porque domingo é dia de dormir até tarde, oras.
mas uma das melhores sensações do mundo, é ser acordada, às 7 da manhã (depois de ter ido dormir às 3), com uma mãozinha gorda no meu nariz, me beliscando. Daí tu abre os olhos, vê aquela coisinha sentadinha na cama, toda descabelada, com o bico encobrindo o sorrisão...e eu quase me derreto de tanta felicidade.
Tem que ter muito autocontrole pra conter a síndrome de Felícia: "vou te apertar, te esmagar e te encheeeer de carinho!"
A Isadora entrou pra seleta lista das pessoas que conseguem me acordar sem me deixar de mau humor.
E me deixa toda orgulhosa quando recusa o colo de todo mundo e só aceita o meu.
Concluindo: nunca, NUNCA acreditem em mim o dia que, por alguma insanidade mental minha, eu disser que não quero ter filhos. Definitivamente, eu nasci pra ser mãe.
mas essa vez me provou, mais uma vez, que eu tenho o maior jeito pra virar noites.
ainda mais quando é pra cuidar de bebês. minha afilhada coisamaisqueridadadinda dormiu comigo. e, enquanto eu fazia ela dormir, na penumbra do quarto, olhava o rostinho dela, com aquele bico cor-de-rosa enterrado entre as bochechas, pensava: "eu acho que eu vou ser a mãe mais apaixonada do mundo".
ela chorou, sim. bebês choram. eu acordei de madrugada, fiz mamadeira às 7 da manhã, troquei fraldas e fiz ela dormir de novo, até às 11, porque domingo é dia de dormir até tarde, oras.
mas uma das melhores sensações do mundo, é ser acordada, às 7 da manhã (depois de ter ido dormir às 3), com uma mãozinha gorda no meu nariz, me beliscando. Daí tu abre os olhos, vê aquela coisinha sentadinha na cama, toda descabelada, com o bico encobrindo o sorrisão...e eu quase me derreto de tanta felicidade.
Tem que ter muito autocontrole pra conter a síndrome de Felícia: "vou te apertar, te esmagar e te encheeeer de carinho!"
A Isadora entrou pra seleta lista das pessoas que conseguem me acordar sem me deixar de mau humor.
E me deixa toda orgulhosa quando recusa o colo de todo mundo e só aceita o meu.
Concluindo: nunca, NUNCA acreditem em mim o dia que, por alguma insanidade mental minha, eu disser que não quero ter filhos. Definitivamente, eu nasci pra ser mãe.
sábado, 9 de setembro de 2006
O começo do fim
Este blog vem enfrentando problemas de força maior: a dona é geminiana e enjoou dele. (Que fácil, né? Mas comigo é assim que funciona.)
Não ando mais a fim de escrever aqui, portanto, é provável que ele desapareça em alguns dias.
Pode ser que daqui uns tempos eu até retome ele. Mas, independente do que o futuro reserva a esse humilde sítio, ele vai ficar aqui...e vai ficando, ficando...até se perder em meio a esse monte de lixo virtual.
Ai! Enchi o saco, enjoei, cansei, deu.
E não darei entrevistas sobre o assunto.
Não ando mais a fim de escrever aqui, portanto, é provável que ele desapareça em alguns dias.
Pode ser que daqui uns tempos eu até retome ele. Mas, independente do que o futuro reserva a esse humilde sítio, ele vai ficar aqui...e vai ficando, ficando...até se perder em meio a esse monte de lixo virtual.
Ai! Enchi o saco, enjoei, cansei, deu.
E não darei entrevistas sobre o assunto.
domingo, 3 de setembro de 2006
ENFP
Na época do colégio, em meio aquele estresse de final de terceiro ano, decidindo algum curso pra fazer vestibular, nós, adolescentes, cheeeios de dúvidas, recebemos durante algumas semanas, a visita de uma grupo de psicólogas que foram lá pra aplicar um teste de personalidade e aquele vocacional.
No fundo, eu não sabia direito o que queria fazer no vestibular, mas eu sabia que na hora, eu ia saber. Eu não tava muito preocupada. Mas sempre adorei fazer esses testes.
No teste vocacional, o resultado não me surpreendeu: área da saúde, comunicação, facilidade pra lidar com pessoas e todo aquele blablabla. Bom, se o teste tava certo, não sei, mas não deve ser à toa que eu sou extremamente feliz na profissão que eu escolhi.
No teste de personalidade, eu nunca esqueci a sigla à qual eu fui resumida: ENFP ou, Extroverted, iNtuition, Feeling, Perception.
Outro dia, me mandaram por e-mail um link de um teste de personalidade muito semelhante ao que eu fiz há 7 anos. Mas, logicamente, muuuuuito mais resumido. Refiz. Deu a mesma coisa. Sou uma ENFP assumida e feliz. Faço parte dos 7% da população. E ainda tenho temperamento idealista, que nem o Gandhi. Adorei.
Quem não tiver mais nada pra fazer e quiser ler o que é uma ENFP, o link é esse: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl?profile=ENFP
Quem quiser fazer o teste, o link é esse: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl . E se alguém fizer, volta aqui pra me dizer o que deu. (Tem um outro link que mostra um gráfico no final: http://keirsey.com/ptest.html)
Façam e me contem. Quero saber com que tipo de gente eu ando me relacionando.
No fundo, eu não sabia direito o que queria fazer no vestibular, mas eu sabia que na hora, eu ia saber. Eu não tava muito preocupada. Mas sempre adorei fazer esses testes.
No teste vocacional, o resultado não me surpreendeu: área da saúde, comunicação, facilidade pra lidar com pessoas e todo aquele blablabla. Bom, se o teste tava certo, não sei, mas não deve ser à toa que eu sou extremamente feliz na profissão que eu escolhi.
No teste de personalidade, eu nunca esqueci a sigla à qual eu fui resumida: ENFP ou, Extroverted, iNtuition, Feeling, Perception.
Outro dia, me mandaram por e-mail um link de um teste de personalidade muito semelhante ao que eu fiz há 7 anos. Mas, logicamente, muuuuuito mais resumido. Refiz. Deu a mesma coisa. Sou uma ENFP assumida e feliz. Faço parte dos 7% da população. E ainda tenho temperamento idealista, que nem o Gandhi. Adorei.
Quem não tiver mais nada pra fazer e quiser ler o que é uma ENFP, o link é esse: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl?profile=ENFP
Quem quiser fazer o teste, o link é esse: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl . E se alguém fizer, volta aqui pra me dizer o que deu. (Tem um outro link que mostra um gráfico no final: http://keirsey.com/ptest.html)
Façam e me contem. Quero saber com que tipo de gente eu ando me relacionando.
Assinar:
Postagens (Atom)















