terça-feira, 30 de junho de 2009

solução - um post sobre o soluço.

hoje foi a festinha junina da clínica onde eu trabalho. entre pipoca, rapadura e bolo de milho, juntei forças pra organizar brincadeiras e até dançar. fiz trancinhas, pintei o rosto, mas tudo o que eu queria era me deitar. passei o dia mal, caindo aos pedaços, pra ser sincera. tudo isso porque me gripei. eu raramente me gripo. tenho crises de rinite, de asma, mas gripe mesmo, é difícil.
pois me gripei. tomara que não seja a AH1N1.

pois é. eu aguento tudo. aguento gripe, asma, rinite, sinusite, a crise no senado, a morte do michael jackson, a volta da Ivone em Caminho das Índias, TUDO ISSO JUNTO. menos soluço.
tenho raiva de soluço. os meus soluços doem. sei lá como, mas meu diafragma deve ser atravessado, porque dói muito soluçar. tenho vontade de me deitar em posição fetal cada vez que me dá esse negócio. é muito ridículo ter soluço.
fui falar ao telefone com um paciente...HIC! que patético. "desculpa, estou com soluço".
fora que todo mundo fica querendo te dar susto e essa é uma técnica nada eficaz. pelo menos comigo.

(quando a minha irmã menor era um bebê, eu inventei de dar um susto nela durante
uma crise de soluço. eu tive um surto de imbecilidade, cheguei perto da criança
e fiz "BUUUUUUUUU" com uma voz de monstro. óbvio que ela chorou até ficar rouca. pobrezinha. nem lembro se o soluço passou. morri de remorso.)


mas enfim. um dia desses, de soluço, me dediquei a pesquisar experimentalmente soluções para soluços (!). eis que cheguei a uma aliviante (!) conclusão: existe SIM uma maneira prática de fazer o soluço passar:
inspire normalmente. expire todo o ar que existe no teu corpo. TODO mesmo! até tu quase morrer. aí segura. tu vai sentir o soluço sair pela traquéia. fica ainda mais fácil se tu tiver sentado e te inclinar pra frente, encostando a barriga nas coxas. sério, o soluço SAI. como num arrotinho.

certamente existe uma explicação fisiológica pra isso que eu inventei, mas não quero saber. o que importa é que agora eu consigo me livrar desse negócio tão besta que é o soluço.

deu por hoje.
vou dormir.
bêjomeliga.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

R.I.P

tá, ele foi estranho.
mascarou os filhos, criou sua própria terra do nunca, mandou a melanina pelo ralo, jogou seu nariz fora, foi um dos precursores da escova progressiva, fingiu que ia jogar seu filho pela janela, casou com a filha do elvis, usava batom, rímel, lápis, foi acusado - e absolvido de abuso infantil...e vendeu 120 milhões de cópias de um único disco.
tinha um talento indiscutível.

gente estranha tem aos montes por aí.
mas outro michael, nunca mais.

obrigada, freak, por embalar minhas noites na BOATE de SAAS durante vários anos com boas músicas.


Michael Joseph Jackson
29/08/1958 - 25/06/2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

é muita emoção!

li hoje duas notícias que provavelmente serão as minhas duas grandes expectativas para 2010! não, uma delas não é a copa do mundo.
essa seleção tá muito antipática. todo mundo tem a mesma cara, eu não conheço mais ninguém a não ser o kaká e o julio césar. e o dunga me decepcionou como técnico.
saudades da seleção de 1994.



mas enfim.
serei rápida e objetiva porque meu coraçãozinho já tá transbordando de alegria!










Alice no País das Maravilhas by Tim Burton



os dois tão programados para abril.

serão 10 meses de muita ansiedade.

haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaja coração!

que venha 2010!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MENTAL

Estreou hoje uma série na fox, MENTAL.

É sobre um jovem psiquiatra que assume a direção da ala psiquiátrica de um hospital. Muito bem. O cara é cheio de estilo, charmosão e...totalmente alternativo. Tá, parece o House, eu sei, mas nessa série as doenças serão puramente mentais. E isso me interessa muito mais do que as inflamações podres que o House desvendava.

Chris Vance é Jack Gallagher e já no primeiro episódio (que eu acabei de ver) ficou peladão com um paciente esquizofrênico surtado no meio do saguão do hospital. Assim como o vinícius se sente meio culpado por gostar de aviões nesse momento, me sinto meio culpada por gostar de alterações neuropsicológicasepsiquiátricas. Quanto mais grave, melhor.

Sempre fui fissurada pelo cérebro humano. Só devo perder pro Hannibal Lecter.

Minha audiência é certa. Toda quarta, 22h, na FOX.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Coisas da vida

Em janeiro de 1983, eu era um lindo bebê de 8 meses, careca, sorridente e estava sendo paparicada por toda minha família, já que eu fui a primeira neta dos meus avós maternos.
Era calor, minha mãe e eu havíamos passado uma agradável tarde à beira da piscina na casa da minha vó. Existe uma foto daquele dia, eu naquele clássico carrinho azul-marinho com mãos e pés de bisnaguinha esticados, e aquele bocão que me acompanha até hoje.

Chegamos em casa e eu ganhei um danoninho. Ao final, com a boca ainda suja, fiquei brincando com a colherinha, daquelas de inox. Eu não sei por que motivo minha mãe me deixou brincar com uma colher, mas deixou.

Minutos depois, o acidente aconteceu: enfiei a colher boca adentro, cortando todo o palato mole (a parte bem do fundo do céu da boca, onde não tem osso) e separando a úvula (campainha) em duas partes.

Minha mãe, apavorada, ligou para o meu pediatra e assim, fui levada ao hospital. Ninguém sabia direito a gravidade do problema, só quando o pediatra falou pra minha mãe trazer umas roupinhas, pois eu ficaria internada para uma cirurgia, a ficha caiu. Desespero total na família.

Eu era um bebê de 8 meses e seria submetida a uma delicada cirurgia plástica para reconstruir toda a parte posterior da minha boca. Meus pais não tinham plano de saúde. Haviam acabado de comprar um carro. O gol foi vendido às pressas, pois meus pais queriam o melhor cirurgião do Rio Grande do Sul.

Então, ele apareceu. O doutor Roberto Chem tinha 38 anos. Restava aos meus pais, confiar cegamente naquele doutor tão afetuoso e de sorriso fácil (e que, por coincidência, havia sido professor da minha mãe no Mauá, cursinho pré-vestibular).

Minha mãe fez ele prometer que eu não ficaria fanha. Ele prometeu. Mais do que isso: desafiou meus pais a colocar o nome dele na capa da Zero Hora caso algo desse errado. Cumpriu a tarefa com maestria. Fiquei uns dois dias sem poder beber água. Meu pai também, junto comigo. Não achava justo eu passar sede sozinha. Fiquei com cicarizes, minha boca foi rasgada nos dois cantos, mas a cirurgia havia terminado com sucesso.

Alguns anos depois, a minha campainha reconstruída, virou o meu grande orgulho. Nunca hesitei em mostrar, pra qualquer um, a minha PANCAINHA TOLTA.

***

Quando escolhi fazer fonoaudiologia, eu não tinha idéia do quanto aquela cirurgia havia sido determinante. Um dia, em uma aula pertinente, contei meu caso. A professora, maravilhada, tentava explicar pra turma que a cirurgia, junto com toda a adaptação funcional que eu havia feito sem saber, tinha preservado coisas fundamentais para a minha profissão. Eu realmente corri um sério risco de ficar fanha ou ter problemas para engolir a comida.

Lembrei do Dr. Chem. Por uma sutileza do destino, aquele homem havia me permitido escolher a profissão que eu tenho hoje. Quando em formei, mandei um convite pra ele com uma cartinha, resgatando esse fato e agradecendo a dedicação que ele teve comigo.

Ele poderia ter feito aquela cirurgia de qualquer jeito, eu era só um bebê, podia apenas garantir que eu pudesse me alimentar. Mas não. Hoje eu sei o quanto ele foi preciso, minucioso, perfeito.
Ele me respondeu com uma outra carta, escrita à mão, emocionado, dizendo que a minha manifestação havia sido o maior reconhecimento que ele havia tido até hoje. Se disse orgulhoso, me parabenizou e mandou o arranjo de flores mais lindo que eu recebi quando me formei.

Infelizmente nunca mais o reencontrei, mas sempre tive muito carinho e gratidão por ele.

Hoje, por volta das 10 da manhã, meu pai me ligou:
-Filha, tu sabe quem era um dos passageiros do voo da Air France? Dr. Roberto Chem. Quis te dizer antes, pra tu não ficar sabendo pela tv.

Engoli seco. Os olhos se encheram de lágrimas. A tristeza parou bem ali na minha garganta perfeitamente remendada.

Eu não tive a oportunidade de reencontrar o médico mais importante da minha vida.
Mas ele me deixou as melhores cicatrizes, que eu vou carregar pra sempre.
Vou continuar tendo o maior orgulho de mostrar a minha campainha torta pra quem quiser ver.

Muito obrigada, Dr. Roberto Chem.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

pra combinar com o meu espírito de porco dos últimos dias.

bêjomeliga.

domingo, 26 de abril de 2009

Púlpito

EU PROTESTO!

Eu protesto contra essa semana que passou pois eu tive que acordar cedíssimo TODOS os dias, inclusive ontem e hoje!
é um absurdo que eu trabalhe tanto e continue pobre!
não é justo que muita gente que acorda bem mais tarde ganhe mais dinheiro e consiga descansar seu corpo e sua mente por mais tempo do que eu!

QUERO OITO HORAS DE SONO TODOS OS DIAS!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Clube do POVO

Certamente os colorados vão desdenhar a pesquisa, dizendo que foi comprada, que a revista Amanhã não tem credibilidade, que a RBS deu um jeito de colocar o Grêmio na mídia...blablabla. Tanto faz. É pura inveja porque tudo o que eles queriam era divulgar um anúncio no jornal, outdoors e camisetas escrito: "campeão de tudo - até do Top Of Mind". Ou ainda justificar esse adjetivo "popular" do qual eles se apropriaram por meios totalmente suspeitos e discutíveis.

Desculpa, mas atropelamos sem dó essa boa fase de vocês, as goleadas, o título regional, e até mesmo o centenário e traçamos essa, mais uma vez, querido co-irmão.
Pode ser que agora, de uma vez por todas vocês entendam que não basta um clube se auto-denominar "do povo". O clube precisa morar no coração do torcedor. Precisa ser maioria absoluta. Porque a memória, caros colorados, ah, a memória do torcedor ninguém engana, mesmo com grandes jogadas de marketing.
Entendam que é por essas e outras que nos dizemos imortais.
A paixão é imortal.
A dedicação é imortal.
O orgulho é imortal.

Top of Mind RS 2008
Os
vencedores da 18ª edição da pesquisa que mostra as Marcas do Rio Grande do Sul

A 18ª edição da pesquisa Top of Mind da Revista AMANHÃ coloca frente a
frente dois grandes ícones empresariais do extremo sul do país: a siderúrgica
Gerdau e o Grupo RBS. A fabricante de aço assumiu o posto de marca mais lembrada
no Rio Grande do Sul na categoria Grande Empresa/Marca pela sétima vez. Deste
modo, alcançou a RBS em número de vitórias. A Gerdau foi lembrada por 11,2% dos
entrevistados enquanto a RBS obteve 8,6% de índice de lembrança. A GM vem logo
atrás com 8,3%. Em 18 anos da pesquisa apenas três marcas conseguiram atingir a
primeira colocação nesta que é a categoria mais nobre do Top of Mind: a RBS, a
Gerdau e a Varig, que subiu ao posto mais alto do pódio por quatro vezes, nos
anos 90.

Ao todo, foram realizadas 1.200 entrevistas em diferentes
regiões do Rio Grande do Sul entre os dias 2 e 19 de fevereiro deste ano. O
universo pesquisado abrangeu pessoas de ambos os sexos, com idades entre 16 e 65
anos de todas as classes sociais (A/B, C e D/E). Cada entrevistado foi convidado
pela Segmento Pesquisas de Porto Alegre, a citar a primeira marca de que
lembrava ao pensar em uma empresa, produto, serviço ou personalidade. O Top of
Mind da Revista AMANHÃ foi a primeira pesquisa de lembrança espontânea de marcas
elaborada por um veículo de jornalismo econômico no Brasil.

Confira,
abaixo, a relação completa das marcas mais lembradas do Rio Grande do Sul
segundo o Top of Mind 2008:

*A relação completa tu pode ver aqui.

Segmento:Time de Futebol
Nome mais lembrado:
GRÊMIO: 49,9% INTER: 42,9

Classes A/B
GRÊMIO: 54,8% INTER: 38,0%

Classe C
GRÊMIO: 47,6% INTER: 45,0%

Classes D/E
GRÊMIO: 47,3% INTER: 44,6%

Interior
GRÊMIO: 49,9% INTER: 38,0%

VAMO, GRÊMIO!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Is this real life?

Será que o dentista do guri é um desses moderninhos naturebas que conseguiu licença pra usar maconha como anestésico? Nada contra, mas em criança é maldade!
Muito suspeito...


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dia Mundial da Voz

Não podia deixar passar em branco um dia tão significativo pra mim, enquanto fonoaudióloga - e apaixonada por vozes.
Só que, muito mais do que só citar ou lembrar desse dia que é tido como uma grande conquista e reconhecimento da minha classe, eu quero agradecer por existirem pessoas como a Susan. Pessoas essas que humildemente carregam a alma dentro da laringe e nos atingem como um tiro que fica entalado ali, na nossa garganta.
é o tipo de coisa que me deixa confortavelmente muda, porque, como disse galeano uma vez,

quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer,
a voz humana não encontra quem a detenha.
se lhe negam a boca , ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros,
ou por onde for.
porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma
palavra que mereça ser celebrada ou perdoada pelos demais.

Canta, Susan.


cliquem na foto que vai abrir o link direto no youtube. infelizmente não achei nenhum vídeo com a incorporação ativada.

terça-feira, 31 de março de 2009

quero só ver.

se amanhã eu ficar trancada por HORAS dentro do ônibus às seis e meia da tarde depois de um dia inteiro atendendo crianças com problemas de todos os tipos por causa do jogo da "seleção" no chiqueiro, vou rogar uma praga tão grande que em 2010 todo mundo vai ter que achar outro time pra torcer na copa da áfrica do sul e ninguém vai poder ter regalia de horário no trabalho durante a copa porque O BRASIL NÃO VAI SE CLASSIFICAR.

não duvidem das minhas pragas rogadas.

já roguei uma outra quando eu demorei 3 horas, (TRÊS HORAS dá pra ir até rio grande, vocês têm noção?! dava pra eu ter visto senhor dos anéis no assunção!) pra voltar pra casa num maldito dia de fórum social mundial, em janeiro, no calor.
vocês viram, NUNCA MAIS o fórum foi aqui.

palhaçada. por que não armam esse circo num domingo de tarde?!
não vou secar o dunga e esse amontoado de cueca que não se entende em campo e que ele chama de seleção. juro, não vou secar. sou até capaz de ver o jogo.

mas se eu ficar presa no ônibus, parada na frente daquela porcaria de estádio, com ufanistas de ocasião e maloqueiros de plantão batendo na lateria do ônibus, eu vou torcer pro peru. VAI PERU!

e entendam como quiserem.

sábado, 21 de março de 2009

a tua falcatrua é estadual?

ih, foi mal, a minha é federal!

pois é. e eu que achei que ia pegar o bonde dessa ação judicial que obriga as universidades públicas a ofereceram cursos de pós graduação lato sensu (especialização) gratuitamente exatamente como os cursos stricto sensu (mestrado e doutorado), me ralei.

em janeiro fiz a seleção pro curso de especialização em neuropsicologia da UFRGS (um dos únicos que fazem seleção). passei.
muito bem, me preparei psicologicamente pra pagar os 450 reias de mensalidade.

entretanto, falando com um amigo meu que é doutorando desta mesma universidade, fico sabendo dessa ação que poderia extinguir qualquer tipo cobrança por cursos de pós-graduação nas federais. fiquei feliz da vida, claro, e passei a acompanhar de perto o andar da carruagem. já tava planejando outro destino pra esses 450 pila, viajando em comprar um notebook ou que assumiria o consórcio do meu carro ou até, quem sabe, começaria a pensar em financiar um apartamento.

felicidade de pobre dura pouco, mesmo.
já no primeiro dia de aula nós, alunos, fomos cordialmente recepcionados pelo coordenador da especialização que, sem papas na língua, explicou tudo claramente, sem dó nem piedade.
tornou público o plano dele que vai garantir que eles continuem recebendo o nosso dinheiro mesmo que eles percam a ação: nosso curso de especialização, com 420 horas está teorica e temporariamente interditado. teoricamente mesmo, porque eu tou tendo aula normal. além disso, eu estou matriculada na especialização E em um curso de EXTENSÃO com o mesmo nome, porém com carga horária de 210 horas. Farei então, simultanea e virtualmente dois cursos ao mesmo tempo: especialização (que está trancado por ordem judicial, porém estou matriculada e usufruo de todas as vantagens de uma aluno qualquer da UFRGS) e ainda faço um curso de EXTENSÃO, que está no módulo UM ( o outro tem iguais 210 horas, que completam a carga horária da especialização). ao final de tudo isso, faço a monografia por fora e defendo e então, meus créditos serão automaticamente transferidos pra especialização, garantindo meu certificado de especialista.

pra quê tudo isso? porque a extensão pode ser cobrada. ha.
entenderam?!

claro, tudo isso se a universidade perder a ação, porque se ganhar, continua tudo igual sem essa história de extensão. e se perder, a minha turma será a última, porque eles garantiram vão extinguir as especializações no Instituto de Psicologia, o que é uma pena já que são cursos extremamente bem conceituados, assim como o mestrado e o doutorado que tem a nota máxima da capes.

agora vou parar de acompanhar essa lenga-lenga. tanto faz, pra mim não vai mais mudar nada.

tô pagãããnu...

terça-feira, 17 de março de 2009

o vazio

existe um vazio que eu adoro e alimento com o silêncio
o vazio fica escondido e quando ele tá quase cheio é preciso oferecer o nada pra que ele sossegue
o vazio é egoísta e ocupa todo o espaço
ele mora aqui dentro precisa de atenção
eu respeito o meu vazio não vivo sem ele e cultivo antes que ele tome conta de tudo e vire um nada qualquer.

por isso que eu preciso me isolar de vez em quando.

segunda-feira, 16 de março de 2009

dias de moleton

ainda é cedo, mas já tou torcendo para que cheguem os dias de moleton.
aqueles sábados friozinhos nos quais nada mais apetece, a não ser cama, pão de queijo e... moleton. tudo junto.

eu gosto de outono. solzinho na medida e bergamota.
gosto do silêncio do vento fresquinho de manhã.
gosto de sopa, de chá e de andar de meia.
gosto de esquentar a ponta gelada do meu nariz no pescoço quentinho dele.
gosto de calça velha com joelhos marcados e moleton surrado da época do colégio.

dias de moleton! cheguem logo e me façam mais feliz!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os efeitos de woodstock

olha que eu já ouvi nome estranho. inclusive postei alguns aqui, mas esse foi demais...
a moça da foto, MARIJUANA PEPSI é filha de hippies que, em 1972 ainda sob efeito pós-woodstock, viajaram no nome da filha.


fiquei imaginando ela casando:
-sr. fulano, aceita Marijuana Pepsi?

agora, se essa moda pega, imagino o que não vai sair de nome bizarro por aqui nessa geração que frequenta as RÊIVES e trocou a marijuana pelo doce.

tipo:
Ecstasy Red Bull da Silva ou
Paranóia Arrepiada dos Santos ou
Taquicardia Atomic da Rosa
eu não duvido.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Censura sim!

bem legal essa campanha realizada pelo canal de WebTv da Beate Uhse.
a Beate Uhse é uma indústria de interesses adultos, com lojas, e até "museu do erotismo" em berlin.

o legal é que eles são super sérios e realmente se preocupam em atingir somente o público alvo, poupando uma geração inteira de crianças de serem precocemente expostos à pornografia.

assim como a internet facilitou muito a propagação da pedofilia, se usada de maneira consciente como essa, tem o poder - e o dever- de restringir o acesso a determinados assuntos. a web não deve ser um universo livre, pelo menos enquanto os pais tiverem o controle em casa.

definitivamente, sexo é coisa de gente grande.




beate-uhse erotic tv from joseyyo on Vimeo.

Eu trouxe essa notícia daqui.

domingo, 8 de março de 2009

até quando?

dispenso as felicitações e as rosas do dia 8.
pra mim, essa ladainha do dia da mulher é tão repugnante, preconceituoso e superficial quanto as cotas para negros nas universidades.

eu me faço respeitar e valorizar nos 365 dias do ano, há 26 anos.
dia da mulher é para as fracas.
coisa de mulherzinha.