quinta-feira, 12 de março de 2009

Os efeitos de woodstock

olha que eu já ouvi nome estranho. inclusive postei alguns aqui, mas esse foi demais...
a moça da foto, MARIJUANA PEPSI é filha de hippies que, em 1972 ainda sob efeito pós-woodstock, viajaram no nome da filha.


fiquei imaginando ela casando:
-sr. fulano, aceita Marijuana Pepsi?

agora, se essa moda pega, imagino o que não vai sair de nome bizarro por aqui nessa geração que frequenta as RÊIVES e trocou a marijuana pelo doce.

tipo:
Ecstasy Red Bull da Silva ou
Paranóia Arrepiada dos Santos ou
Taquicardia Atomic da Rosa
eu não duvido.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Censura sim!

bem legal essa campanha realizada pelo canal de WebTv da Beate Uhse.
a Beate Uhse é uma indústria de interesses adultos, com lojas, e até "museu do erotismo" em berlin.

o legal é que eles são super sérios e realmente se preocupam em atingir somente o público alvo, poupando uma geração inteira de crianças de serem precocemente expostos à pornografia.

assim como a internet facilitou muito a propagação da pedofilia, se usada de maneira consciente como essa, tem o poder - e o dever- de restringir o acesso a determinados assuntos. a web não deve ser um universo livre, pelo menos enquanto os pais tiverem o controle em casa.

definitivamente, sexo é coisa de gente grande.




beate-uhse erotic tv from joseyyo on Vimeo.

Eu trouxe essa notícia daqui.

domingo, 8 de março de 2009

até quando?

dispenso as felicitações e as rosas do dia 8.
pra mim, essa ladainha do dia da mulher é tão repugnante, preconceituoso e superficial quanto as cotas para negros nas universidades.

eu me faço respeitar e valorizar nos 365 dias do ano, há 26 anos.
dia da mulher é para as fracas.
coisa de mulherzinha.

terça-feira, 3 de março de 2009

sinais

tenho notado algumas mudanças no meu comportamento.
pequenos sinais de que a gente muda mesmo com o passar dos anos. esse ano eu faço 27. e 27 é praticamente 30. não sei o que tem de tão especial na marca dos 30, mas que é uma idade emblemática, é. principalmente para mulheres.

tem coisas que são como um grande painel com luz neon piscando "quase balzaca", como por exemplo:

1. usar coisas douradas.
quem me conhece sabe que ue nunca curti bijus (e jóias) douradas. tenho uma correntinha com um pingente de coração que eu ganhei de 15 anos da minha vó que eu nunca usei. agora, resgatei ela e resolvi usar. brincos, anéis, coisas que antes eu achava horrível, agora uso. assim, sem explicação.

2. usar um batonzinho.
só usava gloss. ou nada. no máximo um batom clarinho, cor de boca. agora comprei um batom "coral". é que parece que ilumina mais o rosto, entende?

3. ondas de calor.
não. não é menopausa. deve faltar uns 20 anos pra eu passar por isso ainda. mas é que eu sempre fui friorenta, gelada, fiasquenta. tá, eu continuo igual, mas agora eu tenho uns surtos de calor, assim, do nada. claro que é efeito da idade, hormônios, essas coisas. só pode.

4. dormir cedo pra aproveitar a praia de manhã.
eu fiz isso praticamente todos os dias das minhas 2 semanas de férias. inclusive nos finais de semana. 11 da noite eu já tava subindo com minha garrafinha d'água (outro sinal). quando eu tinha 16 anos eu virava as noites (principalmente no carnaval) e nem fazia muita questão de praia de manhã.

5. comer rúcula, tomate, usar adoçante e beber leite semi-desnatado.
se eu fosse homem, estaria virando uma bicha. no meu caso, só mais um sinal do início do ápice da maturidade. "vou comer porque faz bem pra saúde".

enfim. o melhor a fazer é relaxar e aproveitar essa nova fase que a vida está me oferecendo. em breve me transformarei numa mulher madura, financeiramente estável, substituirei as smirnoffs ice e os churrascos por proseccos e uma saladinha de queijo de búfala no meio da semana e trocarei o garagem hermética pelo show da diana krall no teatro do sesi.
porque eu vou ser uma balzaca rica e charmosa.

e olha que eu nem falei do casamento.

segunda-feira, 2 de março de 2009

voltei.

não foram assim, umas féééérias como costumava ser quando eu tinha 15 anos e ficava 2 meses direto na praia.
foram duas semanas de alívio. mais chuva do que sol, mas tá, tudo bem. mudei a rotina, os ares, os trajes. dormi na hora de acordar e acordei na hora de dormir. fiz palavras-cruzadas na hora de almoçar e almocei na hora de jantar.

exercitei a capacidade de curtir muito as coisas boas que duram pouco.

acho que o saldo foi positivo, apesar da cara mal-humorada da menina ali em cima.
tou com uma pontinha de vontade de encarar esse ano aí.
bom recomeço pra todos.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ovos.

não sei se alguém lembra da vez que eu postei sobre o meu drama de comprar um dado, pelo simples fato de não saber direito como pedir um sem cair no clichê de mau gosto "o senhor tem dado?".

esses dias me aconteceu algo parecido. não sei se sou eu que tenho a mente poluída ou sei lá, mas eu sempre imagino as piores respostas.

tava no BIG e como eu não sou muito chegada a esse papel de dona-de-casa e ODEIO supermercado, eu não sei muito bem onde ficam as mercadorias.
o último item da minha lista eram...OVOS.

não, eu não sabia que os ovos ficavam junto com as verduras, nem me dei conta que o nome da seção é "hortifrutigranjeiros" GRANJEIROS, de GRANJA, onde têm GALINHAS que colocam....OVOS!

muito bem. andei uns 17km dentro do super até me dar por vencida: "vou perguntar".
nenhuma funcionária. só cueca. azar. muito bem, como eu pergunto?

- oi, tem ovos?
- com licença, onde estão os ovos?
- moço, podes me mostrar onde ficam os ovos?

juro que eu sempre imaginava o cara respondendo de forma bruta, segurando o saco e dizendo "tão aqui ó, é só pegar! hahahaaha".
de qualquer forma, eles pensariam em alguma piadinha infame e depois contariam pros amigos num boteco qualquer.

azar.
"oi, sabe me dizer onde tem ovos?" - foi o melhor que eu consegui.
"ali na seção de hortifrutiGRANJEIROS, moça." (mentalmente ele trocou o "moça" por "panaca", certamente.)

ai, que raiva que me dá de perguntar coisas constrangedoras.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

as muitas eus ou: surto de vaidade.

desde pequena eu ouço de todo mundo que, por ser geminiana, eu tinha "duas caras".

aí eu cresci e fui numa astróloga. papo vai, papo vem, comentei que todo mundo dizia que os nativos de gêmeos são vistos como pessoas dúbias o que, muitas vezes, pode não ser bom.

ela me olhou bem devagar, sorriu e falou a frase que seria a minha saída triunfante dali pra frente, toda vez que me fizessem qualquer acusação ao descobrirem meu signo:

- mariana, tu não é duas. tu é várias. tu é quem tu quiser, dependendo do teu humor, do dia, da lua, do sol, da umidade relativa do ar, tanto faz.

achei aquilo tão legal! como eu não tinha me dado conta?!

claro que isso não caracteriza um distúrbio de personalidade nem distorce a minha auto-imagem. mas eu realmente assumi esses papéis. e ser muitas marianas me ajuda em vários momentos da minha vida: na hora que eu tenho que ser calma e delicada com os meus pacientes, quando eu tenho que brigar com alguma vítima de qualquer 0800, quando eu tenho que falar em público, quando eu tenho que encarar uma reunião cabeludíssima em algum local de trabalho...

muita gente vai pensar que isso é falsidade, que eu sou uma grande mentira ou que eu sou cínica e dissimulada.

ledo engano, meus caros.

toda e qualquer mariana que vocês tiverem o imenso prazer de encontrar em mim será a criatura mais verdadeira e transparente, com toda a sinceridade do mundo. tenham certeza.

mesmo que a aparência mude, a voz fique mais firme ou mais doce, os gestos sumam ou apareçam com exagero, o sorriso saia fácil ou a face se feche num semblante sisudo, ainda assim, serei eu. afinal, é muito monótono ser a mesma pessoa o tempo todo.

e se tudo isso assustou vocês e agora vocês pensam que eu sou um caso de psiquismo grave, fiquem tranquilos. se vocês não gostarem muito da mariana que vocês encontrarem, sentem e esperem uns minutos. logo logo já aparece outra.


***

aproveitando o assunto: bem que eu gostaria que fosse fácil assim mudar de cara, de cabelo e de cor de olhos. isso ia ajudar muito na caracterização das minhas muitas eus.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

babies

segundo o site makemebabies esses serão nossos filhos. o difícil é ter que manter a mesma cara da foto que a gente mandou pro site , na hora H.


ah, falaí...até que saíram bonitinhos!





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

pode?

não sei se vocês lembram ou acompanharam meu blog durante os 3 meses que passei em munique, na alemanha em 2006.

eu aproveitei alguns dias de sol e relativo calor pra me bronzear à beira do rio isar, que atravessa a cidade. lá, eu presenciei cenas que se encaixariam muito mais na nossa realidade (superdescolados, país do carnaval, do funk, da dança da bundinha, blablabla) do que na sociedade alemã (dita fria, preconceituosa e conservadora).

pois bem. os alemães realmente trocavam de roupa na frente de todo mundo ou ficavam ali, peladões com suas coisas balançantes penduradas (mulheres tinham coisas balançantes no hemisfério norte e homens no hemisfério sul), nem aí pra ninguém. e não era local de nudismo. tiravam os biquínis e sungas molhados, vestiam as roupas e iam pra casa, bem belos e sequinhos. eu que não tive coragem nem de fazer topless, voltava pra casa molhada e com frio.

ontem, me surpreendi ao ler a notícia dos velhos alemães que foram detidos ao trocar de roupa no saguão do aeroporto de salvador.
ah, faça-me o favor!

tudo bem, eu até posso concordar (depois de refletir muuuuito) que eles deveriam se encaixar aos costumes do país que visitam e tudo o mais (?!), mas ter que aguentar a hipocrisia dos soteropolitanos dizendo que aquilo era uma pouca-vergonha, foi demais.

os véios passaram vários dias cheios de mulatas se oferecendo, bebida liberada, bundalelê, fio dental, e tudo o que tinham direito mas, ao voltar pra casa, foram vítimas da nojenta e asquerosa hipocrisia brasileira.

me pergunto:
*mulherada esfregando a bunda na cara de estrangeiro no carnaval (e fora do carnaval) não é pouca-vergonha?
*baile funk não é pouca-vergonha?
*carnaval não é pouca-vergonha?
*mulher melancia e outras frutas bichadas, não são pouca-vergonha?
*big brother não é pouca-vergonha?

claro que, pra eles, a imagem que o brasil passa é de um país sem pudores. afinal, se na alemanha pode, porque aqui não poderia??

dou meu apoio total aos velhos alemães! se a gente pode usar fio dental na alemanha (que, com certeza, pra eles é muito mais provocante do que bunda de fora), eles podem trocar de calça no aeroporto. nada de dois pesos duas medidas. sejamos coerentes e sensatos.
hipocrisia é o cúmulo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

expectativa.

no dia 05 de agosto de 2008, eu postei aqui sobre a polêmica morte do heath ledger.

agora, ele realmente foi indicado ao oscar como melhor ator coadjuvante.

aqui também postaram sobre o que eu li numa comunidade do orkut. (pra vocês verem como eu não tou louca desvairada sozinha).

o oscar é dia 22 de fevereiro.

até lá, admito aqui, só pra vocês que são meus amigos: tenho uma faísca de esperança dentro do meu eu. ai ai.



domingo, 11 de janeiro de 2009

Em dezembro passado, o curso de Fonoaudiologia do IPA (onde eu me formei) fez 18 anos.
Também em dezembro, dia 09, foi o dia do fonoaudiólogo.
Meio atrasada, posto aqui um vídeo que homenageia o curso.
Não é fácil ser fono. Mas eu AMO.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

¨

esse blog está de luto pela morte de duas pequenas figuras que farão muita falta na minha vida.
sempre resisti ao lado deles, que de tão unidos já eram uma coisa só. nasceram juntos, morreram juntos.
deixaram um legado de seguidores fiéis. deixaram grandes nomes confusos.
descanse em paz, querido TREMA.

aqui neste espaço, continuarei respeitando sua grande função, de dar som de U ao U, por exemplo. nunca vou me acostumar a ler linguiça com U sem tu me sinalizando.

aqui, o trema não morreu.



FICA AQUI REGISTRADA A MINHA INDIGNAÇÃO CONTRA ESSA BOBAGEM DE RENOVAÇÃO DA
GRAMÁTICA. FAREI UM POST EXCLUSIVO MUITO EM BREVE.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quer um homem? Pensa bem.

Já recebi um milhão de vezes esse texto por e-mail mas nunca li inteiro.
De tanto o meu namorado fazer piada sobre ele, me beijando na testa nos momentos menos propícios e se matando de rir em seguida, resolvi buscá-lo na internet e quase vomitei. Certamente quem escreveu ele é uma mimadinha que não sabe nada sobre coisas boas da vida. Perdeu, tolinha!

Corrigi, pra ficar mais real.


Quero um homem que me chame de linda em vez de gostosa...
E por que não pode ser as duas coisas? Eu me mato na academia pra quê, afinal?!?! Me chama de gostosa, sim. Linda E gostosa.

Que me ligue de volta quando eu desligar na cara dele...
Nem tenta. Se eu desliguei na cara é porque eu tinha razão. Se eu quiser, ligo novamente. Sem insistência, por favor.

Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do meu coração, ou que permaneça acordado só para me observar dormindo...
Blablabla... A não ser que eu tenha sofrido uma assustadora crise de asma, não precisa conferir se eu tou viva.

O homem que me beije na testa...
Na testa?! Qual é a moral disso? Respeito?! Ah, faz o favor...respeito é outra coisa. Meu pai me beija na testa. Quero um homem que me beije na boca. Ou, da testa pra baixo.

Que queira me mostrar para todo mundo mesmo quando eu estou suando...
Eu sou uma lady. Eu não suo. Próxima.

Um homem que segure minha mão na frente dos amigos dele...
Pra segurar a minha mão tem o resto do mundo inteiro. Na frente dos amigos ele pode me morder a orelha ou passar a mão discretamente nas minhas pernas.

Que me ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando estou sem nenhuma maquiagem e que insista em me segurar pela cintura...
Mas e quem é que tá sempre montada? A não ser que ele namore uma drag queen, claro. Beijo com bafo de manhã é a maior prova de amor de todas. E segurar pela cintura só se a gente não estiver andando. Do contrário, eu me encaixo muito bem debaixo do SOVACO dele mesmo. É, não é romântico, mas é bem mais confortável.

Aquele que me lembra constantemente o quanto ele se preocupa comigo e o quanto sortudo ele é por estar ao meu lado...
Brega. Nós dois somos sortudos e nos preocupamos um com o outro. Olha o egocentrismo.

Aquele que esperara por mim...
Não. Esperar é coisa de fracassado. Quero um homem que lute por mim, que enfrente a vida do meu lado. Sobretudo, que não seja um cagão. Porque eu vou fazer igualzinho.

Aquele que vire para os amigos dele e diga: “É ela, a mulher da minha vida!
Aquele que vire pra mim e diga que eu sou a mulher da vida dele. Pode até voltar a dormir depois. Sem ressentimento.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009


sem crise (e sem trema), com dinheiro (e muito trabalho), com sucesso e reconhecimento, com saúde, sem dívidas (nem dúvidas), com mudanças (pra melhor), sem medo, sem tragédias, com música, com títulos pro grêmio e (acima de tudo) muito amor (sem crise, por favor...)

que venha um doismilenovo.
pra todo mundo que merece.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

feliz natal?

não me lembro de um final de ano tão desastroso.

nos últimos 5 dias: meu salário atrasou, discuti com a minha chefe, esqueci metade dos documentos pra inscrição da pós graduação, caí no meio da rua me machuquei toda e quase morri atropelada, perdi a apresentação de dança da minha irmã, a manicure retalhou meus 20 dedos com um alicate, minha mãe queimou meu vestido na hora de sair pra festa, meu secador de cabelo estragou.


como não dá pra dormir agora e acordar só no dia 2 de janeiro, fica aí meu cartão de natal.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

chega!

quero mais minutos nas minhas horas
mais travesseiro no meu sono
mais nescau nas minhas manhãs
mais ócio nos meus dias
mais vida na minha vida.

quero mais mariana pra mim mesma.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

raiva.

ando notando que estou meio agressiva.

no último domingo senti uma onda de cólera tomar conta do meu corpo dentro do olímpico quando um cara insistiu em passar por cima de mim, encostando todas as células epiteliais SUADAS dele em mim. não bastasse isso, ele foi super gentil e me empurrou eqüinamente ao descer com dois copos de cerveja SEM ÁLCOOL pelas arquibancadas lotadas.

junta isso com o nervosismo natural daquela partida e com a minha predisposição para brigas com gente de quem eu normalmente levaria uma surra se eu não fosse tão sortuda. e metida.

- "tá. deu. ninguém mais passa aqui." (eu, gritando)
- "então vão passar por cima." (o cara, pedindo umas bifas)
- "só um pouquinho, meu. fica frio e não responde pra ela." (o vinícius prevendo o meu desequilíbrio emocional)
- "GWUASRJREFILHODAPUTAFYRWUEVAITOMARNOCUHJVERQUERBRIGARÔIMBECILILNGJTR" (eu, com a cara do soldado daquele jogo wolfenstein, quando ficava com os olhos injetados de raiva dos nazistas)
- "calma, deu, chega..." (vinícius amenizando a situação)

*

hoje eu tive vontade de cagar a pau um guri que derrubou GUARANÁ no meu pé, dentro do habib's. não tem coisa mais desagradável do que sentir o meio dos dedos melecados. sério. olhei pra ele com fome de fígado e mandei ele ter mais cuidado. sefudê.

espero que o espírito natalino invada meu coraçãozinho nos próximos dias. ou então, vou virar o michael douglas no "um dia de fúria". alguém vai sair machucado.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

resumindo 2008...

obrigada mais uma vez, tricolor.

e:






que venha 2009.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

mari sofistinha

eu tenho um paciente filósofo. não, não é força de expressão, ele tá fazendo até mestrado na pucrs e durante as sessões, enquanto eu corrijo o sotaque, algumas palavras ainda inadequadas, a oratória e a articulação dele, ele me dá aulas de filosofia.


eu tou adorando. sabe como é geminiano, se intressa por todos os assuntos existentes no mundo: da astrologia ao calendário maia, ao sistema de cotas, política econômica da coréia do sul, fofocas de famosos, futebol, artes cênicas, desfiles de moda, novidades hi-tech, pinturas renascentistas, e cinema.


no fundo, eu sempre gostei de filosofia. era aplicadíssima nas aulas do segundo grau e até hoje tenho na memória frases impactantes do tipo: "o ser é. o não ser não é. porque se o não ser fosse, o ser nada seria." genial. eu assisti uma aula todinha sobre a dialética e me lembro que existe uma tese, uma antítese e uma síntese.


mas enfim. o meu paciente tá, novamente me despertando esse interesse adormecido. resgatei o livro que eu usei no colégio e de vez em quando busco textos ali pra discutir com ele.


esses dias, falamos dos sofistas. pra quem não sabe, os sofistas foram os primeiros filósofos do período socrático. quando o cara me falou deles, na hora me identifiquei. não exatamente com o rótulo de "charlatães" que eles carregam, mas sim com o poder de argumentar e persuadir pessoas. os sofistas tinham a manha da oratória e convenciam uma galera sobre coisas que, muitas vezes, eram consideradas sem importância. eles foram extremamente criticados, logicamente, já que iam de encontro a tudo o que a filosofia prega. eles eram os reis do discurso vazio. foram também, considerados os primeiros advogados.


so que, claro: quando meu paciente falou dos sofistas eu fiquei na minha. na saída, ficou a pergunta do tema de casa: "mariana, pensa sobre o que tu considera verdade absoluta". eu falei: "ah, isso depende" e antes que eu iniciasse um discurso inventado na hora sobre a verdade, ele me interrompeu e riu: "bah, que baita sofista tu é."


eu acho que se eu tivesse que escolher outra profissão, eu entraria pra política ou seria atriz. ou pastora de igreja evangélica. não sei, escolheria qualquer coisa que me permitisse inventar, aumentar, distorcer, persuadir, inverter, argumentar, contra-argumentar, confundir... é muito difícil pra uma sofista moderna trabalhar com crianças e na área da saúde onde, como manda a ética, uma única verdade deve reinar absoluta. não posso inventar, por exemplo, que um nódulo de prega vocal é um cisto ou que um "r" pode, sim, se passar por "l" ou que deficiência auditiva é uma questão de ponto de vista.


acho que tá explicado o motivo de eu ser apaixonada por teatro e ter feito aquele curso no TEPA. deve explicar também o fato de eu ter feito meu tcc com atores de teatro. e deve ser por isso também que desde pequena eu fui tachada de chata (odiava quando me respondiam "nada" quando eu perguntava o que tinha antes de surgir o universo) e teimosa (porque eu sempre argumentava até quando levava chinelada na bunda).

eu sempre fui uma sofista incompreendida, isso sim.